Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Setor produtivo alerta para alta de custos e preços com fim da escala 6×1
Publicado 07/10/2026 • 16:23 | Atualizado há 1 hora
Jaguar lança carro elétrico de US$ 130 mil dois anos após rebranding polêmico
CEO da Chevron alerta contra proibição “imprudente” de exportações de diesel nos EUA
Google suspende obras de data centers na Finlândia em meio a plano de US$ 15 bilhões
Rubio diz que Teerã perdeu “múltiplas” oportunidades de acordo nuclear em meio a impasse com Irã
Taxas de hipotecas atingem maior nível em quase 3 anos e demanda continua a cair
Publicado 07/10/2026 • 16:23 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Arquivo Nacional
Seis das principais entidades do setor produtivo brasileiro divulgaram um manifesto contra a votação, neste momento, da proposta que reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal e estabelece dois dias de descanso remunerado, encerrando a escala 6×1.
O documento é assinado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Confederação Nacional do Transporte (CNT), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
As entidades afirmam considerar legítima a discussão sobre a jornada de trabalho, mas dizem que uma mudança dessa dimensão precisa avaliar efeitos distintos sobre indústria, comércio, transportes, agricultura, saúde, serviços e outras atividades.
Leia também: DECISÃO 2026: Lula diz que fim da escala 6×1 será “primeiro teste” para Flávio no 2º turno
O grupo também critica o calendário escolhido para a discussão da PEC no Senado. Na avaliação das confederações, a votação durante o período entre os dois turnos da eleição presidencial reduz o espaço para um debate mais amplo sobre os impactos econômicos da proposta.
A CNI calcula que a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, mantidos os salários, pode elevar os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões.
Segundo a confederação, esse aumento poderia provocar redução de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a cerca de R$ 76,9 bilhões.
A entidade também estima aumento médio de 6,2% nos preços ao consumidor. Dentro dessa projeção, produtos de supermercado poderiam subir 5,7%, enquanto bens industrializados teriam alta média de 6%. Para roupas e calçados, a estimativa chega a 6,6%.
A CNC apresenta uma projeção ainda mais elevada para o efeito sobre os preços e estima que a mudança possa acrescentar pelo menos 13% à inflação.
Já a CNT calcula um aumento inicial de R$ 11,9 bilhões nos custos com mão de obra apenas no setor de transportes.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCAs confederações argumentam que empresas que precisam manter operações durante seis ou sete dias por semana poderiam ter de ampliar equipes, aumentar o pagamento de horas extras ou reorganizar turnos para compensar a redução da jornada individual.
O manifesto também afirma que a criação de um segundo dia obrigatório de descanso semanal remunerado pode elevar em 9,1% os custos ligados ao emprego formal, inclusive em empresas e órgãos públicos que já operam com jornadas de 40 horas distribuídas em cinco dias.
No setor agropecuário, as entidades destacam a dificuldade já existente para contratar trabalhadores. Pesquisa do Cepea/Esalq/USP em parceria com a CNA, citada no manifesto, aponta que 94,8% dos produtores consultados relatam dificuldade para contratar mão de obra, enquanto 88,3% dizem perceber efeitos dessa escassez sobre a produção.
A avaliação apresentada pelas entidades é que uma redução da jornada pode aumentar esse problema e levar produtores a priorizar atividades menos dependentes de mão de obra.
Leia também: Davi Alcolumbre prevê votar fim da escala 6×1 em primeiro turno na próxima semana
As confederações afirmam que isso poderia ter reflexos também nos preços dos alimentos.
As entidades afirmam que a discussão sobre a jornada de trabalho é legítima, mas defendem que eventuais mudanças considerem as diferenças entre setores e atividades, além de preservar espaço para negociação coletiva e regras de transição.
Segundo o manifesto, uma mesma regra pode produzir efeitos distintos em áreas como indústria, comércio, agricultura, transportes, saúde e serviços. Por isso, as confederações pedem mais tempo para a análise da PEC e dizem que o debate deve levar em conta produtividade, competitividade, custos e emprego formal.
O grupo também considera inoportuna a votação durante o segundo turno presidencial e argumenta que o calendário eleitoral pode reduzir o espaço para uma discussão mais aprofundada sobre os impactos econômicos da proposta.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Caiado anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial
2
CEO da Nokia afirma que data centers seriam construídos “duas vezes mais rápido” sem restrições de fornecimento
3
Microsoft garante exclusividade de streaming de GTA 6 no lançamento pelo Xbox Cloud Gaming
4
Casas Bahia corta estoque em 40% e reduz quadro em 4,6 mil pessoas
5
Caso Master: advogado de Vorcaro enviou endereço residencial de Gonet ao banqueiro e elogiou jantar na casa do PGR