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Na guerra da quebra de sigilo, campanha de Flávio Bolsonaro escala Deltan Dallagnol para analisar documentos entregues por Lula
Publicado 22/10/2026 • 10:57 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 22/10/2026 • 10:57 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Lula e Flávio Bolsonaro disputam a Presidência nas eleições de 2026; primeiros resultados no exterior já mostram diferenças entre países da Ásia e da Oceania.
Ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) foi escalado pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para analisar os documentos de quebra de sigilo apresentados pelo presidente Lula (PT), segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (22).
De acordo com o texto, Dallagnol vai examinar a documentação de Lula e também a do filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, da primeira-dama, Janja, do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e de outros citados em denúncias de corrupção.
A campanha diz que ele vai analisar “cada extrato e relatório” em busca de inconsistências e contestar a versão do PT.
O comunicado afirma que a documentação deve ser examinada “com rigor, independência e sem concessões” e que nenhuma promessa de transparência deve ser tratada como prova antes de uma análise dos fatos.
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Dallagnol foi eleito senador pelo Paraná no dia 4 outubro, ao lado do deputado Filipe Barros (PL), com apoio de Flávio e do senador Sergio Moro, segundo o SBT News. Ele ganhou projeção nacional como coordenador da força-tarefa da Lava Jato, que atuou nas investigações que levaram à prisão de Lula. As condenações foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal.
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Siga o Times | CNBCEm 2023, o TSE cassou o mandato de deputado federal que ele conquistou em 2022. A candidatura ao Senado, neste ano, foi contestada na Justiça Eleitoral, e uma liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques chegou a suspender a campanha em setembro.
Na terça-feira (20), a defesa de Lula protocolou no TSE autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares dos últimos oito anos, desde que Flávio faça o mesmo. Na quarta-feira (21), Flávio apresentou 19 condições para abrir os próprios sigilos dos últimos 20 anos, e a campanha de Lula disse aceitá-las, com a inclusão de dados da Alcazar Holdings, empresa ligada ao advogado Willer Tomaz.
A campanha petista marcou para as 11h desta quinta a entrega da resposta no TSE e deu o mesmo prazo a Flávio. A reportagem não localizou, até a publicação, manifestação da campanha de Lula sobre a escalação de Dallagnol.
O que Lula protocolou foi uma autorização, e a abertura dos dados depende de decisão da Justiça Eleitoral sobre como seriam divulgados. As petições estão sob relatoria do ministro André Mendonça, do STF.
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