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Senado terá 54 vagas em disputa neste domingo; corrida segue aberta na maior parte do país

Publicado 03/10/2026 • 10:38 | Atualizado há 33 minutos

KEY POINTS

  • Eleição deste domingo vai renovar 54 das 81 cadeiras do Senado, o equivalente a dois terços da Casa.
  • Pesquisas na reta final mostram disputas ainda abertas em 24 Estados e no Distrito Federal.
  • Cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado; os dois mais votados em cada unidade da Federação serão eleitos.
Fachada do Congresso Nacional, em Brasília, com a cúpula do Senado em primeiro plano.

Saulo Cruz/Agência Senado

Congresso Nacional, em Brasília; eleitores vão escolher neste domingo (4) os ocupantes de 54 das 81 cadeiras do Senado.

A eleição deste domingo (4) vai renovar 54 das 81 cadeiras do Senado. Na reta final da campanha, pesquisas mostram disputas ainda indefinidas em 24 Estados e no Distrito Federal.

A corrida reúne candidatos alinhados aos dois principais polos da eleição presidencial. Em parte dos Estados, nomes ligados ao senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem entre os primeiros colocados. Em outros, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lideram ou disputam uma das duas vagas.

A indefinição também reflete o momento em que o eleitor costuma escolher seus candidatos ao Legislativo. Pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostrou que 59% dos brasileiros ainda não haviam definido os votos para o Senado, enquanto 27% afirmavam já ter escolhido os dois candidatos.

Cada eleitor poderá votar em dois nomes neste domingo. Os dois candidatos mais votados em cada Estado e no Distrito Federal serão eleitos para mandatos de oito anos.

Leia também: Datafolha: maioria dos eleitores ainda não definiu voto para senador e deputado

Aliados de Flávio aparecem à frente em alguns Estados

Em Mato Grosso, Mauro Mendes (União) e Janaína Riva (MDB) chegam à reta final numericamente à frente dos demais candidatos, com vantagem superior à margem de erro das pesquisas consideradas. Ambos declararam apoio a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

Em Mato Grosso do Sul, Capitão Contar (PL) e Reinaldo Azambuja (PL) também aparecem nas primeiras posições.

Já em Santa Catarina, Carol de Toni (PL), Carlos Bolsonaro (PL) e Esperidião Amin (PP) estão tecnicamente empatados. Candidatos que apoiam Flávio também aparecem entre os primeiros colocados em Rondônia, Roraima, Tocantins e Acre.

No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) lidera isoladamente. Leila do Vôlei (PDT) aparece com 20%, em empate técnico com Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT).

São Paulo, Rio e Minas têm disputa apertada

Nos três maiores colégios eleitorais do país, as pesquisas não apontam uma definição clara das duas vagas.

Em São Paulo, Guilherme Derrite (PP) aparece com 18%, enquanto Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) têm 15% cada.

No Rio de Janeiro, Carlos Portinho (PL), Carlos Jordy (PL) e Benedita da Silva (PT) registram 15%.

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Em Minas Gerais, Domingos Sávio (PL) marca 14%, seguido por Marília Campos (PT), com 13%. Carlos Viana (PSD) e Aécio Neves (PSDB) aparecem com 12%.

Aliados de Lula lideram em parte do Nordeste

O cenário é mais favorável a candidatos próximos ao presidente em alguns Estados nordestinos.

Na Bahia, Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) aparecem numericamente à frente dos adversários. Na Paraíba, João Azevedo (PSB), Veneziano (MDB) e Nabor Wanderley (Republicanos) estão entre os nomes mais competitivos.

Em Pernambuco, Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) aparecem à frente. No Maranhão, Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP) ocupam as primeiras posições.

Candidatos que apoiam Lula também aparecem competitivos no Amazonas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe.

Composição do Senado está no centro da disputa

A eleição para o Senado ganhou peso adicional nesta campanha por causa das atribuições da Casa sobre indicações ao Supremo Tribunal Federal e pedidos de impeachment de ministros da Corte.

O Senado é responsável por analisar nomes indicados à Corte e por processar e julgar ministros em casos de crime de responsabilidade. Para aprovar um impeachment, são necessários 54 votos, equivalentes a dois terços da Casa.

O tema entrou com força na campanha de candidatos ligados à direita. Levantamento publicado pelo Times Brasil mostrou que, entre 48 candidatos ao Senado apoiados por Flávio Bolsonaro, 24 apareciam entre os dois primeiros colocados ou empatados nessas posições nas pesquisas analisadas.

Em 2025, Jair Bolsonaro chegou a afirmar que conquistar ao menos metade das cadeiras ampliaria o poder do grupo sobre decisões como a aprovação de indicados ao Supremo.

PL pode ter maior crescimento

As projeções baseadas nas pesquisas mais recentes indicam que o PL pode ser o partido com maior avanço no Senado a partir de 2027. A legenda pode chegar a 25 integrantes, ante 15 atualmente. Ainda assim, precisaria de aliados para alcançar os 41 votos necessários para formar maioria absoluta.

O PT permaneceria com 9 senadores. O PP poderia passar de sete para nove cadeiras, enquanto o MDB cairia de nove para oito. A maior redução projetada é a do PSD, que poderia passar de 14 para 5 representantes. O União Brasil subiria para oito senadores.

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