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Tarifaço: produtores brasileiros se frustram com redução de taxa e afirmam que seguem sem condições de competir no mercado americano
Publicado 15/11/2025 • 20:31 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 15/11/2025 • 20:31 | Atualizado há 4 meses
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A recente redução das tarifas comerciais entre Brasil e Estados Unidos gerou expectativas, mas também foi recebida com ceticismo pelo setor produtivo brasileiro.
Embora o governo federal tenha celebrado a medida como um avanço nas relações comerciais, a insatisfação permanece no setor cafeeiro e na indústria, que ainda enfrentam desafios significativos.
José Pimenta, diretor de Relações Governamentais e Comércio Internacional da BMJ, reagiu com cautela à redução das tarifas. Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, ele afirmou que a medida não atende plenamente às necessidades do setor.
“A redução foi bem-vinda, mas a realidade do comércio internacional é que as tarifas que ainda enfrentamos nos Estados Unidos são muito altas. Para o Brasil, o mercado americano continua sendo estratégico, mas essa tarifa de até 40% sobre alguns produtos, como o café, limita a nossa capacidade de competir de forma eficiente”, afirmou Pimenta.
Ele completou, destacando que o impacto da redução é, na prática, muito pequeno. “A redução de 10% em algumas tarifas pode parecer um avanço, mas quando olhamos o volume de exportações que o Brasil perde devido a essas tarifas altas, o benefício é praticamente irrelevante. Para o setor cafeeiro, em especial, ainda estamos em um cenário muito difícil”.
Pimenta também falou sobre as expectativas frustradas com a medida, que, segundo ele, não resolve os problemas estruturais que o país enfrenta no comércio com os Estados Unidos.
“A competição continua sendo desleal, e precisamos de mais do que uma simples redução de tarifas. O Brasil deve buscar uma estratégia de longo prazo, que inclua não apenas a diminuição das tarifas, mas também um fortalecimento das estruturas produtivas e um foco em aumentar a nossa competitividade no comércio internacional”, disse.
Também em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Márcio Ferreira, presidente do CECAFÉ (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), também se mostrou insatisfeito com a medida. Para ele, a redução das tarifas, embora positiva, não é suficiente para resolver as questões enfrentadas pelos produtores.
“O impacto da redução foi bastante limitado. O Brasil ainda enfrenta uma tarifa de 40% sobre o café, e isso impede que nossos produtores tenham acesso de forma justa ao mercado americano. Mesmo com a redução, o Brasil não consegue manter a competitividade frente a outros países produtores de café, que não têm a mesma carga tarifária”, afirmou Ferreira.
Ele também detalhou os efeitos da tarifa elevada no mercado americano. “O mercado americano é o maior destino das nossas exportações, mas essa tarifa impede que o Brasil consiga aproveitar todo o seu potencial. Outros países, como Vietnã e Colômbia, estão ganhando espaço porque suas tarifas são muito mais baixas ou inexistem. O Brasil está perdendo competitividade a cada dia que essa situação persiste”, disse Ferreira.
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Ele apontou que a tarifa é um dos principais obstáculos ao crescimento das exportações brasileiras. Para ele, a redução das tarifas não foi um avanço substancial, mas uma medida que apenas aliviou, de forma temporária, um problema que exige mais. “Precisamos de soluções duradouras, como a eliminação das tarifas de forma gradual, e políticas públicas que incentivem os produtores a inovar e a melhorar sua competitividade global”.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI), representando o setor industrial, também reagiu de forma crítica à medida, embora reconhecendo seu simbolismo. “A redução de tarifas é importante, mas precisamos deixar claro que isso não resolve os desafios maiores que a indústria brasileira enfrenta. O Brasil continua com custos elevados, e as tarifas ainda são altas em diversos segmentos”, afirmou um representante da CNI, explicando que as exportações brasileiras continuam sendo prejudicadas por essas barreiras.
“No caso das indústrias de produtos manufaturados, as tarifas ainda impactam muito, especialmente para os setores de tecnologia e automóveis. Se o Brasil quer ser competitivo, precisa de uma estratégia ampla, que vá além da simples redução de tarifas”, completou o representante.
Além disso, o impacto das tarifas também foi destacado por Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), que representou os interesses do setor produtivo em geral.
“A indústria brasileira sente muito as tarifas elevadas nos Estados Unidos, especialmente nas áreas de máquinas e equipamentos. A medida de redução de 10% foi muito tímida. Embora gere algum alívio, não tem o peso que a indústria precisa para ser mais competitiva no mercado internacional”, disse.
Ele também alertou sobre a necessidade de políticas públicas mais eficazes. “Não adianta reduzir as tarifas de forma pontual. O Brasil precisa de um plano mais abrangente, que envolva não apenas as tarifas, mas a criação de um ambiente de negócios mais favorável, com redução de burocracia, investimento em infraestrutura e inovação”.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, responsável por coordenar a negociação, comemorou a redução das tarifas como um passo importante para melhorar as relações comerciais com os Estados Unidos.
“A redução das tarifas é um passo positivo. No entanto, devemos reconhecer que este é apenas um avanço inicial. O Brasil ainda tem muitos desafios pela frente para melhorar sua competitividade no comércio internacional. O impacto real só virá com mais medidas estruturantes”, afirmou Alckmin.
Por sua vez, as expectativas dos exportadores brasileiros continuam altas, e os especialistas no setor indicam que a redução das tarifas não resolve questões estruturais que afetam a competitividade do Brasil, especialmente no comércio de produtos como o café.
Como lembraram os entrevistados, os exportadores continuam a lutar contra altas tarifas, o que torna o Brasil menos competitivo no mercado americano. das tarifas, mas também a criação de condições mais competitivas no comércio bilateral”.
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