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Irã acusa EUA de atingir alvos civis e ampliar ofensiva para Síria e Bahrein
Publicado 17/07/2026 • 07:03 | Atualizado há 49 minutos
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Publicado 17/07/2026 • 07:03 | Atualizado há 49 minutos
KEY POINTS
AFP
O Irã afirmou nesta sexta-feira que atacou forças militares dos Estados Unidos na Síria e no Bahrein, ampliando suas ações na região, enquanto os EUA concluíram a sexta noite consecutiva de bombardeios contra a República Islâmica.
A escalada do confronto ocorre em meio ao enfraquecimento da frágil trégua assinada entre Estados Unidos e Irã no mês passado. O acordo provisório tinha como objetivo reabrir o estrategicamente importante Estreito de Ormuz e interromper os combates.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou durante a madrugada que concluiu sua mais recente grande onda de ataques contra o Irã, atingindo dezenas de alvos militares, incluindo sistemas de defesa aérea, infraestrutura logística e capacidades marítimas.
Leia também: EUA atacam Irã pelo sexto dia seguido
Em uma publicação nas redes sociais, o Centcom afirmou que mais de 50 mil militares estão em operação em todo o Oriente Médio, acrescentando que eles “permanecem vigilantes, letais e prontos”.
A mídia estatal iraniana informou que os ataques aéreos americanos durante a madrugada deixaram oito mortos e 20 feridos, alegando que os bombardeios dos EUA atingiram infraestrutura civil, incluindo pontes, uma estação ferroviária e um aeroporto. A CNBC não pôde verificar essas informações de forma independente.
Enquanto isso, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado um centro de comando dos EUA na região de al-Tanf, na Síria, segundo a mídia estatal. Não houve comentário imediato das Forças Armadas dos Estados Unidos nem do governo sírio.
Os militares americanos informaram em fevereiro que concluíram a retirada de tropas da estratégica base militar de al-Tanf, localizada próxima à fronteira da Síria com o Iraque e a Jordânia.
A Síria tem buscado evitar ser envolvida nas hostilidades regionais. Em março, o presidente Ahmed al-Sharaa afirmou, durante um evento da Chatham House, que o país “permanecerá fora” do conflito, a menos que seja alvo de ataques diretos.
Leia também: EUA ampliam ofensiva contra o Irã e realizam sexto dia seguido de ataques
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Siga o Times | CNBCSirenes de alerta aéreo foram acionadas durante a madrugada no Bahrein, e a Força de Defesa do país informou ter interceptado diversos ataques aéreos iranianos. O alerta ocorreu após o Irã afirmar que havia atacado aeronaves dos EUA na base aérea de Sakhir, no Bahrein.
Em outro ponto da região, o Ministério da Defesa do Kuwait informou que estava respondendo a ataques iranianos com mísseis e drones. Jordânia e Catar também disseram ter interceptado mísseis iranianos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu que a guerra contra o Irã está evoluindo de forma positiva e declarou, na quinta-feira, em pronunciamento em horário nobre à população americana: “Também estamos vencendo amplamente no Irã, e vocês verão os frutos desse trabalho muito, muito em breve.”
O presidente dos EUA havia ameaçado atacar pontes e usinas de energia do Irã na próxima semana caso o país se recusasse a voltar à mesa de negociações.
Os preços do petróleo operavam em alta na manhã de sexta-feira e caminhavam para registrar fortes ganhos na semana.
Leia também: Casa Branca afirma que Irã busca acordo, mas promete resposta a ataques em Ormuz
Os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, para entrega em setembro avançavam 0,5%, para US$ 84,67 por barril, reduzindo parte dos ganhos registrados anteriormente na sessão.
Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos, para entrega em agosto, subiam 0,9%, para US$ 79,66 por barril, após encerrarem o pregão de quinta-feira no maior nível desde 15 de junho.
Ambos os contratos acumulam alta superior a 11% nesta semana e caminham para registrar seu melhor desempenho semanal desde o fim de abril.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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