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Renan: “Houve chantagem contra o BC em negociação do Banco Master com o BRB”

Publicado 04/02/2026 • 18:46 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Renan Calheiros afirmou que houve um “instrumento de chantagem” para pressionar o Banco Central do Brasil a autorizar a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
  • Senador citou pressões políticas, como tentativa de elevar o limite do Fundo Garantidor de Crédito para R$ 1 milhão e mudanças na lei do BC Independente.
  • Comissão pretende requisitar documentos, inclusive sigilosos, e montar uma “linha do tempo” do caso, além de buscar apoio técnico do BC e de outros órgãos.

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que houve um “instrumento de chantagem” para pressionar o Banco Central a autorizar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). As declarações foram dadas em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira (4) após uma reunião com o presidente do BC, Gabriel Galípolo. 

O senador citou exemplos do que descreveu como “pressões políticas durante o processo”, incluindo tentativa de elevar o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, além de movimentações relacionadas ao Tribunal de Contas da União.

Também afirmou que, durante a negociação envolvendo o Master e o BRB, dirigentes da Câmara dos Deputados teriam tentado alterar a lei do Banco Central Independente para permitir a exoneração do presidente e diretores do BC pelo Congresso. 

“Isso era um instrumento de chantagem para o Banco Central autorizar a compra do Master pelo BRB”, afirmou.

Leia também: Banco Master: BRB encontra “achados relevantes” e encaminha informações a PF e Banco Central

Segundo o senador, a comissão pretende requisitar documentos e dados das apurações em andamento. “Nós vamos, com base na lei complementar 105 de 2001, requisitar todas as informações das investigações que estão sendo feitas sobre o Master, inclusive as informações sigilosas.”

Ele afirmou ainda que, se houver necessidade, pretende pedir autorização ao plenário do Senado para quebra de sigilo, embora diga esperar que isso não seja necessário.

Calheiros disse que o objetivo é aprofundar a apuração e evitar novas fraudes. “O nosso propósito é lancetear o tumor. Esse tumor não pode continuar intacto. Se ele continuar intacto, ele vai criar metástase”. O senador também afirmou que pediu acesso às informações e assessoramento técnico do BC. 

Questionado sobre a conversa com Gabriel Galípolo, Calheiros disse que o presidente do BC foi “muito solícito” e que teria entendido que o papel da comissão é “fortalecer o Banco Central” e “apoiar a liquidação do Master”.

Leia também: Senado instala subcomissão da CAE para investigar Banco Master e pressiona reguladores

Na avaliação do senador, uma das entregas centrais da apuração será reconstruir os passos do caso. “A única coisa que nos ajudará a responder o que a sociedade está cobrando é uma linha do tempo.”

Calheiros disse ainda que a comissão pretende procurar outros órgãos nas próximas etapas. “Na próxima semana nós vamos visitar o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, e também o diretor da Polícia Federal.”

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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