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Presidente da CPMI critica decisões do STF sobre quebra de sigilos de Lulinha e convocação de Vorcaro

Publicado 09/03/2026 • 17:28 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Presidente da CPMI do INSS diz que decisão do STF suspendeu apenas quebras de sigilo e não convocações aprovadas pela comissão.
  • Senador afirma que investigação entra em fase mais sensível ao tentar identificar “entes políticos” ligados ao esquema.
  • Carlos Viana diz que ouvir Daniel Vorcaro virou “questão de honra” para a presidência da CPMI.

Reprodução/TV Senado

Senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), falou sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu as quebras de sigilo aprovadas em bloco pela comissão, incluindo a de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo o senador, a medida criou um cenário de “insegurança jurídica” e atinge a comissão justamente no momento em que ela tenta avançar sobre possíveis favorecimentos políticos no esquema investigado.

Na avaliação de Viana, a decisão do Supremo atingiu apenas os requerimentos de quebra de sigilo, e não as convocações já aprovadas pela CPMI. “A nosso ver, a decisão vale apenas para as quebras de sigilo”, afirmou em entrevista coletiva nesta segunda-feira (9).

Leia também: Senador vai acionar STF para rever decisão que tornou facultativa ida de Vorcaro à CPMI

O senador contestou o entendimento apresentado por advogados de investigados de que a decisão teria anulado toda a votação realizada pela comissão.

Segundo ele, a investigação entrou agora em uma fase mais sensível. Após mapear operadores do esquema, identificar o fluxo de recursos e a forma como os desvios teriam ocorrido, a CPMI tenta avançar sobre possíveis conexões políticas do caso.

“Nós identificamos os operadores, identificamos o caminho do dinheiro, identificamos quando foi roubado e de que maneira foi roubado. Agora nós temos que descobrir quem são os entes políticos que favoreceram esse esquema”, disse.

De acordo com Viana, a reação contra os trabalhos da comissão aumentou à medida que as investigações passaram a se aproximar de figuras com maior influência política.

“A CPMI do INSS está se aproximando de pessoas importantes, gente que tem parentes importantes”, afirmou.

Dentro desse contexto, o senador disse que ouvir o empresário Daniel Vorcaro se tornou uma prioridade para a presidência da comissão.

“O Vorcaro é uma questão de honra para a presidência”, declarou.

Segundo ele, a intenção é que o empresário seja ouvido publicamente pela comissão, sem qualquer tipo de privilégio. “Ele não vai ser ouvido em sessão secreta. Virá como uma pessoa comum”, disse.

Viana afirmou ainda que pretende buscar autorização junto ao ministro do STF André Mendonça para viabilizar o depoimento.

Leia também: CPMI do INSS rebate STF e diz que não divulgou mensagens atribuídas a Moraes

O presidente da CPMI também contestou acusações de vazamento de informações sigilosas da investigação. Segundo ele, os dados tiveram acesso compartilhado entre diferentes instituições.

“Não há a menor condição de se dizer que os vazamentos aconteceram pela CPI”, afirmou.

Apesar do impasse jurídico, o senador disse que a comissão continuará avançando na coleta de depoimentos e na análise de informações já reunidas durante a investigação.

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