Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
DECISÃO 2026: Onda recorde da direita atropela adversários, conquista poder no Congresso e acende alerta no Supremo
Publicado 05/10/2026 • 06:00 | Atualizado há 6 horas
Chefe da Saudi Aramco diz que recomposição dos estoques globais de petróleo pode levar dois anos
Executivos da Anthropic, OpenAI, Google e Meta devem depor em audiência do Conselho Municipal de Nova York sobre os riscos da IA
Marco de US$ 6 trilhões da Nvidia se aproxima; veja quando traders de opções esperam que aconteça
Primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez antecipa eleições após protestos contra a crise habitacional
Por que as passagens aéreas podem subir ainda mais, mas os lucros das companhias não?
Publicado 05/10/2026 • 06:00 | Atualizado há 6 horas
KEY POINTS
Foto da Fachada do Congresso Nacional, em Brasília.
Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil
As eleições proporcionais da votação de domingo (4), para deputados federais, estaduais e distritais, mostram um crescimento avassalador da direita, liderada pelo PL. O pleito desenhou um Congresso Nacional com o PL como maior bancada nas duas Casas, e o Senado já aponta maioria de direita a partir de fevereiro de 2027.
Além disso, o bloco com PSD, MDB e Podemos, centro alinhado com a direita, ganha peso: as três siglas somam 107 deputados e passam a ter papel decisivo na formação de maiorias.
Com 48 votos de direita e centro-direita, o bloco passa dos 41 necessários para aprovar ou barrar indicações de ministros do Supremo Tribunal Federal, que exigem maioria absoluta do Senado. A conta é outra no impeachment. A condenação de um ministro depende de dois terços dos senadores, ou 54 votos, e faltam seis ao bloco, que teria de buscá-los entre os 17 senadores de centro.
Mesmo com a contagem aberta, as votações individuais já entraram para a história. Nikolas Ferreira (PL-MG) obteve obteve 3.119.314 e foi eleito deputado federal, acima do recorde de 1,84 milhão de Eduardo Bolsonaro em 2018. Lucas Pavanato (PL-SP) recebeu 3.033.430 votos e também superou o recorde de Eduardo. Os votos dos dois contam para a legenda no cálculo do quociente, o que tende a beneficiar o PL em São Paulo e em Minas Gerais.
Segundo a projeção da apuração, o PL terá a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 121 cadeiras, sendo 48 já definidas e 73 com candidatos na liderança, a partir de 22,80% dos votos. Em 2022, o partido elegeu 99 deputados, e a projeção supera o recorde de 105 deputados do PFL em 1998.
Em seguida aparecem a federação Brasil da Esperança (PCdoB, PT e PV), com 88 cadeiras, e a federação União Progressista (PP e União), com 87. Em 2022, PP e União elegeram juntos 106 deputados.
No Senado, os dois mais votados em cada estado e no Distrito Federal levam as vagas, sem segundo turno. Estavam em disputa 54 das 81 cadeiras, e os 27 senadores eleitos em 2022 mantêm mandato até 2031. A lista de eleitos tem entre 84,59% e 100% das urnas apuradas, conforme o estado.
Além do desempenho histórico nas eleições legislativas, a direita também sacramentou, no primeiro turno de 2026, o melhor resultado em eleições presidenciais desde 1989.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alcançou 47% dos votos válidos, indo para o segundo turno na primeira colocação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou com 45,2 % do total. O percentual atingido por Flávio é 3,8 pontos percentuais acima do obtido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022 e um um ponto superior ao desempenho do bolsonarismo em 2018.
Nas duas Casas, o PL é o partido que mais cresce. No Senado, a bancada passa de 15 para 28 senadores e chega a 29 com a suplência de Alex Diniz. Na Câmara, a projeção de 121 cadeiras supera em 22 as 99 de 2022.
Somadas, as duas bancadas do PL chegam a 149 parlamentares dos 594 do Congresso, um quarto do total. O recuo do centro aparece com mais clareza no Senado, onde PSD, MDB, PSDB, Podemos e Avante passam de 31 para 17 cadeiras. Na Câmara, o centro projeta 123 deputados, com o PSD em 44 e o MDB em 36.
A distribuição das vagas na Câmara dos Deputados, por se tratar de uma eleição proporcional e não majoritária, acontece via o cálculo do quociente eleitoral. Esse cálculo divide o total de votos válidos de cada estado pelo número de vagas da bancada estadual. Votos nulos e em branco ficam de fora, e esse total só fica fechado com todas as urnas apuradas.
Em seguida, cada partido ou federação que atinge o quociente recebe as vagas diretas indicadas pelo seu quociente partidário, preenchidas por candidatos com votação individual de pelo menos 10% do quociente eleitoral. As cadeiras que sobram são distribuídas em duas etapas, e desde 2024 o Supremo Tribunal Federal permite que partidos sem 80% do quociente participem da última fase, regra que vale desde as eleições de 2022.
No Norte, o PL elege Márcio Bittar, no Acre, Fernando Máximo e Bruno Scheid, em Rondônia, Nicoletti, em Roraima, e Eduardo Gomes, no Tocantins. No Centro-Oeste, os eleitos são Gustavo Gayer, em Goiás, Zé Medeiros, em Mato Grosso, Reinaldo Azambuja e o capitão Contar, em Mato Grosso do Sul, e Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, no Distrito Federal.
No Sudeste, a lista traz Domingos Sávio, em Minas Gerais, Carlos Portinho e Carlos Jordy, no Rio de Janeiro, e André do Prado, em São Paulo. No Sul, entram Filipe Barros, no Paraná, Sanderson, no Rio Grande do Sul, e Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, em Santa Catarina.
Em São Paulo, a outra vaga ficou com Guilherme Derrite (PP), que somou 30,72% dos votos válidos.
Somados aos nove senadores do PL com mandato até 2031, o partido chega a 28 cadeiras, contra 15 hoje. Alex Diniz (PL), suplente de Cleitinho, assume a vaga em Minas Gerais, o que leva a bancada a 29. Cleitinho e Sergio Moro deixarão a Casa após vencer o governo estadual em primeiro turno, e o partido do suplente de Moro pode alterar o saldo.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA conta soma os 54 eleitos da lista aos 27 mandatos que seguem até 2031, e não considera trocas de partido nem suplências, exceto a de Alex Diniz, indicada à parte.
| Partido | Hoje | Eleitos em 2026 | Mandato até 2031 | Fevereiro de 2027 |
|---|---|---|---|---|
| PL | 15 | 19 | 9 | 28 |
| PT | 9 | 6 | 3 | 9 |
| MDB | 9 | 7 | 1 | 8 |
| PP | 8 | 3 | 3 | 6 |
| Republicanos | 6 | 2 | 4 | 6 |
| União | 3 | 3 | 2 | 5 |
| PSD | 14 | 2 | 3 | 5 |
| PSB | 6 | 3 | 1 | 4 |
| Novo | n/d | 3 | 0 | 3 |
| PSDB | 4 | 2 | 0 | 2 |
| Podemos | 3 | 2 | 0 | 2 |
| Rede | n/d | 1 | 0 | 1 |
| PDT | 2 | 1 | 0 | 0 |
| Avante | 1 | 0 | 1 | 0 |
| Sem partido | 1 | 0 | 1 | 1 |
| Partido não informado | n/d | 1 | 0 | 1 |
| Total | 81 | 54 | 27 | 81 |
Nas eleições proporcionais, as federações funcionam como um único partido no cálculo do quociente eleitoral, o que explica por que a projeção traz Brasil da Esperança e União Progressista como blocos. A tabela mostra todos os partidos e federações da projeção.
| Partido ou federação | Eleitos | Na liderança | Cadeiras projetadas | Votos |
|---|---|---|---|---|
| PL | 48 | 73 | 121 | 22,80% |
| Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV) | 26 | 62 | 88 | 14,80% |
| Federação União Progressista (PP, União) | 35 | 52 | 87 | 13,70% |
| PSD | 10 | 34 | 44 | 8,34% |
| Republicanos | 17 | 23 | 40 | 7,10% |
| MDB | 7 | 29 | 36 | 7,00% |
| Podemos | 11 | 16 | 27 | 5,28% |
| PSB | 2 | 13 | 15 | 4,44% |
| Federação PSOL e Rede | 6 | 9 | 15 | 4,91% |
| Novo | 3 | 7 | 10 | 2,58% |
| PSDB | 5 | 2 | 7 | 2,57% |
| PDT | 4 | 2 | 6 | 1,50% |
| Avante | 0 | 5 | 5 | 1,61% |
| Cidadania | 0 | 4 | 4 | 0,23% |
| Missão | 0 | 1 | 1 | 1,04% |
| Outros | 1 | 6 | 7 | 2,11% |
| Total | 175 | 338 | 513 | 100% |
Das 513 cadeiras, 175 já têm eleitos definidos e 338 dependem de candidatos que lideram a contagem, o que mantém aberta a divisão final.
Considerando PL, Novo, PP, Republicanos e União como partidos conservadores ou de centro-direita, o bloco soma 48 dos 81 votos do Senado em 2027, contra 32 hoje sem contar o Novo. A maioria absoluta exige 41 votos.
Na Câmara, o mesmo grupo soma 258 cadeiras, com PL (121), União Progressista (87), Republicanos (40) e Novo (10), uma acima dos 257 da maioria absoluta. A margem estreita significa que qualquer defecção no bloco altera a conta.
Já a condenação de um ministro do Supremo Tribunal Federal em processo de impeachment depende de dois terços dos senadores, ou 54 votos, número que fica seis acima da projeção do bloco no Senado.
Entre PSD, MDB, Podemos, PSDB, Avante e Cidadania, o centro projeta 123 deputados, com o PSD em 44, o MDB em 36 e o Podemos em 27. No Senado, a bancada de centro passa de 31 para 17 cadeiras, o que mostra o tamanho da perda na Casa onde o PSD cai de 14 para cinco.
Na soma dos dois campos, esquerda e centro-esquerda (124 deputados) mais o centro chegam a 247 votos na Câmara, dez abaixo da maioria. No Senado, os 14 de esquerda e centro-esquerda com os 17 do centro chegam a 31, também dez abaixo dos 41.
Entre MDB, PSD, PSDB, Podemos e Avante, o recuo no Senado vem sobretudo do PSD, que perde nove cadeiras. O PSDB passa de quatro para duas, o Podemos de três para duas, e o Avante deixa a Casa.
O MDB elege sete nomes, entre eles Eduardo Braga, Helder, Teresa Surita, Veneziano, Marcelo Castro e Delegado Alessandro, e fica com oito cadeiras.
O PT elege seis senadores. Rui Costa e Jaques Wagner ficam com as duas vagas da Bahia, e a lista inclui Humberto Costa, em Pernambuco, Samanda de Lula, no Rio Grande do Norte, Rogério Carvalho, em Sergipe, e Marília Campos, em Minas Gerais.
Com os três mandatos que seguem até 2031, a bancada petista permanece em nove. Somado a PSB, Rede e PDT, o campo de esquerda e centro-esquerda cai de 17 para 14 cadeiras no Senado, já que o PSB passa de seis para quatro e o PDT deixa de ter representantes.
Na Câmara, esquerda e centro-esquerda somam 124 cadeiras, com Brasil da Esperança (88), PSB (15), PSOL e Rede (15) e PDT (6).
A disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro será decidida em domingo (25), e a composição do Congresso independe do vencedor. O bloco conservador chega a 2027 com 48 votos no Senado, sete acima da maioria absoluta, e 258 na Câmara, uma acima dos 257.
Um governo Lula teria 14 senadores e 124 deputados de esquerda e centro-esquerda, e dependeria de ao menos dez votos do bloco conservador em cada Casa, mesmo com todo o centro ao lado.
O avanço da direita também pode pôr em risco a reeleição de Davi Alcolumbre à presidência do Senado. O União, partido do atual presidente, soma cinco cadeiras na simulação, e o mandato dele à frente da Casa vai até fevereiro de 2027.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Ainda não baixou o e-Título? Saiba até quando é possível instalar o app
2
DECISÃO 2026: acompanhe a apuração de votos para presidente no Brasil
3
Justus cai em contradição: mensagens a Vorcaro desmentem entrevista do empresário ao Times Brasil | CNBC na qual afirmou não ter negócios com o banqueiro
4
Eleições 2026: saiba qual o valor da multa para quem não votar
5
DECISÃO 2026: Onda recorde da direita atropela adversários, conquista poder no Congresso e acende alerta no Supremo