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Plano de Negócios Rodrigo Loureiro

Na Azul, um alívio na turbulência financeira pode estar próximo

Publicado 24/10/2025 • 10:18 | Atualizado há 3 meses

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Rodrigo Loureiro

Rodrigo Loureiro é jornalista especializado em economia e negócios, com experiência nos principais veículos do Brasil e MBA pela FIA em parceria com a B3. Além de comandar esta coluna, é comentarista nos programas Agora e Real Time, nos quais analisa as principais movimentações do mercado.

Avião da Azul.

Avião da Azul.

Divulgação Azul

Quando informou ao mercado que estava ingressando no Chapter 11, o mecanismo de recuperação judicial nos Estados Unidos, os executivos da Azul Linhas Aéreas afirmaram que a medida seria uma etapa necessária para reequilibrar a estrutura financeira da companhia.

Cinco meses se passaram desde então e agora a empresa atualiza seus planos – mas mantendo o otimismo. De acordo com a Azul, a expectativa é sair do Chapter 11 no começo de 2026 se não com um céu de brigadeiro pela frente, ao menos com menos turbulência financeira.

Em números, a companhia projeta alavancagem líquida de 2,5 vezes, uma redução significativa em relação ao múltiplo de 4,9 vezes registrado no segundo trimestre de 2025.

A projeção de liquidez para fevereiro do ano que vem ficou estabelecida em US$ 536 milhões. No longo prazo, a expectativa é de crescimento, chegando a US$ 1,9 bilhão até 2029.

Esses resultados devem ser alcançados graças aos esforços de redução de custos. A Azul afirma ter cortado R$ 747 milhões em despesas, com potencial de novos ajustes que podem elevar o total de economia para R$ 907 milhões.

No que diz respeito aos ganhos, a empresa prevê receita operacional líquida de R$ 22,1 bilhões em 2025 e R$ 27,7 bilhões em 2029. As estimativas consideram ajustes na malha aérea e no mix de aeronaves, com foco em voos mais rentáveis e maior eficiência operacional.

Em entrevista ao Times Brasil no fim do ano passado, o CEO da Azul, John Rodgerson, afirmou que a companhia planeja transportar 30 milhões de passageiros em 2025.

Naquele período, o dólar estava próximo de R$ 6, o que pressionava os custos do setor aéreo. Com a desvalorização da moeda americana nos últimos meses, a situação da Azul tende a ficar mais confortável – fator que contribui para a recuperação financeira e reforça a expectativa de sair fortalecida do processo de reestruturação.

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