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Primeiro turno termina com registro de 907 crimes eleitorais e 130 ações do MPF, informa PGR

Publicado 04/10/2026 • 23:13 | Atualizado há 48 minutos

KEY POINTS

  • Ministério Público Federal apresentou cerca de 130 novas ações e 29 recursos entre sábado (3) e domingo (4),
  • Justiça Eleitoral registrou 907 crimes eleitorais no dia da votação, principalmente boca de urna e propaganda irregular.
  • Ao longo de 2026, MPF atuou em mais de 37,8 mil processos judiciais relacionados às eleições gerais.
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Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou cerca de 130 novas ações e 29 recursos à Justiça Eleitoral entre sábado (3) e domingo (4), durante o primeiro turno das eleições de 2026. O órgão também enviou mais de 500 manifestações em processos que já estavam em andamento.

Os números fazem parte de um balanço divulgado neste domingo pela Procuradoria-Geral da República (PGR) após o encerramento da apuração em mais de 99% das urnas do país.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram registrados 907 crimes eleitorais ao longo do dia, principalmente casos de boca de urna e propaganda irregular.

Mais de 125 milhões de brasileiros foram às urnas para escolher presidente, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.

Propaganda irregular e desinformação concentraram ações

Segundo a PGR, as ações apresentadas no fim de semana envolveram principalmente irregularidades em propaganda eleitoral na internet e nas ruas, incluindo banners, faixas, cartazes e outdoors.

Também foram registrados casos relacionados a notícias falsas, uso irregular de inteligência artificial e deepfakes, abuso de poder, fraude, corrupção eleitoral e condutas proibidas a agentes públicos.

Ao longo de 2026, o MPF apresentou cerca de 2.800 ações à Justiça ligadas às eleições.

O órgão também informou ter atuado em aproximadamente 2,6 mil processos relacionados à divulgação de informações falsas durante o ano.

Na noite de sábado, a Procuradoria-Geral Eleitoral apresentou ao TSE duas ações para tentar conter a circulação de conteúdos considerados falsos ou descontextualizados sobre o processo eleitoral.

MPF atuou em 37,8 mil processos no ano

Durante todo o ano eleitoral, o MPF atuou em mais de 37,8 mil processos judiciais relacionados às eleições gerais em todo o país, seja propondo ações ou apresentando pareceres.

O órgão também recebeu cerca de 8,6 mil denúncias de cidadãos, entidades da sociedade civil e órgãos públicos ao longo de 2026.

As denúncias foram encaminhadas a procuradores e promotores responsáveis pelas apurações e, nos casos em que foram identificados indícios de irregularidade, puderam resultar em ações na Justiça Eleitoral.

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Mais de 2,7 mil promotores e 200 procuradores regionais eleitorais participaram da fiscalização do primeiro turno.

Assédio eleitoral teve 884 denúncias ao MPT

Segundo os dados divulgados pela PGR, o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 884 denúncias relacionadas a pressões eleitorais no trabalho ao longo deste ano. Outras 237 denúncias chegaram por meio do MPF.

O assédio eleitoral pode gerar consequências nas esferas trabalhista, eleitoral e criminal.

Violência política contra mulheres também foi monitorada

Outro foco da atuação do Ministério Público Eleitoral foi a violência política contra mulheres.

Um grupo criado para acompanhar esse tipo de ocorrência monitora, desde 2021, 436 casos em 219 municípios, a maioria envolvendo candidatas e parlamentares.

Mais de 90 denúncias criminais já foram apresentadas à Justiça. Somente em 2026, o MP Eleitoral recebeu 99 denúncias de cidadãos sobre possíveis casos de violência política de gênero.

Segundo o TSE, 17 ações penais criminais relacionadas ao tema foram apresentadas à Justiça neste ano.

Gonet destaca fiscalização do processo eleitoral

Após o encerramento da votação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o Ministério Público atuou ao longo do processo eleitoral para fiscalizar o cumprimento das regras e prevenir ilícitos.

“A participação dos eleitores e o exercício livre do direito de voto são fundamentais para o fortalecimento da democracia brasileira”, afirmou.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, também disse que Justiça Eleitoral, forças de segurança, Ministério Público e outras instituições permaneceram mobilizadas durante o domingo.

Segundo ele, os eleitores exerceram o direito de voto “com segurança, tranquilidade e liberdade”.

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