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Fictor, que tentou comprar Master, atrasa pagamentos a cotistas

Publicado 13/01/2026 • 12:18 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Mercado acendeu alerta para a Fictor por notar estratégia de remuneração de assessores muito acima do usual.

Divulgação/Fictor

Grupo Fictor

A Fictor Invest, braço de investimentos da Fictor, que tentou comprar o Banco Master em novembro, tem recebido reclamações de clientes que alegam não ter recebido o pagamento referente aos seus investimentos, incluindo o principal (valor aplicado) e a rentabilidade.

As reclamações começaram no início deste ano e os contratos foram celebrados a partir de abril do ano passado, segundo os reclamantes, que alegam também atrasos que já somam mais de 60 dias em alguns casos.

Uma das denúncias aponta investimento superior a R$ 50 mil, mas na maioria dos casos os valores dos contratos não foram revelados.

A Fictor Invest reconhece atrasos, mas diz que são “pontuais” e que está atuando para regularizar os repasses, “mantendo seus compromissos com a transparência no relacionamento com os cotistas”, disse a empresa ao Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC.

Estratégia arrojada de remuneração

A holding Fictor ganhou notoriedade depois de estampar como patrocinadora a camisa do Palmeiras. E seu nome ganhou o noticiário nacional depois da tentativa, em novembro, de compra do Banco Master por cerca de R$ 3 bilhões, valor acima do oferecido pelo BRB meses antes. As duas transações foram vetadas pelo Banco Central.

No mercado, a empresa é conhecida por sua estratégia de atrair assessores de investimentos com pagamentos bem acima da média do mercado.

Segundo agentes do mercado consultados pelo Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC, os títulos mais corriqueiros no mercado pagam entre zero e 0,3% para o assessor no fechamento do contrato, enquanto a Fictor oferece, em alguns casos, pagamento de 0,5% ao mês sobre o valor aplicado.

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