CNBC
Quem realmente mede melhor sua saúde relógio, anel ou sensor de assinatura

CNBCÓculos e anéis com IA avançam, mas enfrentam crise de confiança

Eleições 2026

DECISÃO 2026: TSE acompanha suspeitas de financiamento externo nas eleições, mas diz não haver indícios concretos de interferência

Publicado 04/10/2026 • 15:28 | Atualizado há 37 minutos

KEY POINTS

  • TSE não identificou indícios concretos de interferência estrangeira nas eleições, segundo o ministro Nunes Marques.
  • PF, Abin e equipes do tribunal não apontaram riscos específicos relacionados a atuação internacional, atentados ou crime organizado.
  • Possível financiamento externo segue no campo da apuração, mas, até o momento do balanço, o TSE afirmou não ter elementos concretos que indiquem impacto no processo eleitoral.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4), durante coletiva de imprensa, que a Justiça Eleitoral não identificou, até o momento, sinais concretos de interferência estrangeira no processo eleitoral.

Questionado sobre a possibilidade de atuação internacional e de financiamento externo nas eleições, Nunes Marques disse que o tribunal trabalha apenas com informações confirmadas pelos órgãos responsáveis pelo monitoramento.

“Até o momento, nós não temos nenhum indicativo concreto de interferência internacional”, afirmou.

Órgãos de segurança não apontaram risco

Segundo o presidente do TSE, as equipes que acompanham riscos internacionais dentro do tribunal não detectaram ameaças relacionadas à eleição. Nunes Marques afirmou que o mesmo vale para os órgãos de segurança e inteligência que atuam em parceria com a Justiça Eleitoral.

“Nós não temos nenhum relatório da Polícia Federal, nenhum relatório da Abin, nenhum relatório de nenhum setor que trabalha em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral indicando qualquer tipo de risco”, declarou.

Leia também: DECISÃO 2026: ministros do STF votam pelo país neste domingo

O ministro também disse que não havia informações concretas sobre ameaças do crime organizado ou possíveis atentados. “Não recebemos nenhum indicativo concreto disso até o momento”, afirmou.

Suspensão de serviços em embaixadas

O presidente do TSE também foi questionado sobre a suspensão temporária de serviços em representações diplomáticas estrangeiras e sobre alertas emitidos por outros países. Segundo Nunes Marques, medidas desse tipo podem ser adotadas em períodos eleitorais considerados politicamente mais tensos.

“O que nós temos são dois indicativos. Primeiro, dos próprios governos, que justificaram a interrupção, a suspensão dos serviços em razão da ocorrência das eleições, e isso é comum”, disse.

Ele acrescentou que, apesar dessas decisões, o TSE não recebeu informação oficial apontando uma ameaça específica ao processo eleitoral brasileiro.

Financiamento externo entrou no debate

A possibilidade de financiamento externo também foi abordada durante a entrevista. Ao ser perguntado sobre uma apuração preliminar relacionada ao tema e sobre os possíveis efeitos jurídicos caso alguma irregularidade seja comprovada, Nunes Marques evitou antecipar cenários.

“Vamos falar do momento atual, deixemos o segundo turno para uma eventualidade”, declarou. O ministro reforçou que, até aquele momento, não havia elemento concreto detectado pelas equipes do tribunal que comprovasse atuação estrangeira.

Plataformas digitais foram monitoradas

Nunes Marques disse que uma das principais preocupações anteriores à eleição envolvia a possibilidade de interferência por meio das plataformas digitais.

Segundo ele, o TSE manteve interlocução com empresas de tecnologia e adotou mecanismos voltados ao cumprimento da legislação eleitoral. “Muito se falava, meses atrás, inclusive no ano passado, que essas interferências poderiam vir através das plataformas”, afirmou.

Na avaliação do ministro, o trabalho realizado antes da votação reduziu riscos que eram considerados relevantes.

“Eu creio que o trabalho conjunto que o TSE fez com as plataformas, não só o plano de conformidade, mas uma parceria e a dedicação que elas tiveram em se conformar à legislação brasileira, afastou muitos dos problemas que, eventualmente, poderíamos ter”, disse.

Pouco conteúdo novo de desinformação

O TSE informou que havia recebido 453 apontamentos relacionados à desinformação até as 13h deste domingo. Desde 16 de agosto, o número acumulado chegava a aproximadamente 2,8 mil ocorrências. Segundo Nunes Marques, a maior parte das publicações que circulavam no dia da eleição já havia sido detectada anteriormente.

“A grande maioria dos conteúdos que circulam, ou que circularam no dia de hoje, já são conteúdos conhecidos, mapeados e identificados”, afirmou.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

O ministro acrescentou que o tribunal não havia identificado uma nova onda de desinformação com capacidade de comprometer a disputa.

“Praticamente, não tivemos conteúdos novos e conteúdos graves que pudessem trazer qualquer desequilíbrio ao pleito”, declarou.

O TSE também não registrou, até aquele momento, deepfakes envolvendo candidatos à Presidência que tivessem alcançado relevância nas redes sociais.

Mais de mil urnas foram substituídas

O balanço do tribunal apontou a substituição de 1.121 urnas eletrônicas, o equivalente a cerca de 0,2% dos equipamentos utilizados. Nunes Marques afirmou que oscilações no fornecimento de energia estiveram entre os fatores que levaram às trocas.

Segundo ele, a troca dos equipamentos não compromete os votos já registrados. “As urnas que eventualmente tiveram problema continuam a votação em outra urna, são substituídas, e todos os votos ali inseridos vão ser apurados da mesma forma que a urna nova”, afirmou.

Paraná concentrou problemas de energia

As condições meteorológicas provocaram dificuldades principalmente no Paraná. O estado iniciou o dia com quase 140 municípios afetados por falta ou oscilação de energia. No momento do balanço, cerca de 94 municípios ainda enfrentavam algum tipo de problema no fornecimento.

Apesar disso, Nunes Marques afirmou que as seções eleitorais continuavam funcionando. As chuvas e os ventos também atrasaram o deslocamento de parte dos eleitores no estado, segundo o ministro.

E-Título registra milhões de acessos

O tribunal também divulgou dados sobre o uso do e-Título no dia da eleição. Até o momento do balanço, haviam sido registradas mais de 6 milhões de emissões ou acessos ao título eletrônico, mais de 15 milhões de consultas a locais de votação e mais de 3 milhões de justificativas.

Segundo Nunes Marques, o uso do aplicativo contribui para reduzir a procura presencial apenas para justificar a ausência.

O programa voltado ao transporte de eleitores também havia atendido mais de 2 mil pessoas com mobilidade reduzida e mais de 8 mil moradores de comunidades remotas, incluindo indígenas e quilombolas.

Prisões e apreensões por suspeita de crime eleitoral

O TSE informou ainda que 59 pessoas haviam sido conduzidas por suspeita de crimes eleitorais. Desse total, 25 foram detidas em flagrante. Mais de R$ 380 mil em espécie haviam sido apreendidos apenas neste domingo.

Desde janeiro, segundo o tribunal, as apreensões em espécie somavam mais de R$ 30 milhões.

Contestação do resultado pode ocorrer

Nunes Marques também foi questionado sobre uma possível judicialização depois da eleição.

Segundo ele, esse tipo de disputa faz parte do funcionamento do sistema eleitoral brasileiro e pode envolver candidatos a diferentes cargos.

“Há uma tradição na Justiça brasileira de judicialização, então seria de esperar que os candidatos, não só à Presidência da República, mas deputados estaduais e federais, governadores, batam às portas da Justiça com os seus questionamentos”, afirmou.

O ministro citou como exemplos ações relacionadas a abuso de poder político e econômico, mas ressaltou a necessidade de separar esse tipo de processo de uma contestação ao sistema eletrônico de votação.

“Ainda que seja um direito se questionar as eleições, é bom que se separe: uma coisa é questionar o resultado. E em razão de quê? Muitos fatores podem ser questionados”, disse.

Nunes Marques acrescentou que, até aquele momento, o TSE não havia identificado problemas relevantes no funcionamento do processo eleitoral. “Estamos a quase três horas do final da votação e tudo tem funcionado na maior normalidade e com a maior transparência possível”, afirmou.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Eleições 2026