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Raphael Coraccini

Bolsa dispara 2% e se aproxima dos 170 mil pontos na máxima; saiba os motivos

Publicado 21/01/2026 • 14:40 | Atualizado há 3 horas

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Raphael Coraccini

Analista e repórter de mercado, economia e negócios, Raphael Coraccini é jornalista, especializado em jornalismo econômico e mercado financeiro, mestre e pesquisador em Ciência Social com foco em Ciência Política. Atua na cobertura de autoridades monetárias, autoridades econômicas, resultados corporativos, M&A, mercado de capitais, impostos e tarifas, regulação e outros assuntos relacionados a economia e política.

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Todos os ventos a favor. Assim está o mercado nesta quarta-feira (21) com relação aos ativos brasileiros. Na máxima até as 12h50, o Ibovespa disparava 2%, saltando para 169.875 pontos.

Os ativos de risco se aproveitavam da queda dos juros futuros, por isso, ações relacionadas a consumo e economia local se beneficiam, com destaque para a Cogna (COGN3), subindo quase 8%, e C&A (CEAB3), que avança mais de 6%.

Além disso, as blue chips carregam o índice. Petrobras, Vale e Itaú sobem mais de 2%.

Para Luiz Ormeneze, sócio da Manchester Investimentos, o desempenho recente da bolsa brasileira está ancorado, principalmente, em fatores macro globais.

“Observa-se um movimento de realocação de capital saindo dos mercados desenvolvidos em direção aos mercados emergentes, motivado por uma busca maior por diversificação geográfica diante do aumento das tensões geopolíticas e da redução de exposição aos Estados Unidos”, avalia.

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Dentro desse fluxo mais amplo, o Brasil se destaca principalmente pelo elevado diferencial de juros, que “contribui para tornar o mercado local mais atrativo dentro do universo emergente, enquanto a forte exposição a commodities posiciona o país de forma favorável em um ambiente global ainda construtivo para esses ativos”, acrescenta Ormeneze.

Outro motivo global está relacionado à participação de Trump no Fórum de Davos. Para Rodrigo Alvarenga, sócio da One Investimentos, as falas do presidente dos EUA significaram um leve esfriamento nas tensões com a Europa.

O analista enxerga o mercado precificando uma “possibilidade maior de negociação” entre a maior economia do mundo e o blovo europeu, que se posiciona contra as ameaças de Trump de tomar a Groenlândia, que hoje pertence ao reino da Dinamarca.

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Fator eleitoral

Outro motivo considerado por Alvarenga é a nova pesquisa eleitoral da AtlasIntel/Bloomberg, que indicou fortalecimento de Flávio Bolsonaro para o pleito presidencial de 2026.

Segundo a pesquisa, Flávio tem crescido no vácuo deixado por Tarcísio de Freitas, embora ambos os candidatos percam para Lula em um eventual segundo turno.

No primeiro turno, Lula tem 48,4%, Flávio Bolsonaro 28% e Tarcísio de Freitas apenas 11%, mostrando uma consolidação da direita em torno do filho do ex-presidente. Já no segundo turno, Lula vence Tercísio por 49,1% a 45,4%, enquanto bate Flávio com um pouco mais de facilidade (49,2% x 44,9%).

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