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Streaming avança no Brasil, mas conteúdo nacional encolhe nas grandes plataformas
Publicado 16/01/2026 • 08:03 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 16/01/2026 • 08:03 | Atualizado há 2 horas
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A Agência Nacional do Cinema (Ancine), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), divulgou o estudo Panorama VOD 2025 que analisa a oferta, a circulação e a diversidade de obras audiovisuais no ambiente de vídeo sob demanda no Brasil.
O levantamento aponta um crescimento consistente do mercado de streaming, com aumento de assinantes e de receita, mas revela um desequilíbrio estrutural: a presença da produção brasileira segue encolhendo nos catálogos das plataformas de maior audiência, especialmente nas estrangeiras, que concentram o consumo.
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De acordo com o levantamento, as cinco plataformas com maior audiência no Brasil oferecem apenas 6,3% de obras brasileiras em seus catálogos. Desse total, 3,4% correspondem a produções independentes.
Ao excluir o Globoplay, que concentra grande parte do conteúdo nacional, a participação brasileira cai para 2,7% nas quatro principais plataformas estrangeiras, sendo apenas 2,2% de obras independentes.
O dado evidencia uma barreira de entrada comercial e algorítmica para o conteúdo local nos serviços de maior escala, reforçando a assimetria entre players globais e produtores nacionais.
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Além da presença reduzida, o estudo mostra que a circulação das obras brasileiras entre plataformas é extremamente limitada, o que impacta diretamente escala, monetização e retorno sobre investimento:
A escassez de janelas reduz descoberta de audiência, vida útil do conteúdo e sustentabilidade financeira, especialmente para produtoras independentes.
Leia também: Cinemas tentam barrar fusão de Netflix e Warner
O Panorama VOD 2025 mostra que a presença do audiovisual brasileiro no streaming depende majoritariamente de plataformas nacionais. Serviços brasileiros reúnem 3.906 obras nacionais, enquanto plataformas estrangeiras oferecem 3.641, apesar de operarem com catálogos totais mais que o dobro do tamanho.
Embora representem apenas 38% do volume total de obras disponíveis, as plataformas brasileiras são responsáveis por sustentar o acervo nacional, operando com menor escala, menor acesso a dados e menor capacidade de investimento frente às grandes empresas globais.
A Ancine destaca que há uma redução contínua da oferta brasileira no núcleo dominante do mercado de VOD, formado pelas plataformas globais de maior audiência. Para o órgão, o cenário reforça a necessidade de um marco regulatório que:
Market Insight | Streaming no Brasil: onde está o valor
Do ponto de vista de mercado, o relatório expõe um ponto crítico: o gargalo do audiovisual brasileiro não é produção, mas distribuição, visibilidade e escala. O setor cresce em usuários e receita, mas o valor econômico se concentra nas plataformas globais, enquanto o conteúdo nacional permanece sub-representado nos catálogos de maior tráfego.
Em um cenário internacional marcado por consolidação, fusões e aquisições – com foco na disputa entre Netflix e Paramount pela Warner Bros. – a tendência é de redução do número de players, maior controle de catálogos e algoritmos e concentração de poder de mercado. Para investidores, produtores e empresas do setor, isso levanta um alerta claro: menos plataformas dominantes significam menos janelas, menor diversidade e maior risco de concentração de receita fora do ecossistema local.
Em termos estratégicos, o estudo sinaliza que quem controla a distribuição controla o valor e, hoje, esse controle segue fortemente concentrado fora do Brasil.
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