União Europeia promete contramedidas contra tarifas de Trump se negociações falharem, diz von der Leyen
Publicado 03/04/2025 • 08:45 | Atualizado há 20 horas
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Publicado 03/04/2025 • 08:45 | Atualizado há 20 horas
KEY POINTS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou novas tarifas sobre a importação de automóveis
JACQUELYN MARTIN/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A União Europeia está preparando medidas para conter as novas tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, caso as negociações com a Casa Branca não tenham sucesso, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Trump impôs tarifas de 20% ao bloco da última quarta-feira (03), ao assinar uma política ampla e agressiva de “tarifas recíprocas”. Mais de 180 países e territórios estão sujeitos a essas novas tarifas, conforme uma lista publicada por Trump e pela Casa Branca.
Em uma transmissão ao vivo na madrugada desta quinta-feira (04), a chefe da UE, von der Leyen, indicou que o bloco está pronto para retaliar contra as ações dos EUA.
“Estamos preparados para responder”, disse ela. “Estamos agora preparando novas contramedidas para proteger nossos interesses e nossas empresas caso as negociações falhem.”
Convocando o diálogo, von der Leyen afirmou que a UE deseja reduzir barreiras, não aumentá-las.
“Ainda não é tarde para resolver essas preocupações por meio de negociações”, disse ela. “Vamos passar da confrontação para a negociação.”
Maros Sefcovic, comissário da UE para comércio e segurança econômica, disse na quinta-feira que conversaria com seus colegas norte-americanos na sexta-feira.
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“Tarifas injustificadas inevitavelmente saem pela culatra. Agiremos de maneira calma, cuidadosa e unificada, calibrando nossa resposta, enquanto damos tempo suficiente para as negociações. Mas não ficaremos de braços cruzados se não conseguirmos um acordo justo”, afirmou ele na plataforma social X.
“Falarei com meus colegas dos EUA amanhã.”
Von der Leyen criticou a medida de Trump, dizendo que foi um “grande golpe” para a economia mundial e que esta “sofrerá enormemente”.
“Parece não haver ordem no caos, nenhum caminho claro para a complexidade e desordem criadas ao atingir todos os parceiros comerciais dos EUA”, disse ela.
Ela também alertou sobre “consequências imensas”, dizendo que o impacto seria imediato e que tanto consumidores quanto empresas ao redor do mundo seriam afetados negativamente.
“A incerteza aumentará e desencadeará um crescimento ainda maior do protecionismo. As consequências serão graves para milhões de pessoas ao redor do mundo, inclusive para os países mais vulneráveis, que agora estão sujeitos a algumas das tarifas mais altas dos EUA.”
A UE trabalhará para apoiar setores impactados, incluindo aço, automóveis, produtos farmacêuticos e outras indústrias, destacou von der Leyen.
A líder do bloco disse que concorda com Trump que alguns países tiram vantagem das regras atuais do comércio global e que a UE está disposta a apoiar esforços para tornar o sistema de comércio internacional “adequado às realidades da economia global”.
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No entanto, ela alertou os EUA de que “lançar mão de tarifas como sua primeira e última ferramenta não resolverá o problema”.
Na quinta-feira, von der Leyen afirmou que quaisquer novas contramedidas contra os EUA se baseariam nas que já estão em andamento pela UE.
O bloco já havia anunciado tarifas retaliatórias no mês passado depois que os EUA impuseram tarifas sobre seus produtos, afirmando que as medidas visavam proteger trabalhadores e consumidores europeus. Na época, a UE declarou que imporia tarifas sobre 26 bilhões de euros (US$ 28 bilhões) em produtos americanos.
Tarifas anteriormente suspensas que estavam pelo menos parcialmente em vigor durante o primeiro mandato de Trump devem ser reintroduzidas, junto com uma série de novas tarifas sobre outros produtos.
Produtos como aço industrial e alumínio, outros produtos semiacabados e acabados de aço e alumínio, além de seus derivados comerciais, como peças de máquinas e agulhas de tricô, serão incluídos. Uma série de outros produtos, como bourbon, produtos agrícolas, artigos de couro, eletrodomésticos e mais, também estão na lista da UE.
Após um adiamento, essas tarifas devem entrar em vigor por volta de meados de abril.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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