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Cripto Brasil: IA capaz de identificar falhas pode ampliar riscos de ataques cibernéticos

Publicado 01/05/2026 • 17:44 | Atualizado há 2 semanas

KEY POINTS

  • Rodrigo Batista afirma que novas ferramentas de inteligência artificial podem descobrir vulnerabilidades escondidas há décadas em softwares.
  • CEO da Digitra diz que ecossistema cripto tende a ser alvo prioritário de hackers devido ao ganho financeiro imediato dos ataques.
  • Executivo avalia que impacto mais grave só ocorreria caso falhas atingissem estruturas centrais como Bitcoin ou protocolos amplamente usados.

O avanço de modelos de inteligência artificial capazes de identificar vulnerabilidades em softwares pode ampliar os riscos de ataques cibernéticos no mercado cripto, segundo avaliação de Rodrigo Batista, CEO da Digitra, durante participação no quadro Cripto Brasil, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

O debate ganhou força após a divulgação de um relatório da Anthropic apontando que o modelo de inteligência artificial Mitus conseguiu identificar falhas relevantes em sistemas de segurança digital, incluindo brechas de autenticação, acessos sem senha e vulnerabilidades capazes de comprometer serviços online.

Segundo Rodrigo Batista, o mercado cripto já convive historicamente com riscos ligados à segurança digital e ataques hackers. “Já é meio sabido que existem pontos de falha no ecossistema cripto”, afirmou.

O executivo destacou que, nos últimos anos, diferentes plataformas e sistemas ligados ao setor sofreram ataques ou apresentaram problemas de segurança.

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Vulnerabilidades ocultas

Para Rodrigo Batista, o avanço da inteligência artificial aumenta o risco de descoberta de falhas menos evidentes, inclusive em softwares considerados altamente seguros.

Segundo ele, mesmo sistemas antigos e amplamente analisados podem carregar vulnerabilidades escondidas há décadas. “A gente já viu softwares muito antigos, com código aberto, terem falhas dormindo por décadas”, ressaltou.

O executivo afirmou que não é possível descartar completamente a hipótese de que ferramentas de inteligência artificial encontrem brechas também em estruturas ligadas ao Bitcoin ou a outros protocolos amplamente utilizados no mercado. “Nada garante que o Bitcoin não tenha alguma falha menos óbvia que uma inteligência artificial consiga encontrar”, avaliou.

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Segundo Batista, o incentivo financeiro existente dentro do mercado cripto tende a transformar o setor em alvo prioritário para ataques cibernéticos.

Mercado como alvo

Rodrigo Batista afirmou que hackers podem priorizar ataques ao ecossistema cripto justamente pelo potencial de retorno financeiro imediato.

Segundo ele, invasões a exchanges, carteiras digitais e plataformas de custódia podem gerar ganhos rápidos para criminosos. “No mundo cripto existe um grande pote de ouro”, afirmou.

O executivo explicou que, em caso de invasão bem-sucedida, criminosos conseguem acessar diretamente ativos digitais armazenados nessas plataformas. “Um hacker que invade uma exchange ou carteira consegue retirar Bitcoins e criptomoedas desse ambiente”, destacou.

Apesar disso, Batista afirmou que empresas do setor também costumam investir fortemente em segurança digital justamente por lidarem com esse risco constante.

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Segundo ele, o mercado só sofreria um impacto estrutural mais grave caso vulnerabilidades relevantes atingissem diretamente o Bitcoin ou protocolos amplamente usados pela indústria. “O mundo cripto só seria muito afetado se surgisse uma falha séria no Bitcoin ou em protocolos usados pelas empresas”, observou.

Proteção dos investidores

Ao comentar formas de proteção para investidores, Rodrigo Batista afirmou que uma das recomendações mais conhecidas do mercado cripto é manter a custódia direta dos ativos.

Segundo ele, existe um princípio bastante difundido dentro do setor que incentiva usuários a guardarem suas próprias chaves de acesso. “No mundo cripto existe um ditado: você tem que guardar suas chaves e suas criptomoedas com você”, explicou.

O executivo afirmou que muitos investidores compram ativos em exchanges e depois transferem os recursos para dispositivos próprios, como pendrives ou carteiras digitais privadas.

Batista alertou, porém, que esse modelo também traz riscos operacionais. “Você pode perder as chaves, o pendrive ou até o celular onde guardou essas informações”, concluiu.

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