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DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro defende voto casado para o Senado e mantém apoio a Deltan mesmo após decisão do TSE
Publicado 04/10/2026 • 07:44 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 04/10/2026 • 07:44 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Lula Marques/Agência Brasil e Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Flávio Bolsonaro e Deltan Dallagnol, que recebeu apoio do candidato do PL após ter o registro ao Senado indeferido pelo TSE.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) defendeu, na noite deste sábado (3), que seus eleitores façam um “voto casado” nas duas vagas para o Senado em disputa neste domingo (4). A estratégia ocorre em meio à tentativa do PL de ampliar sua bancada na Casa, hoje com 15 integrantes, e incluiu um pedido de voto em Deltan Dallagnol (Novo), que teve o registro de candidatura ao Senado pelo Paraná indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) horas antes.
Durante uma transmissão ao vivo nas últimas horas permitidas para a propaganda eleitoral, Flávio apresentou candidatos apoiados por seu grupo em diferentes Estados e lembrou que, neste ano, cada eleitor poderá escolher dois senadores. Ao todo, 54 das 81 cadeiras da Casa estão em disputa.
A eleição para o Senado é uma das prioridades do PL. Levantamento baseado nas pesquisas mais recentes da Quaest indica que a legenda pode passar dos atuais 15 para 25 senadores a partir de 2027. O partido lançou 33 candidatos em 25 Estados e no Distrito Federal e também apoia nomes de outras siglas.
A ampliação da bancada é relevante para pautas defendidas pelo partido porque cabe ao Senado, entre outras atribuições, processar e julgar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para a aprovação de um processo desse tipo são necessários votos de dois terços dos 81 senadores, ou 54 parlamentares.
Na live, Flávio vinculou diretamente o pedido de voto nos dois candidatos à composição da Casa.
“Vocês viram, mais do que nunca, como é importante ter um Senado que seja nosso”, afirmou o candidato, ao defender maior presença de aliados na próxima legislatura.
No Paraná, Flávio manteve a orientação de voto em Deltan Dallagnol mesmo após o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, indeferir neste sábado o registro de candidatura do ex-procurador da República.
“Quem vota Flávio Bolsonaro presidente vota em Filipe Barros e em Deltan Dallagnol, que é candidato”, disse durante a transmissão. Sergio Moro, candidato ao governo do Paraná, e outros aliados também mantiveram o apoio ao ex-procurador.
Como a decisão foi tomada na véspera da eleição, o nome e o número de Deltan permanecem disponíveis na urna. Na decisão, porém, Floriano Marques determinou que os votos atribuídos à chapa sejam considerados nulos na apuração. A defesa informou que pretende recorrer, e o caso ainda pode ser analisado pelo plenário do TSE.
O próprio Deltan afirmou que sua equipe jurídica busca reverter a decisão. A estratégia de seus aliados é manter a mobilização dos eleitores enquanto o caso continua sendo discutido na Justiça Eleitoral. A reportagem do Estadão registra que Deltan continuará aparecendo na urna apesar do indeferimento.
Deltan foi procurador da República por 18 anos e ganhou projeção nacional durante a Operação Lava Jato, quando coordenou a força-tarefa do Ministério Público Federal em Curitiba. Ele esteve à frente da primeira denúncia apresentada pelo MPF contra Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da operação.
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Siga o Times | CNBCApós deixar o Ministério Público, filiou-se ao Podemos e foi eleito deputado federal pelo Paraná em 2022. No ano seguinte, o TSE cassou por unanimidade seu registro de candidatura.
Na ocasião, o tribunal concluiu que Deltan deixou o Ministério Público Federal enquanto havia procedimentos disciplinares em andamento e que a antecipação da exoneração configurou fraude à lei para evitar a incidência de uma hipótese de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa. O relator do processo afirmou que o então procurador se utilizou de uma manobra para se afastar antes que os procedimentos pudessem resultar em processo administrativo disciplinar.
Deltan deixou o MPF em novembro de 2021. Segundo o TSE, naquele momento havia contra ele 15 procedimentos de diferentes naturezas no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), além de duas punições disciplinares já concluídas.
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná havia liberado sua candidatura ao Senado neste ano, sob o entendimento de que os procedimentos disciplinares posteriormente foram arquivados. Floriano Marques reformou a decisão neste sábado.
O ministro considerou que a situação deve ser analisada a partir das circunstâncias existentes quando Deltan pediu exoneração do MPF e manteve o entendimento adotado pelo TSE no julgamento de 2023.
“A inelegibilidade decorreu do comportamento fraudulento do ora requerido em face do risco disciplinar então existente, e não propriamente do resultado dos procedimentos disciplinares”, escreveu o ministro, segundo decisão reproduzida pelo Estadão Conteúdo.
Deltan é filiado ao Novo desde setembro de 2023.
A mobilização deste sábado integra uma estratégia mais ampla do PL para aumentar sua presença no Senado. Atualmente, a sigla conta com 15 representantes. Nove deles têm mandato que segue além desta eleição, enquanto as demais cadeiras precisam ser renovadas.
Projeções elaboradas a partir das pesquisas estaduais da Quaest indicam que o partido pode chegar a 25 senadores na próxima legislatura. O número, porém, não representa resultado eleitoral: a composição definitiva dependerá da votação deste domingo.
Além dos candidatos próprios, Flávio declarou apoio a 14 postulantes de outras legendas ao Senado, entre elas Novo, PP, União Brasil, Republicanos, Podemos e PSD.
Durante a transmissão, o candidato afirmou esperar que a próxima composição do Congresso tenha maior presença de parlamentares de centro-direita e concentrou sua fala na necessidade de eleger aliados para as duas vagas disponíveis em cada Estado.
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