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DECISÃO 2026: O que esperar do último debate entre Lula e Flávio antes do segundo turno?
Publicado 23/10/2026 • 11:30 | Atualizado há 18 minutos
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Publicado 23/10/2026 • 11:30 | Atualizado há 18 minutos
KEY POINTS
Foto: Tuane Fernandes/NurPhoto via AFP
Lula e Flávio Bolsonaro voltam a se enfrentar nesta sexta-feira (23), no último debate presidencial antes do segundo turno das eleições de 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) participam nesta sexta-feira (23) do último debate presidencial antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25). O encontro, na TV Globo, será a última oportunidade de confronto direto entre os candidatos na televisão antes da votação.
Depois de um primeiro debate marcado por acusações pessoais, provocações e informações incorretas, os candidatos terão uma nova oportunidade de esclarecer questões que ficaram sem resposta e apresentar propostas para o próximo governo. O encontro terá regras diferentes das adotadas pela Band, incluindo limites à movimentação dos participantes e checagem das declarações.
O debate acontece em um momento em que parte dos eleitores ainda admite mudar de candidato. Pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (21) mostrou que 10% dos entrevistados consideravam essa possibilidade. O levantamento ouviu 2.154 pessoas entre 17 e 20 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
No debate da Band, no domingo (18), Lula e Flávio trocaram acusações sobre corrupção, investigações e familiares. As provocações acabaram tomando o espaço da discussão de propostas.
Flávio circulou pelo palco e chegou a andar atrás de Lula enquanto o presidente respondia às perguntas. O senador também fez gestos diante das câmeras, interferindo na fala do adversário.
Lula demonstrou irritação com as provocações e elevou o tom em alguns momentos. Também deu respostas longas, com muitos números e explicações sobre o governo, sem deixar claras algumas das propostas que defendia.
O senador evitou responder diretamente a perguntas sobre sua atuação política e relações com pessoas investigadas. Em vez disso, voltou a fazer acusações contra o presidente e seus familiares.
A postura de Bolsonaro foi criticada publicamente. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, afirmou que a equipe não aceitaria que Flávio voltasse a circular atrás de Lula durante suas respostas.
No debate da Globo, as novas regras vão impedir que um candidato se aproxime do outro enquanto estiver falando, como aconteceu na Band. Os dois terão outra oportunidade de responder às perguntas e apresentar suas propostas aos eleitores.
Os dois candidatos chegam ao último debate depois de terem apresentado informações falsas ou imprecisas no confronto da Band.
A Agência Lupa encontrou erros em declarações sobre economia, segurança pública, programas sociais e gastos do governo.
Lula afirmou que a economia brasileira só voltou a crescer mais de 3% depois que ele assumiu a Presidência, em 2023. A informação é falsa. Segundo o IBGE, o país cresceu 4,8% em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro.
O presidente também exagerou ao falar sobre o poder de compra do salário mínimo. Ele disse que o valor passou de 1,8 para 2,2 cestas básicas. Mas, segundo dados do Dieese analisados pela Lupa, em agosto de 2026, o salário mínimo comprava 1,8 cestas básicas em São Paulo, contra 1,62 em agosto de 2022.
Já Flávio afirmou que Lula e a primeira-dama Janja gastaram R$ 7 bilhões em viagens. A informação também é falsa. O valor corresponde às despesas com viagens de todo o governo federal entre 2023 e 2025, incluindo passagens e diárias de servidores públicos.
O senador também disse que Lula havia recorrido à Justiça para permitir novamente as saídas temporárias de presos em datas comemorativas. Segundo a Lupa, quem entrou com a ação foi a Associação Nacional da Advocacia Criminal (Anacrim), e não o governo federal.
Após o debate da Band, a campanha de Lula pediu que a Globo verificasse as declarações dos candidatos durante o confronto. O ministro Sidônio Palmeira defendeu a medida e acusou Flávio de divulgar informações falsas.
A Globo anunciou que fará a checagem por meio do Fato ou Fake. Até o momento, não há confirmação pública de que Lula ou Flávio pretendam corrigir as declarações apontadas como falsas no primeiro debate.
Os candidatos também poderão aproveitar o debate para explicar melhor suas propostas sobre segurança, saúde e trabalho.
Na segurança pública, Lula defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública e mudanças na Constituição para melhorar o trabalho conjunto entre o governo federal, estados e municípios no combate ao crime organizado.
Flávio prometeu medidas mais duras contra as facções criminosas, defendeu que elas sejam consideradas organizações terroristas e propôs criar 500 mil vagas nos presídios.
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Siga o Times | CNBCNa saúde, o senador disse que pretende levar ao Sistema Único de Saúde (SUS) um modelo de atendimento que chamou de “padrão Einstein”, com mais tecnologia, prontuários eletrônicos e medidas para reduzir as filas.
Lula criticou a proposta e defendeu a ampliação do Mais Médicos, melhorias nos hospitais públicos e maior acesso a medicamentos gratuitos.
Os dois também discutiram o fim da escala de trabalho 6×1, em que o trabalhador tem apenas um dia de descanso por semana. Lula reafirmou seu apoio à mudança, enquanto Flávio disse que havia mudado de opinião depois de conversar com trabalhadores.
Ainda não se sabe se todos esses assuntos serão discutidos novamente nesta sexta-feira. O debate terá perguntas sobre temas definidos pela Globo e também uma parte em que os candidatos poderão escolher livremente os assuntos.
O debate terá quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. Uma das principais mudanças está na movimentação dos candidatos pelo palco.
Nos três primeiros blocos, quem estiver falando poderá circular pelo cenário, enquanto o adversário deverá permanecer em seu púlpito. A regra busca evitar situações como a do debate da Band, quando Flávio andou atrás de Lula durante as respostas do presidente.
No primeiro bloco, as perguntas serão sobre temas nacionais e assuntos de diferentes regiões do Brasil. No segundo e no terceiro, os candidatos poderão escolher temas exibidos em um telão para questionar o adversário.
Já o quarto bloco terá tema livre. Cada candidato terá com oito minutos de fala e poderá circular apenas pelo seu lado do palco.
A ordem das perguntas será definida por sorteios feitos pelo mediador César Tralli.
O último debate acontece em meio a uma disputa apertada nas pesquisas eleitorais.
Levantamento Real Time Big Data divulgado nesta sexta-feira (23) mostrou Flávio com 52% dos votos válidos e Lula com 48%. A diferença de quatro pontos percentuais é a mesma da pesquisa anterior.
A pesquisa também apontou que 95% dos entrevistados já decidiram em quem votar. Já um levantamento da Quaest mostrou que 10% dos eleitores ainda admitem mudar de candidato. As pesquisas fizeram perguntas diferentes e não podem ser comparadas diretamente.
Embora a maioria dos eleitores já tenha escolhido seu candidato, ainda há quem esteja em dúvida. O debate será uma das últimas oportunidades para Lula e Flávio apresentarem suas propostas e tentarem convencer esses eleitores antes da votação de domingo (25).
Não é possível saber se o desempenho de algum dos candidatos mudará o resultado da eleição, mas o encontro acontece a menos de dois dias da votação.
O debate começa às 21h20 desta sexta-feira (23), logo após o Jornal Nacional. O encontro será nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com mediação de César Tralli e transmissão ao vivo pela TV Globo, GloboNews, g1 e Globoplay.
Durante o programa, uma equipe de mais de 30 jornalistas do Grupo Globo vai conferir as declarações dos candidatos por meio do Fato ou Fake.
As informações serão classificadas como #FATO, #FAKE ou #NÃOÉBEMASSIM. Opiniões, ofensas e promessas para o futuro não serão verificadas.
As primeiras checagens serão publicadas ainda durante o debate, no g1 e nos sites de O Globo, Valor Econômico, Extra e CBN. O trabalho continuará durante a madrugada, e a GloboNews exibirá um programa especial com os resultados após o confronto.
📌 DECISÃO 2026:
🔷 O Times Brasil | CNBC transmite no domingo (25) a cobertura do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com entradas ao vivo durante todo o dia de votação.
🔷 Às 16h, começa o especial DECISÃO 2026, que acompanha o fechamento das urnas e a apuração até a definição de quem vai governar o país.
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