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Petrobras registra recorde de R$ 800 bilhões em valor de mercado com ações em alta de até 110%

Publicado 16/10/2026 • 08:00 | Atualizado há 37 minutos

KEY POINTS

  • Petrobras atinge valor de mercado recorde de R$ 800 bilhões, alcançando pela primeira vez esse patamar na Bolsa brasileira.
  • Ações da estatal acumulam valorização de até 110% em 2026.
  • Alta do petróleo, aumento da produção e acordos comerciais impulsionam desempenho, incluindo o recebimento previsto de US$ 859 milhões até novembro.
Fachada da Petrobras.

Divulgação/Petrobras

A Petrobras alcançou um valor de mercado de R$ 800 bilhões na quarta-feira (14), estabelecendo um novo recorde para a companhia. O resultado foi registrado no fechamento das negociações na Bolsa de Valores brasileira e ocorreu em meio à valorização expressiva dos papéis da estatal ao longo de 2026.

Desde o início do ano, as ações ordinárias da petroleira, identificadas pelo código PETR3, acumulam alta de aproximadamente 110%. Já os papéis preferenciais, negociados como PETR4, registram valorização próxima de 100% no mesmo período.

Somente na sessão de quarta, os títulos preferenciais avançaram 2,22%, enquanto os ordinários encerraram o dia com ganho de 1,94%. O desempenho reflete a reação dos investidores a fatores relacionados ao mercado internacional de energia e às atividades operacionais da companhia.

A Petrobras havia ultrapassado pela primeira vez a marca de R$ 700 bilhões em valor de mercado no dia 3 de outubro. Na ocasião, o movimento das ações foi influenciado pelo anúncio de uma descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia da Foz do Amazonas, localizada na Margem Equatorial brasileira.

Leia também: Petrobras receberá US$ 859 milhões em acerto sobre jazidas do pré-sal

Alta do petróleo e acordos comerciais influenciam desempenho

Entre os fatores associados à valorização da estatal está o aumento das cotações internacionais do petróleo. A elevação do preço da commodity tende a ampliar a receita das empresas produtoras, embora seus efeitos sobre os resultados financeiros também dependam dos custos de operação e de outras condições de mercado.

Segundo o portal G1, outro elemento considerado pelos investidores foi a conclusão de acordos envolvendo a divisão de gastos e volumes de produção em jazidas compartilhadas de Berbigão e Sururu, situadas na Bacia de Santos.

Os entendimentos foram firmados com as empresas Shell, TotalEnergies e Petrogal e estabelecem ajustes financeiros entre as companhias que participam da exploração dessas áreas. Com os acordos, a Petrobras deverá receber aproximadamente US$ 859 milhões líquidos. O pagamento está previsto para ocorrer até novembro de 2026, representando uma entrada adicional de recursos para a petroleira.

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Produção de petróleo e combustíveis registra crescimento

Além das condições do mercado e dos acordos comerciais, os indicadores operacionais da Petrobras também apresentaram avanço neste ano. No segundo trimestre de 2026, a produção própria de petróleo da companhia no Brasil atingiu 2,7 milhões de barris por dia. O volume representa um crescimento de 15% em comparação com o mesmo período de 2025.

A produção de combustíveis também aumentou mais de 10% na comparação anual. O resultado foi acompanhado pela ampliação das atividades nas refinarias, que registraram índices elevados de utilização de sua capacidade instalada.

No período, o parque de refino operou com utilização recorde, superando 100% em determinados momentos do trimestre. Esse indicador considera a relação entre o processamento realizado e a capacidade de referência das unidades.

O crescimento da produção é um dos fatores relevantes para a avaliação da companhia no mercado financeiro, pois influencia sua capacidade de comercializar petróleo e derivados.

Leia também: Petrobras faz nova descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na costa do Amapá

Descoberta na Margem Equatorial entrou no radar dos investidores

As atividades de exploração em novas áreas também passaram a integrar as expectativas do mercado em relação à Petrobras. O anúncio de uma descoberta de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas chamou a atenção para o potencial de exploração em águas profundas na região, considerada uma das frentes de interesse da petroleira.

A identificação de petróleo, entretanto, não significa necessariamente o início imediato da produção comercial. O aproveitamento de uma descoberta depende de avaliações técnicas, econômicas e das etapas regulatórias aplicáveis. Mesmo assim, informações sobre novas áreas exploratórias podem influenciar as expectativas dos investidores quanto às possibilidades de expansão das reservas e da produção no longo prazo.

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