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Problemas logísticos nos portos custam R$ 66,1 milhões aos exportadores de café

Publicado 27/01/2026 • 12:56 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Exportadores de café encerram 2025 com prejuízo de R$ 66,1 milhões devido a atrasos em 55% dos navios e problemas de infraestrutura nos portos brasileiros.
  • Brasil deixa de arrecadar US$ 2,64 bilhões em receita cambial no ano após o não embarque de 602 mil sacas mensais por falta de contêineres e pátios lotados.
  • Porto de Santos concentra o maior impacto, com 65% das escalas alteradas em dezembro e períodos de espera que chegaram a 82 dias para embarque da carga.

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Café é um dos principais produtos exportados pelo Brasil

Os exportadores brasileiros de café encerraram 2025 com prejuízo logístico acumulado de R$ 66,1 milhões, provocado por atrasos e alterações de escala de navios nos principais portos do país. O levantamento é do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, com base em dados do Boletim Detention Zero (DTZ), elaborado em parceria com a ElloX Digital.

Na média do ano, 55% dos navios destinados às exportações de café sofreram atrasos. O impacto operacional resultou no não embarque de 1.824 contêineres por mês, equivalentes a cerca de 602 mil sacas, o que fez o Brasil deixar de receber US$ 2,64 bilhões (R$ 14,67 bilhões) em receita cambial ao longo de 2025.

Em dezembro de 2025, as empresas registraram R$ 4,631 milhões em custos adicionais pelo não embarque de 1.475 contêineres (486.303 sacas). Filas de caminhões, pátios lotados, falta de berços, janelas curtas de gate aberto, rolagens e mudanças de escala explicam o aumento de despesas com armazenagem, pré-stacking e detentions.

No último mês do ano, 52% dos navios (187 de 361) apresentaram atrasos ou alterações de escala nos principais portos. O cenário reforça o diagnóstico de infraestrutura defasada para cargas conteinerizadas, apesar de recordes gerais de movimentação anunciados pelas autoridades.

Porto de Santos lidera atrasos e concentra impacto econômico

Fonte: Cecafé

Responsável por 78,7% dos embarques de café entre janeiro e dezembro, o Porto de Santos registrou 65% de atrasos ou alterações de escala em dezembro (105 de 162 porta-contêineres). O maior intervalo de espera no mês chegou a 82 dias. Mesmo com queda de 20% nas exportações de café – o que aliviou parcialmente a pressão — persistiram filas e contêineres parados.

Leia mais: Exportação de café do Brasil cai em 2025, mas bate recorde em receita

Em Santos, apenas 4% dos procedimentos tiveram gate aberto acima de quatro dias; 58% ficaram entre três e quatro dias; e 38% tiveram menos de dois dias, reduzindo a previsibilidade logística e elevando custos. Em geral:

  • Prejuízo logístico em 2025: R$ 66,1 mi
  • Receita cambial não recebida: US$ 2,64 bi (R$ 14,67 bi)
  • Atrasos médios: 55% dos navios
  • Santos (dez/25): 65% de atrasos; espera máxima 82 dias
  • Rio (dez/25): 41% de atrasos; espera máxima 13 dias

Rio de Janeiro mantém atrasos relevantes

Fonte: Cecafé

O complexo portuário do Rio de Janeiro, segundo maior exportador (17,7% de participação em 2025), apresentou 41% de atrasos em dezembro, com 52 de 127 navios afetados e intervalo máximo de 13 dias entre o primeiro e o último deadline. No mês, 38% dos procedimentos tiveram gate aberto superior a quatro dias; 37% entre três e quatro dias; e 26% abaixo de dois dias.

Segundo o Cecafé, os resultados recordes do comércio exterior “mascaram” os gargalos enfrentados por cargas conteinerizadas — problema que também atinge açúcar, algodão e outros segmentos. No café, o impacto vai além dos exportadores: o Brasil repassa, em média, mais de 90% do valor FOB aos produtores. Assim, atrasos significam menos renda aos cafeicultores, além de menor ingresso de divisas.

Entre as medidas defendidas estão ampliação de pátios e berços, aprofundamento de calados e diversificação de modais. O setor alerta para o risco de novos atrasos com a judicialização do leilão do Tecon Santos 10, o que pode postergar a expansão de capacidade no principal porto do país.

Há expectativa de que parcerias privadas em outros estados ajudem a desafogar Santos e mitigar perdas.

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