Bitcoin subiu 3,76% e alcançou US$ 116.783,72, enquanto o ethereum disparou 12,13%, cotado a US$ 4.782,67.
Expectativas de afrouxamento monetário favorecem criptomoedas e bolsas, ampliando fluxo para ativos de risco.
Analistas destacam correlação entre cripto e ações, e veem sensibilidade elevada a falas de autoridades monetárias.
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Bitcoin
O bitcoin apresentou valorização nesta sexta-feira (22), depois que o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, sugeriu a possibilidade de cortes futuros nos juros durante o Simpósio de Jackson Hole. O movimento animou investidores e impulsionou o apetite por ativos de maior risco, revertendo as perdas que as criptomoedas haviam registrado no dia anterior.
Às 16 horas, o bitcoin subia 3,76%, negociado a US$ 116.783,72 (R$ 639.637,24), enquanto o ethereum apresentava alta de 12,13%, cotado a US$ 4.782,67 (R$ 26.176,22), segundo dados da Binance. Analistas interpretaram o discurso de Powell como mais flexível do que o mercado projetava, o que elevou as apostas para um afrouxamento monetário já em setembro.
Expectativas para cortes de juros e impacto nos mercados
De acordo com a Pantheon Macroeconomics, a fala do presidente do Fed praticamente garante um corte de 25 pontos-base em setembro, com novas reduções previstas para novembro e dezembro. Manuel Villegas, analista do Julius Baer, chamou atenção para a forte correlação entre criptomoedas e bolsa de valores. “Vemos um humor de mercado que será altamente sensível aos comentários na reunião de autoridades monetárias em Jackson Hole, assim como a possíveis reações de autoridades fiscais”, explicou Villegas, segundo a Dow Jones Newswires. O evento se encerra neste sábado (23).
Mona Mahajan, estrategista da Edward Jones, avaliou que o cenário de cortes de juros estimula aplicações em renda variável, já que o afrouxamento monetário esperado não prevê recessão. Ela afirma que esse ambiente “historicamente é um bom ambiente para a ampliação dos mercados de risco” e prevê uma migração de recursos de fundos de mercado monetário para ações e outros ativos, pois “os rendimentos continuam bastante atraentes” e os preços podem subir à medida que as taxas recuam.
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