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Cade aprova fusão entre Petz e Cobasi
Publicado 10/12/2025 • 13:28 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 10/12/2025 • 13:28 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou nesta quarta-feira (10), com restrições, a fusão entre Petz e Cobasi, as duas maiores varejistas de produtos para animais de estimação do país.
O órgão aprovou o negócio com restrições, depois de ter decidido em junho “liberar a transação incondicionalmente”. Os acionistas da Petz deterão uma participação majoritária na empresa resultante da fusão, que possuirá cerca de 480 lojas.
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A transação, que cria um conglomerado com faturamento anual estimado em R$ 7 bilhões, havia sido aprovada sem restrições pela Superintendência-Geral do Cade em junho. À época, o órgão reconheceu que a fusão geraria concentração significativa em algumas localidades, mas avaliou que o setor possui baixa barreira de entrada e ampla diversidade de players, incluindo marketplaces, supermercados, agrolojas e petshops independentes. Segundo o parecer, esses fatores conteriam eventual exercício de poder de mercado.
As empresas afirmaram, na apresentação da operação aos acionistas, que, somadas, terão cerca de 11% de participação de mercado, número considerado modesto diante da pulverização do setor.
Desde então, o processo de fusão passou a enfrentar resistência, especialmente da Petlove, que se posicionou contra o negócio em conjunto com a ONG Instituto Caramelo e o IPSConsumo. A pressão levou o Congresso Nacional e o próprio Cade a promoverem audiências públicas para aprofundar o debate sobre concentração no mercado pet.
O presidente do Cade, Gustavo Augusto Freitas de Lima, acompanhou o voto do relator, fazendo algumas considerações sobre o acordo construído. “Me parece que, em termos de atratividade do pacote, acertamos”, considerou Gustavo Augusto. “Temos não só remédios estruturais, mas um pacote comportamental duro.”
A divergência, apresentada pela conselheira Camila Cabral, trouxe críticas a questões metodológicas dos estudos técnicos feitos pelo Departamento de Estudos Econômicos (DEE) do Cade, com reconhecimento de limitações de outras ordens. Ainda assim, ela considerou que houve superestimação da participação das rivais. Segundo ela, mesmo com a calibragem feita através dos remédios, “sobraram muitos problemas”.
(Com informações da Reuters e do Estadão Conteúdo)
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