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Ministério Público denuncia fiscal, mãe ‘laranja’ e outros cinco por esquema de fraude no ICMS
Publicado 29/08/2025 • 21:38 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 29/08/2025 • 21:38 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Promotores durante coletiva sobre a operação Icaro, que culminou na prisão de Sidney Oliveira e de diretor da FastShop
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou nesta sexta-feira (29) sete pessoas acusadas de envolvimento em um esquema de corrupção na liberação de créditos de ICMS-ST na Secretaria da Fazenda do Estado, que teria movimentado mais de R$ 1 bilhão.
Foram denunciados:
A advogada Suzana Camargo, que defende Celso e Tatiane, disse que ambos ainda não foram ouvidos pelo Ministério Público e negam participação. A reportagem também solicitou manifestação da defesa de Artur e busca contato com os demais citados.
A denúncia é um desdobramento da Operação Ícaro, que levou à prisão do empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, e do diretor estatutário da Fast Shop, Mário Otávio Gomes. Ambos cumprem prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, mas não foram denunciados nesta etapa.
O Ministério Público atribui ao grupo os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, os auditores ofereciam uma espécie de “assessoria clandestina” em troca de propina para liberar créditos tributários de forma irregular.ina a empresas que buscavam a restituição do ICMS.
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As empresas beneficiadas pelo esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda de São Paulo tinham tratamento privilegiado do início ao fim do processo, segundo o inquérito do Ministério Público (MP-SP). Recebiam orientações detalhadas sobre documentação, apoio para protocolar pedidos e, em seguida, tinham seus requerimentos acelerados na fila e liberados com prioridade.
O auditor Artur Gomes da Silva Neto, apontado como “cérebro” do esquema, está preso e foi exonerado do cargo, a pedido, na semana passada. O desligamento, no entanto, não suspende o processo administrativo disciplinar que ele responde na Corregedoria da Fazenda.
Os procedimentos de restituição de ICMS envolvem cálculos complexos e burocráticos, o que teria facilitado a ação do grupo. O processo tramita na 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro de São Paulo.
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