O Bitcoin recuou cerca de 50% desde a máxima histórica registrada em outubro do ano passado e tem sido negociado na faixa entre US$ 65 mil e US$ 70 mil. Parte dessa desvalorização pode estar associada a fatores ligados à China, segundo análise apresentada no programa Cripto Brasil (veja a íntegra no vídeo acima).
Leia também: Volatilidade do bitcoin e como a Gen Z vê o mercado de criptomoedas são destaques do Cripto Brasil
Entre os elementos apontados estão o fechamento de operações de mineração no país asiático, restrições à exportação de metais preciosos e a atuação de um grande vendedor asiático no mercado, possivelmente chinês.
Mineração, metais e pressão vendedora
Em dezembro, autoridades chinesas teriam intensificado o fechamento de mineradoras, atividade que já era proibida formalmente desde 2021, mas vinha sendo tolerada de forma mais branda. A interrupção dessas operações pode ter afetado a dinâmica de oferta e confiança no mercado.
Outro fator mencionado foi a restrição chinesa à exportação de ouro, prata e outros metais, movimento que elevou o preço desses ativos globalmente. Com isso, parte do capital que poderia migrar para o chamado “ouro digital” teria sido direcionada ao ouro físico e a commodities metálicas.
Além disso, há indícios da atuação de um grande vendedor asiático despejando volumes relevantes de Bitcoin no mercado, ampliando a pressão baixista. Embora não haja confirmação oficial, o operador seria possivelmente da China.
Robinhood testa blockchain própria
Em paralelo à volatilidade do mercado, a Robinhood iniciou testes públicos de sua própria blockchain, construída sobre a Ethereum com tecnologia da Arbitrum.
A proposta é permitir tokenização de ativos tradicionais e oferecer liquidação mais rápida, potencialmente 24 horas por dia, sete dias por semana. Executivos da empresa defendem que a tokenização pode modernizar mercados ainda presos a estruturas com liquidação em dias úteis e restrições de horário.
Analistas avaliam que o movimento sinaliza maior aproximação entre o mercado financeiro tradicional e o ecossistema cripto.
Regulação avança no Brasil e nos EUA
Nos Estados Unidos, o debate regulatório inclui a chamada Lei Clarity, que busca definir critérios para classificar ativos digitais como valores mobiliários ou não. A regulamentação também depende de diretrizes adicionais da SEC.
No Brasil, o marco regulatório já foi aprovado e o mercado tem prazo até outubro para se adequar às exigências. Segundo representantes do setor, o desafio agora é implementar as regras sem tornar o ambiente excessivamente oneroso, especialmente para startups.
A tokenização de ativos — incluindo imóveis e instrumentos financeiros — é vista como uma das principais pontes entre o sistema financeiro tradicional e a criptoeconomia, com potencial de ampliar o acesso de investidores a diferentes classes de ativos.
Apesar da volatilidade recente, especialistas recomendam cautela. Para investidores iniciantes, a orientação é limitar a exposição a criptomoedas a uma pequena parcela do portfólio, entre 3% e 5%, considerando o perfil de risco.
Associação Brasileira de Criptoeconomia foca em apoio técnico e institucionalização do setor
O principal desafio da Associação Brasileira de Criptoeconomia em 2026 é atuar como uma ferramenta de apoio técnico no processo de institucionalização do mercado, disse Julia Rosin, presidente da Associação Brasileira de Criptoeconomia, em entrevista ao Cripto Brasil.
Ela destacou que o foco da entidade será auxiliar as empresas na adaptação às novas exigências do Congresso e do Ministério da Fazenda: “O grande desafio é acompanhar esse crescimento não só internamente, mas apoiando as empresas na obtenção de licenças e nas discussões técnicas. Precisamos fazer todo esse suporte que o setor demanda para este momento de transição e amadurecimento institucional”, afirmou.
O programa Cripto Brasil vai ao ar toda quarta-feira, às 14h30 (horário de Brasília), no Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
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