Clique aqui e cadastre-se agora usando o cupom “timesbrasil” para ganhar um bônus de até US$30 na sua conta.
Queda de receita da Robinhood expõe fragilidade estrutural do mercado cripto
Publicado 29/04/2026 • 16:56 | Atualizado há 2 meses
BREAKING NEWS:
Trump diz que Ormuz estará totalmente liberado em 60 dias
Qualcomm aposta em agentes de I.A. para substituir aplicativos
Dick’s Sporting Goods ampliará lojas da Lids para 100 unidades nos Estados Unidos
EXCLUSIVO CNBC: Peter Diamandis defende Elon Musk e diz que SpaceX é motor de criação de riqueza
Reabertura de Ormuz pode levar tráfego marítimo à metade dos níveis pré-guerra em um mês
Nvidia planeja arrecadar pelo menos US$ 20 bilhões em sua primeira emissão de dívida desde o início do boom da IA
Publicado 29/04/2026 • 16:56 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O desempenho recente da Robinhood evidencia uma fragilidade central do mercado de criptomoedas: a dificuldade em gerar receitas estáveis fora da especulação. Mesmo após anos de crescimento, inovação e maior aceitação institucional, o setor ainda depende fortemente da atividade de negociação.
A receita com trading de criptoativos, principal fonte de ganhos de plataformas como Robinhood, Coinbase, Gemini e Bullish, é altamente volátil. Esse modelo depende diretamente do volume de negociações e do sentimento do mercado, e não de uma atividade econômica subjacente.
“Quando os preços e a especulação sobem, a receita cresce. Mas, quando esfriam, o faturamento cai rapidamente”, resume a dinâmica observada nos resultados.
Essa dependência ficou evidente após a divulgação dos resultados da Robinhood, que levou a uma queda de 14% nas ações na quarta-feira (29).
Leia também: Cripto Brasil: stablecoins ganham espaço como meio de pagamento e reserva de valor
A empresa reportou forte frustração no desempenho, com queda de 47% na receita de negociação de criptomoedas.
Ao mesmo tempo, houve mudança no comportamento dos usuários, com migração para outros produtos. Os chamados event contracts registraram crescimento de 320% na comparação anual, atingindo US$ 147 milhões (R$ 737,9 milhões).
O impacto se espalhou pelo setor: papéis de Coinbase e Bullish recuaram 7%, enquanto a Gemini caiu 5%.
O enfraquecimento das receitas acompanha o desempenho recente dos principais ativos digitais. No primeiro trimestre, bitcoin e ether recuaram cerca de 22% e 29%, respectivamente, pressionados por um ambiente global mais avesso ao risco, associado ao conflito no Irã.
Leia também: Cripto Brasil: integração entre IA e criptomoedas deve impulsionar novo ciclo de mercado
Segundo o analista Benjamin Budish, do Barclays, a recuperação da receita depende diretamente da valorização dos ativos. “Do lado das criptomoedas, a tendência é mais desafiadora”, afirmou.
Ele destacou que, sem uma retomada relevante dos preços, o cenário tende a permanecer pressionado. “É difícil imaginar melhora sem alta mais significativa dos ativos”, apontou.
Receita segue vulnerável
A fragilidade também foi destacada por Devin Ryan, do Citizens, que classificou o momento como de baixa intensidade no mercado cripto. “O setor permanece moderado”, disse, embora tenha apontado possíveis mudanças caso haja avanços regulatórios, como o projeto de lei conhecido como Clarity Act.
Leia também: IA e criptomoedas vão moldar próximo ciclo financeiro
Segundo ele, esse tipo de fator externo influencia diretamente o sentimento e a especulação, mais do que o uso efetivo da tecnologia.
Ryan acrescentou que uma eventual melhora pode vir com maior demanda por tokens ligados a blockchains escaláveis, como ETH e SOL, além de maior participação institucional.
Diante da volatilidade, a Robinhood vem ampliando sua estratégia para reduzir dependência do trading de cripto.
Leia também: Mercado Livre encerra Mercado Coin e abandona aposta em criptomoeda própria
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleAssim como a Coinbase, a empresa tem investido em assinaturas, receitas com juros e mercados de previsão, buscando maior estabilidade.
A aposta também inclui o avanço da tokenização. O CEO Vlad Tenev afirmou que a estratégia é aplicar a infraestrutura cripto a ativos com utilidade prática.
“Queremos sair da discussão apenas sobre preço de bitcoin e focar em ativos com utilidade no mundo real”, disse.
Ele acrescentou que o setor ainda está em fase inicial de transformação. “Estamos no começo de um superciclo de tokenização”, afirmou.
Apesar das apostas, analistas apontam que o ritmo de crescimento já mostra sinais de desaceleração, ao mesmo tempo em que a concorrência aumenta.
Leia também: Cripto Brasil: País avança na regulação de ativos digitais e se destaca na América Latina
O analista Kenneth Worthington, do JPMorgan, destacou que o cenário mais competitivo, aliado à desaceleração recente, levou a uma revisão nas projeções.
“Reduzimos nossa avaliação diante da desaceleração observada e do ambiente mais competitivo”, afirmou.
Ele observou que, mesmo assim, a empresa ainda negocia com prêmio relevante em relação a corretoras tradicionais, impulsionada pela exposição ao mercado cripto.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Clique aqui e cadastre-se agora usando o cupom “timesbrasil” para ganhar um bônus de até US$30 na sua conta.
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Mais lidas
1
Os fiascos que o Claude Fable acumulou em 96 horas expõem a Anthropic e Dario Amodei a um vexame sem precedentes
2
Endrick não é titular por causa da New Balance? Patrocínio do jogador alimenta teoria nas redes envolvendo a Seleção e a Nike
3
Bancos vão à Justiça dos EUA para travar plano da Ambipar que deixa credores brasileiros de fora
4
Quina de São João 2026: até quando é possível fazer apostas?
5
EUA bloqueiam acesso de estrangeiros ao Claude Fable 5, da Anthropic, por razões de “segurança nacional”