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DECISÃO 2026: Campanha de Lula acusa Meta de tratar candidatos de forma diferente e leva caso ao TSE
Publicado 14/10/2026 • 13:40 | Atualizado há 48 minutos
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Publicado 14/10/2026 • 13:40 | Atualizado há 48 minutos
KEY POINTS
Foto: AFP
Meta é alvo de ação no TSE em que a campanha de Lula questiona o alcance de publicações eleitorais e o funcionamento da ferramenta de inteligência artificial Meta AI.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou nesta quarta-feira (14) novos documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em uma ação contra a Meta, dona do Instagram, do Facebook e do WhatsApp. A coligação acusa a empresa de prejudicar a divulgação de conteúdos favoráveis a Lula e questiona o alcance das publicações de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL).
Uma das novidades é uma série de testes com a Meta AI, inteligência artificial disponível no WhatsApp. Segundo a campanha, a ferramenta recusou pedidos para criar imagens eleitorais de Lula, mas aceitou solicitações semelhantes envolvendo Flávio Bolsonaro. Os advogados apresentaram registros dessas interações à Justiça Eleitoral.
Os documentos foram incluídos em uma ação aberta no dia 9 de outubro, na qual a campanha já questionava possíveis restrições às suas publicações. Agora, os advogados querem que o TSE analise também o funcionamento da inteligência artificial e as diferenças de alcance entre perfis ligados às duas candidaturas.
Leia também: DECISÃO 2026: Meta atribui queda no alcance de Lula a falhas técnicas e nega favorecer Flávio Bolsonaro
Na petição apresentada ao TSE, a coligação cita o desempenho de vídeos do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), apoiador de Flávio Bolsonaro.
Segundo o documento, a mesma publicação do parlamentar alcançou 56,1 milhões de visualizações no Instagram, enquanto registrou 396,4 mil no TikTok. A diferença é de aproximadamente 140 vezes.
A campanha também compara os resultados de Nikolas com os de perfis de celebridades, como Beyoncé, Neymar e Kim Kardashian, que possuem bases maiores de seguidores.
Para os advogados, as diferenças levantam suspeitas sobre os critérios utilizados pela Meta para distribuir conteúdos políticos. No entanto, os números apresentados não demonstram, por si só, favorecimento deliberado, já que as plataformas possuem públicos e sistemas de recomendação diferentes.
A petição também afirma que o perfil oficial de Lula no Instagram ficou impedido de impulsionar publicações entre os dias 9 e 10 de outubro. Segundo a campanha, a restrição prejudicou a divulgação de conteúdos eleitorais naquele período.
Os advogados relatam que realizaram testes com a inteligência artificial da Meta na noite de terça-feira (13).
Segundo a petição, a ferramenta recusou determinados pedidos de criação de imagens eleitorais relacionadas a Lula. Em algumas respostas reproduzidas no documento, a Meta AI informou que não poderia gerar a imagem solicitada ou mencionou restrições relacionadas à legislação eleitoral brasileira.
A campanha afirma que, ao fazer pedidos envolvendo Flávio Bolsonaro, recebeu resultados diferentes, incluindo imagens com conteúdo eleitoral.
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Siga o Times | CNBCAs interações foram registradas por meio da ferramenta Verifact, segundo os advogados, que anexaram capturas de tela ao processo.
A coligação considera os resultados indícios de tratamento desigual. As imagens apresentadas, porém, não permitem concluir, isoladamente, se as diferenças decorreram de falhas técnicas, de regras de segurança ou de um tratamento direcionado a uma das candidaturas.
A coligação solicita que a Meta interrompa eventuais restrições injustificadas à circulação de publicações e forneça informações sobre o alcance dos conteúdos de Lula e de seus apoiadores.
Também pede a remoção ou suspensão de contas que identifica como automatizadas ou inautênticas, sob a alegação de que seriam usadas para distribuir conteúdo político irregular.
Outro pedido é que a plataforma compense a redução de alcance apontada pela campanha. Os advogados querem que os conteúdos afetados recebam uma distribuição adicional equivalente ao dobro da perda calculada, com os custos pagos pela Meta.
A petição solicita ainda multa diária de R$ 500 mil, limitada inicialmente a R$ 5 milhões, caso as medidas sejam determinadas pela Justiça e não sejam cumpridas.
Essas providências foram solicitadas pela coligação e dependem de decisão judicial.
A ação começou em 9 de outubro. No dia seguinte, o ministro Marco Aurélio Bellizze Oliveira determinou que a Meta preservasse os registros e prestasse esclarecimentos, em 48 horas, sobre os problemas relatados pela campanha.
A determinação foi anterior aos novos documentos apresentados nesta quarta-feira e não representa uma conclusão do tribunal sobre as acusações.
Em manifestação divulgada anteriormente, a Meta atribuiu os problemas na contagem de visualizações a uma falha técnica e negou favorecimento a qualquer candidatura.
O Times Brasil | CNBC procurou a assessoria da Meta para obter um posicionamento específico sobre os novos documentos. Até a conclusão desta reportagem, não havia recebido resposta. O texto será atualizado caso a empresa se manifeste.
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