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PL elege 121 deputados e quebra marca de 28 anos na Câmara

Publicado 07/10/2026 • 09:30 | Atualizado há 43 minutos

KEY POINTS

  • PL elegeu 121 deputados federais e terá a maior bancada da Câmara a partir de 2027.
  • Partido também chegará ao Senado com 28 integrantes, maior bancada partidária no início de uma legislatura desde 1988.
  • Pela classificação do Poder360, partidos mais à direita somarão 276 deputados, ampliando a maioria numérica desse campo na Câmara.
Vista ampla do plenário da Câmara dos Deputados durante sessão.

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Plenário da Câmara dos Deputados, onde o PL terá 121 parlamentares e a maior bancada da Casa a partir de 2027.

O PL chegará a 2027 com a maior bancada da Câmara e do Senado e com marcas históricas nas duas Casas. O partido elegeu 121 deputados federais e terá 28 senadores no início da próxima legislatura, ampliando seu peso nas negociações e na definição da agenda do Congresso.

Na Câmara, as 121 cadeiras representam 23,6% dos 513 deputados. A legenda terá quase um quarto da Casa e ficará à frente da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que elegeu 88 parlamentares.

O resultado também marca a primeira vez desde 1998 em que um partido ultrapassa a barreira de 100 deputados eleitos, segundo levantamento histórico do Poder360. Naquele ano, o então PFL havia conquistado 105 cadeiras.

Além do tamanho da bancada, o crescimento aumenta a participação do PL na distribuição de espaços institucionais, como comissões e relatorias, e reforça seu peso nas negociações para as presidências da Câmara e do Senado.

PL elegeu 121 deputados em 2026, maior bancada da Câmara desde 1986 e primeira acima de 100 cadeiras em 28 anos.

Leia também: DECISÃO 2026: PL cresce, direita atropela adversários e conquista poder no Congresso até para barrar ministros do Supremo

PL também atinge marca histórica no Senado

No Senado, o partido elegeu 19 das 54 vagas em disputa e deverá começar 2027 com 28 integrantes. Será a maior bancada partidária no início de uma legislatura desde a Constituição de 1988, segundo o Senado. O recorde anterior era do então PMDB, que iniciou 1999 com 27 senadores.

A eleição de 19 senadores pelo PL também estabelece outra marca: desde 1988, nenhum partido havia conquistado tantas cadeiras do Senado em uma única eleição. O recorde anterior era de 14, alcançado pelo PMDB em 1994 e 2010 e pelo PFL em 2002.

A legenda passará de 15 para 28 senadores. O PT permanecerá com nove integrantes, enquanto o MDB cairá de dez para oito e o PSD, de 13 para cinco.

Direita amplia controle sobre Câmara e Senado

O avanço do PL acompanha uma mudança mais ampla na composição ideológica do Congresso. Pela classificação adotada pelo Poder360, partidos situados mais à direita terão 276 deputados a partir de 2027, contra 124 da esquerda e 113 do centro.

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A maioria numérica aumenta a influência desse campo sobre a eleição das mesas diretoras, a composição das comissões, as relatorias e a definição das matérias que avançam no Legislativo.

Historicamente distribuída entre diferentes legendas, parte da força parlamentar da direita passa agora a se concentrar no PL, que terá, sozinho, quase um quarto da Câmara.

Na Câmara, os 121 deputados do PL não são suficientes para que o partido aprove sozinho matérias que exigem maioria absoluta ou propostas de emenda à Constituição. A bancada, porém, coloca a legenda em posição central para formar maiorias com outros partidos de direita e de centro.

Nova composição amplia pressão sobre o STF

A mudança é especialmente relevante no Senado, responsável por analisar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e aprovar indicações para a Corte.

Levantamento publicado pelo Times Brasil após as eleições mostrou que 31 dos 35 senadores eleitos que responderam sobre o tema apoiam, total ou parcialmente, a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo.

A eventual condenação de um ministro, porém, exige o apoio de dois terços do Senado, ou 54 dos 81 integrantes. Portanto, mesmo uma maioria de direita ainda dependeria de votos adicionais para atingir esse quórum.

O novo Senado também terá impacto sobre outras propostas relacionadas ao funcionamento da Corte, como limites a decisões individuais de ministros e mudanças no modelo de mandato ou indicação.

Centro perde espaço

O avanço da direita ocorre simultaneamente à redução de algumas bancadas de centro. No Senado, o PSD terá uma das maiores perdas, caindo de 13 para 5 cadeiras, enquanto o MDB passa de 10 para 8.

Na Câmara, o PL lidera com 121 deputados, seguido pela Federação Brasil da Esperança, com 88. A nova composição entra em vigor em 1º de fevereiro de 2027.

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