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Especialista indica que desvalorização do dólar favorece internacionalização de portfólios
Publicado 26/02/2026 • 17:25 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 26/02/2026 • 17:25 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
A desvalorização da moeda americana, que atingiu patamares próximos a R$ 5,12, representa um momento ideal para a internacionalização de portfólios, disse William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que o cenário atual favorece quem busca ativos fora do país: “Matematicamente falando, sim, é o melhor momento, porque você precisa de menos moeda nacional para comprar moeda estrangeira. Eu diria para o investidor brasileiro aproveitar para comprar um dólar mais barato e globalizar parte do seu patrimônio aproveitando as oportunidades que tem lá fora, que não são poucas”.
O especialista alertou, entretanto, que a volatilidade pode retornar rapidamente ao mercado financeiro. “O dólar saltar 10% contra o real, a gente vê muitas vezes uma fala torpe do presidente, uma pesquisa eleitoral ou eventualmente alguma coisa que acontece no mundo. Como o fluxo de entrada de recursos no Brasil foi muito forte no início deste ano, da mesma forma que eles entram, eles saem”, explicou.
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Siga o Times | CNBCQuestionado sobre a possibilidade de a moeda cair para a casa dos R$ 4,90, William Castro Alves demonstrou cautela em sua análise. “Eu acho, sinceramente, pouco provável. O investidor sempre fala que vai esperar o dólar baixar um pouco; bom, o dólar caiu, agora você não precisa mais esperar. Vale lembrar que, há pouco tempo, o risco fiscal estava muito presente e sendo precificado na moeda brasileira”, ponderou.
Sobre o cenário político nos Estados Unidos, o estrategista minimizou o impacto direto das eleições no valor dos ativos a longo prazo. “Quem investe lá fora não investe no Trump, investe em empresas e na economia americana. Essa economia tem surpreendido pela ponta positiva e continua projetando um crescimento maior do que a Europa e o Japão, oferecendo oportunidades que não são só atreladas aos Estados Unidos, mas globais”, afirmou.
Por fim, ele comentou sobre os custos tributários, mencionando que o IOF (que incide sobre operações de câmbio) pode ser um instrumento de ajuste fiscal no futuro. “Quem não tinha feito o câmbio, pagou um IOF mais caro. É um risco que permanece para os próximos anos, pois é o imposto mais fácil de ser alterado para equacionar problemas fiscais. Por isso, quando vejo o dólar a 5,15, para o investidor, está bom demais”.
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