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Debates são essenciais para 78%, mas poucos admitem mudar o voto, aponta Datafolha
Publicado 09/10/2026 • 20:41 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 09/10/2026 • 20:41 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Fotos: AFP
Os debates entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) são considerados muito importantes por 78% dos eleitores brasileiros, mas a maioria não acredita que os confrontos possam alterar sua decisão nas urnas. É o que mostra a pesquisa Datafolha, que aponta uma diferença entre o interesse pelos encontros e a disposição para mudar o voto no segundo turno presidencial.
Embora 82% dos entrevistados afirmem que não mudariam sua escolha de maneira alguma por causa dos debates, outros 18% admitem essa possibilidade em diferentes graus: 5% consideram a chance grande, 7% média e 6% pequena. O levantamento indica, porém, que o potencial de influência é maior entre os eleitores que ainda não estão alinhados a um dos dois candidatos.
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A pesquisa foi realizada nos dias 6 e 7 de outubro, com 2.520 eleitores de 153 municípios, por encomenda da Folha de S.Paulo e da TV Globo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02949/2026.
A possibilidade de os debates alterarem o resultado da eleição aparece com maior intensidade entre eleitores que não se identificam com nenhum dos dois candidatos. Nesse grupo, 40% admitem que poderiam mudar de voto em razão dos confrontos: 12% apontam chance grande, 18% média e 11% pequena, enquanto 60% descartam essa possibilidade.
Entre aqueles que escolheram outros presidenciáveis no primeiro turno, como Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, 20% consideram grande a chance de mudar de posição após assistir aos debates. Apenas 48% afirmam que não alterariam sua decisão em nenhuma circunstância por causa desses encontros.
Leia também: Datafolha: 25% dos eleitores de Flávio e 13% dos de Lula votam apenas para derrotar o adversário
Já entre os apoiadores dos dois candidatos, a resistência a mudanças é elevada. Dos eleitores de Lula, 85% dizem que os debates não influenciariam sua escolha, percentual que chega a 83% entre os de Flávio Bolsonaro. Nos dois grupos, somente 4% consideram grande a possibilidade de rever o voto.
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Siga o Times | CNBCA idade também influencia a maneira como o eleitorado encara os debates. Entre os brasileiros de 16 a 24 anos, 31% admitem alguma possibilidade de mudar de candidato, sendo 4% com chance grande, 16% média e 11% pequena. Outros 69% afirmam que permaneceriam com a escolha atual.
Na população com 60 anos ou mais, a decisão está mais consolidada: 91% descartam qualquer mudança provocada pelos debates, enquanto apenas 3% avaliam como grande a chance de trocar de candidato. A escolaridade também apresenta diferenças, com resistência à mudança de 86% entre pessoas com ensino fundamental, 82% entre as de nível superior e 79% entre as de ensino médio.
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Apesar dessas diferenças, a valorização dos debates é elevada em todas as faixas etárias. A proporção dos que consideram muito importante a participação de Lula e Flávio atinge 83% entre eleitores de 25 a 34 anos, 81% entre os de 35 a 44 anos e 79% entre os de 45 a 59 anos. Entre os jovens de 16 a 24 anos, são 77%, e entre os idosos, 69%.
A pesquisa também revela que o interesse pelos debates é semelhante entre os eleitores dos dois presidenciáveis. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 80% consideram muito importante a participação dos candidatos. Entre os eleitores de Lula, o percentual é de 77%.
O resultado apresenta pouca variação entre as regiões brasileiras. No Sudeste, 79% atribuem grande importância aos confrontos, seguidos por 78% no Nordeste, 76% no conjunto Centro-Oeste/Norte e 75% no Sul. Por escolaridade, o índice chega a 80% entre pessoas com ensino médio ou superior e a 72% entre aquelas com ensino fundamental.
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Considerando todo o eleitorado, 11% avaliam que a presença dos candidatos nos debates é um pouco importante, enquanto 10% não atribuem nenhuma importância aos encontros e 2% não souberam responder. Os números mostram que, embora a maioria tenha uma preferência eleitoral consolidada, os confrontos televisivos continuam sendo valorizados pelos brasileiros.
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