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Premiê canadense vai a Pequim e sinaliza diversificação além dos EUA

Publicado 16/01/2026 • 07:50 | Atualizado há 1 hora

Mark Carney e Xi Jinping em encontro no Canadá

Sean Kilpatrick/Reuters

O Canadá e a China fecharam um acordo comercial preliminar que reduz de forma significativa tarifas sobre veículos elétricos (EVs) e canola, marcando um ponto de inflexão na relação bilateral após anos de tensões. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (15) pelo primeiro-ministro Mark Carney, durante visita oficial a Pequim.

Pelos termos iniciais do acordo, o Canadá permitirá a entrada de até 49 mil veículos elétricos chineses com tarifa de 6,1%, sob cláusula de nação mais favorecida, um recuo expressivo frente à tarifa de 100% imposta em 2024 pelo governo de Justin Trudeau, em alinhamento com medidas adotadas pelos Estados Unidos.

“É um retorno a níveis anteriores às fricções comerciais recentes, mas dentro de um acordo que promete muito mais para os canadenses”, afirmou Carney após reunião com o presidente Xi Jinping.

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EVs, investimento e cadeias globais

Carney destacou que o novo entendimento pode estimular investimentos chineses no setor automotivo canadense, acelerar a construção de uma cadeia doméstica de veículos elétricos e ampliar parcerias em armazenamento de energia limpa e baterias.

Segundo o premiê, para que o Canadá desenvolva um setor de EVs competitivo, será necessário acesso a cadeias globais de suprimentos e parceiros inovadores, além de expansão da demanda local.

Em 2023, a China exportou 41.678 veículos elétricos para o Canadá, número próximo ao teto agora estabelecido pelo acordo.

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Alívio para o agronegócio canadense

No front agrícola, o acordo representa um alívio relevante para produtores canadenses, após a retaliação chinesa às tarifas impostas por Ottawa. Em 2025, as importações chinesas de produtos canadenses caíram 10,4%, pressionadas sobretudo pelas tarifas sobre canola.

Segundo Carney, a China deve reduzir as tarifas sobre sementes de canola para cerca de 15% até 1º de março, ante níveis atuais que chegam a 84%. Também está prevista a remoção de tarifas discriminatórias sobre farelo de canola, lagostas, caranguejos e ervilhas ao menos até o fim do ano.

O governo canadense estima que o pacote pode destravar cerca de US$ 3 bilhões em novos pedidos de exportação, beneficiando agricultores, pescadores e processadores de alimentos.

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Geopolítica e diversificação comercial

O acordo ocorre em um momento de reorganização do comércio global, com o Canadá buscando reduzir sua dependência dos Estados Unidos, em meio a tarifas impostas pelo presidente Donald Trump e declarações que aumentaram a incerteza bilateral.

“Dadas as complexidades atuais da relação comercial Canadá-EUA, não é surpresa que o governo Carney busque melhorar os laços com Pequim”, afirmou Even Rogers Pay, analista da Trivium China.

Carney chegou a dizer que, no momento, a relação com a China tem se mostrado “mais previsível”, embora tenha reforçado que o Canadá não pretende se afastar estrategicamente de Washington.

Energia, LNG e cooperação estratégica

Em declaração conjunta divulgada pela agência estatal chinesa Xinhua, os dois países prometeram retomar diálogos econômicos de alto nível, ampliar investimentos bilaterais e cooperar em agricultura, petróleo, gás, energia verde e finanças.

Carney afirmou que o Canadá pretende dobrar sua capacidade de rede elétrica em 15 anos, abrindo espaço para parcerias chinesas, inclusive em energia eólica offshore. Também reiterou o plano de o país produzir 50 milhões de toneladas de LNG por ano até 2030, com foco total no mercado asiático.

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Antes de embarcar para Pequim, Carney disse que busca construir uma economia menos dependente dos Estados Unidos em um momento de “disrupção do comércio global”.

Os dois líderes se comprometeram em cooperar em áreas como agricultura, energia e finanças, mas não houve qualquer avanço sobre tarifas, que são um ponto de discórdia entre a China e o Canadá.

O governo canadense impôs taxação de 100% sobre carros elétricos chineses e de 25% sobre aço e alumínio, assim como fizeram os Estados Unidos. Em resposta, a China tarifou em 100% o óleo e o farelo de canola e em 25% a carne suína e os frutos do mar canadenses. 

(*com informações da AFP e Estadão Conteúdo)

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