CNBC
Macron

CNBCMacron, da França, promete responsabilizar aqueles que “tentaram derrubar a República”

Notícias do Brasil

Roberta Luchsinger recebeu R$ 4,1 milhões de negócios ligados a empresário alvo da PF

Publicado 18/10/2026 • 22:00 | Atualizado há 47 minutos

KEY POINTS

  • EDP Infraestrutura e Pavimentação transferiu R$ 2,2 milhões à empresa de Roberta Luchsinger entre setembro de 2024 e março de 2025.
  • Outra companhia apontada pela PF como controlada por Eduardo DP, a Pentágono Comércio e Engenharia, repassou mais R$ 1,9 milhão à lobista no mesmo período.
  • Amauri Pinha, citado por Luchsinger como amigo e parceiro de negócios de Lulinha, participou de reunião no Dnit representando a EDP; a defesa do filho de Lula nega qualquer sociedade ou negócio entre os dois.

Foto: CNN

A empresária e lobista Roberta Luchsinger recebeu R$ 4,1 milhões de duas empresas associadas ao empresário Eduardo José Barros Costa, conhecido como Eduardo DP, alvo de investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de desvios de recursos provenientes de emendas parlamentares.

Uma dessas companhias, a EDP Infraestrutura e Pavimentação, foi representada em reunião no governo federal por Amauri Rodrigues Pinha, empresário citado por Luchsinger como amigo e parceiro de negócios de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A defesa do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nega que os dois tenham feito negócios juntos e afirma que a relação entre eles é apenas de amizade. As informações foram reveladas pelo Estadão.

EDP repassou R$ 2,2 milhões à empresa de Luchsinger

De acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a EDP Infraestrutura e Pavimentação transferiu R$ 2,2 milhões para a RL Consultoria e Intermediações, empresa de Luchsinger, entre setembro de 2024 e março de 2025.

No mesmo período, a Pentágono Comércio e Engenharia, apontada em relatórios da PF como outra empresa controlada por Eduardo DP, repassou R$ 1,9 milhão à lobista.

Somados, os pagamentos chegam a R$ 4,1 milhões.

Eduardo DP é investigado em um inquérito que apura suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares destinadas à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, a Codevasf.

A investigação envolve verbas destinadas à pavimentação de rodovias. O ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho também foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República no âmbito dessas apurações.

A defesa de Eduardo DP afirmou que a EDP cumpre a legislação e colabora com as autoridades sempre que é chamada a fornecer informações ou esclarecimentos.

Amigo de Lulinha representou empresa em reunião no Dnit

Em 10 de setembro de 2024, Amauri Pinha participou de uma reunião com o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Fabrício de Oliveira Galvão.

Pinha aparece na agenda pública como um dos representantes da EDP no encontro, cujo tema envolvia obras públicas. Eduardo DP também constava entre os participantes.

A reunião ocorreu justamente no período em que a EDP fazia pagamentos à empresa de Luchsinger.

Pinha é presidente do conselho de administração da Empresa Construtora Brasil, a ECB, braço da portuguesa Mota-Engil. O grupo participa de grandes projetos de infraestrutura no país, incluindo obras na Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e o projeto do Túnel Santos-Guarujá.

Em entrevista à CNN neste sábado (17), Luchsinger afirmou que Pinha mantém amizade e negócios com Lulinha. Ela, porém, disse não ter participado diretamente dessa relação.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

“Não estou dentro dessa história, mas conheço essa história”, afirmou.

O advogado Marco Aurélio Carvalho, que representa Lulinha, negou que o filho do presidente tenha feito negócios com Pinha. Segundo ele, os dois são apenas amigos e Fábio Luís está disponível para prestar esclarecimentos aos investigadores.

A EDP aparece no Portal da Transparência como impedida de contratar com o poder público.

A restrição decorre de uma decisão do Supremo Tribunal Federal, adotada em junho de 2026, em processo sob sigilo e relatado pelo ministro Flávio Dino.

PF apura pagamentos e atuação de Luchsinger

As investigações sobre Roberta Luchsinger começaram depois que a Polícia Federal identificou pagamentos feitos pelo empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, a empresas ligadas à lobista.

Antunes é investigado na Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos sobre benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

Com o avanço das apurações, investigadores encontraram mensagens trocadas entre Luchsinger e Lulinha. Três inquéritos foram abertos no Supremo para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo os dois.

Mensagens também indicam negociações de Luchsinger com empresas interessadas em decisões ou contratos do governo federal.

Em outro episódio, a empresária afirmou em conversas que Lulinha teria ajudado a marcar uma reunião no Palácio do Planalto para o governador do Maranhão com o objetivo de discutir a liberação de obras.

Luchsinger mudou o tom após críticas de Lula

No sábado, Luchsinger afirmou em entrevista à CNN que deseja fazer uma delação premiada e que não pretende poupar Lula nem Lulinha caso venha a colaborar formalmente com as autoridades.

“[A Polícia Federal] vai poder fazer o trabalho dela investigativo e contar com minha absoluta colaboração. Eu não vou poupar ninguém. Pode ser o presidente da República, que a meu ver é um grande mau-caráter, é um grande mentiroso, e eu repito, um grande covarde. Não vou poupar filho de presidente, ninguém, porque o que está em questão é a verdade”, afirmou.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência declarou que Lula “desconhece inteiramente os fatos relatados” por Luchsinger, que nunca manteve interlocução com ela e que não tem conhecimento das tratativas mencionadas pela empresária.

O Planalto também afirmou que não existe contrato do governo federal com Luchsinger e classificou as declarações, feitas às vésperas do segundo turno, como tentativa de interferir no processo eleitoral.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Notícias do Brasil