Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Crise nos Correios vira munição de opositores a Lula e Haddad; CPI entra no radar do Planalto
Publicado 16/10/2025 • 21:29 | Atualizado há 3 meses
Ex-integrante do governo Trump quer construir megadata center na Groenlândia. O plano vai dar certo?
Databricks reforça o caixa com R$ 9,5 bi e prepara o terreno para IPO histórico
Como Irã consegue influenciar preços de petróleo mesmo sem ser um grande produtor?
EUA: companhias aéreas cancelam centenas de voos devido a forte tempestade de inverno
Xiaomi anuncia recompra bilionária de ações em meio à pressão de concorrência e custos
Publicado 16/10/2025 • 21:29 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: reprodução Marcos Oliveira/Agência Senado
Os Correios acumulam prejuízos desde 2022 e registram déficit de R$ 6,1 bilhões
A crise financeira dos Correios, que negocia um empréstimo de R$ 20 bilhões com garantias do Tesouro para não quebrar, tornou-se munição para a oposição desgastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Nos bastidores, integrantes do Palácio do Planalto monitoram a coleta de assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar o rombo nas contas da estatal.
As frentes de ataque da oposição vão além da CPI. O deputado federal Zucco (PL-RS) protocolou um requerimento para que Haddad explicasse a situação da empresa na Câmara. O deputado federal Alberto Neto (PL-AM), por sua vez, acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) por uma investigação sobre o empréstimo, ainda nem contratado. Nas redes sociais, líderes da oposição atribuem o déficit de R$ 4 bilhões dos Correios a uma suposta “má gestão” do governo federal.
Entre auxiliares do presidente Lula, o clima é de desconforto com a situação, considerando que o PT enfrentou impactos político-eleitorais negativos por problemas financeiros nas estatais, incluindo a Petrobras, no governo Dilma Rousseff.
No caso dos Correios, embora o impasse atual não envolva corrupção, a companhia evoca um “trauma” entre petistas que integraram os primeiros governos de Lula. Em 2005, a CPMI dos Correios investigava o então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) por operar um esquema de propina na estatal. Pressionado, o parlamentar acabou delatando o escândalo que ficou conhecido como mensalão.
O episódio não foi esquecido pelos adversários políticos de Lula, que deve ser candidato à reeleição em 2026. De acordo com fontes, o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro pretende divulgar um vídeo nas redes sociais para relembrar o caso e associá-lo à crise atual dos Correios.
Ciente do desgaste político que está por vir, o Palácio do Planalto deu carta branca para o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, fazer o que for necessário para salvar a empresa. Como revelou o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ao menos três diretores-executivos serão trocados nos próximos dias. Haverá ainda um programa de demissão voluntária (PDV) para reduzir custos.
Mais lidas
1
Renovação automática e gratuita da CNH vale para idosos? Entenda as regras
2
Morre Constantino Junior, fundador da Gol e presidente do conselho de administração
3
Will Bank: quais as diferenças no processo de ressarcimento para PF e PJ?
4
Sicoob paga R$ 2,6 bilhões em Juros ao Capital aos cooperados em 2025
5
Growth anuncia Diego Freitas como CEO após saída dos fundadores Fernando e Eduardo Dasi