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Quem levou as áreas de petróleo? Veja as empresas vencedoras do leilão da ANP

Publicado 10/10/2026 • 08:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A Petrobras liderou os leilões da ANP, com participação em 21 blocos de exploração de petróleo e gás, incluindo áreas na Bacia de Campos, no Ceará e no pré-sal.
  • Entre as vencedoras estão Aguila Energia, Eneva, PRIO, Equinor, QatarEnergy e grupos chineses, que conquistaram áreas em diferentes bacias brasileiras.
  • Os leilões preveem R$ 2,37 bilhões em investimentos mínimos para as atividades exploratórias. A geração de empregos, porém, dependerá do avanço dos projetos e das futuras contratações das empresas.
Quem levou as áreas de petróleo? Veja as empresas vencedoras do leilão da ANP

Foto: unsplash

Quem levou as áreas de petróleo? Veja as empresas vencedoras do leilão da ANP

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou, em 7 de outubro de 2026, os resultados de dois leilões de petróleo e gás realizados no Rio de Janeiro. As disputas terminaram com 56 blocos exploratórios e três áreas com acumulações marginais arrematados por empresas brasileiras e estrangeiras.

A Petrobras foi a principal vencedora em número de blocos, com participação em 21 áreas. Entretanto, outras companhias também conquistaram espaço, incluindo empresas independentes que atuam em bacias terrestres e grupos internacionais interessados no pré-sal.

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Os leilões preveem R$ 2,37 bilhões em investimentos mínimos nas atividades iniciais dos projetos. Além disso, as empresas vencedoras pagaram bônus de assinatura para obter os direitos previstos nos contratos.

Petrobras lidera a lista de empresas vencedoras da ANP

A Petrobras conquistou 12 blocos na Bacia de Campos, onde ficará com 100% de participação nos contratos. No Ceará, a estatal arrematou outros sete blocos em parceria com a QatarEnergy. Nesse caso, a brasileira será a operadora, com 70% de participação, enquanto a companhia catariana terá os 30% restantes.

A estatal também venceu nos blocos Azurita e Cruzeiro do Sul, no pré-sal. A QatarEnergy, por sua vez, participa dos sete blocos cearenses em parceria com a Petrobras. A presença da empresa amplia a participação internacional na exploração de novas áreas brasileiras.

ANP: Aguila Energia, Eneva e outras independentes conquistam áreas

Entre as empresas independentes, a Aguila Energia se destacou ao arrematar 12 blocos nas bacias Potiguar, Recôncavo e Tacutu. A companhia também conquistou duas áreas marginais, ampliando seu resultado para 14 ativos.

A Eneva venceu em seis blocos na Bacia do Parnaíba, enquanto a Petrom conquistou dois na mesma região. Já a PetroReconcavo arrematou uma área na Bacia Potiguar e outra na Bacia do Recôncavo.

Na Bacia de Tucano Sul, a Origem Energia levou quatro blocos, seguida pela Alvopetro, com três, e pela Tucano Serviços, com um. A Alvopetro também conquistou a acumulação marginal de Subaúma Mirim.

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Esses resultados mostram que o leilão distribuiu oportunidades entre empresas de diferentes portes e regiões de atuação, incluindo companhias voltadas à exploração terrestre.

PRIO, Equinor, Galp e grupos chineses vencem no pré-sal

No 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha, a PRIO conquistou os blocos Magnetita e Hematita, ambos na Bacia de Campos. A Equinor venceu sozinha no bloco Rubi e arrematou Rodocrosita em parceria com a Galp. Nesse contrato, a empresa norueguesa terá 70% de participação, enquanto a companhia portuguesa ficará com 30%.

Já o bloco Jade ficou com as chinesas CNOOC e Sinopec, que terão, respectivamente, 70% e 30% de participação. Nesse regime, a participação contratual não significa que as empresas ficarão com todo o petróleo produzido. A União tem direito a uma parcela do excedente em óleo, conforme as regras de cada contrato.

O que acontece depois dos leilões?

As empresas vencedoras precisam avançar nas etapas previstas nos contratos, incluindo os trabalhos exploratórios e a avaliação do potencial econômico das áreas. Portanto, o arremate não garante a descoberta de reservas comercialmente viáveis nem o início imediato da produção.

Os investimentos mínimos podem movimentar serviços de engenharia, perfuração, manutenção e logística. Entretanto, a quantidade de empregos dependerá do desenvolvimento de cada projeto, e os leilões não estabeleceram um número de contratações.

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A assinatura dos contratos está prevista para ocorrer até 26 de fevereiro de 2027, conforme as informações divulgadas sobre o resultado. Até lá, as companhias deverão cumprir as exigências aplicáveis à formalização dos negócios.

Assim, o resultado dos leilões da ANP reúnem 14 empresas com participação nas áreas arrematadas: Petrobras, Aguila Energia, QatarEnergy, Eneva, Origem Energia, Alvopetro, PetroReconcavo, Petrom, PRIO, Equinor, Tucano Serviços, Galp, CNOOC e Sinopec. A contagem considera separadamente as companhias que dividiram contratos.

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