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DECISÃO 2026: Flávio mira eleitores indecisos, promete política externa sem alinhamento automático e acena a Raquel Lyra

Publicado 08/10/2026 • 16:09 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Flávio citou Raquel Lyra como exemplo de governadora com quem pretende manter diálogo, mesmo fora de seu campo político.
  • O candidato defendeu uma política externa pragmática e orientada pelos interesses brasileiros nas relações com outros países.
  • Tereza Cristina está entre os nomes avaliados para comandar o Itamaraty em um eventual governo Flávio.

Joédson Alves / Agência Brasil

A busca por eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno entrou no centro das orientações de Flávio Bolsonaro (PL) aos aliados nesta quinta-feira (8). Durante reunião com governadores eleitos pelo partido e por legendas próximas, em Brasília, o candidato à Presidência também defendeu uma relação de cooperação com governos estaduais de diferentes partidos e uma política externa baseada nos interesses brasileiros.

“Não tem eleição ganha. Todo mundo arruma um votinho para gente. Cada voto que você conseguir de quem não foi votar ou está na dúvida, ou até que votou do lado de lá”, declarou o presidenciável, ao pedir maior mobilização para o segundo turno.

A orientação inclui tanto os eleitores que se abstiveram na primeira votação quanto os indecisos e aqueles que escolheram outros candidatos. Flávio reforçou a necessidade de manter a mobilização política dos aliados até a conclusão da disputa.

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Flávio cita Raquel Lyra e promete diálogo com governadores de outros partidos

Durante o encontro, Flávio buscou sinalizar que eventuais divergências eleitorais não impediriam uma atuação conjunta entre o governo federal e as administrações estaduais. Ele citou Raquel Lyra (PSD), reeleita em Pernambuco, como exemplo de governadora com quem pretende trabalhar caso seja eleito.

“Quero falar para aqueles governadores e governadoras que não nos apoiam ou não são do nosso campo político, como a Raquel Lyra, lá em Pernambuco, só para ficar um exemplo, que vou ser um presidente da República que vou ajudar os cidadãos de cada Estado, independente da coloração partidária do governador”, declarou.

O presidenciável afirmou que já começou a receber reivindicações de governadores eleitos. Entre os exemplos, mencionou Cleitinho (Republicanos), que apresentou demandas relacionadas à dívida de Minas Gerais.

Flávio, porém, ressaltou que precisará conhecer melhor a situação das contas federais antes de assumir compromissos.

“Pretendo governar com time, olhando para cada Estado e reconhecendo as diferenças e necessidades e ajudando, na medida do possível. O primeiro dever de casa é arrumar a própria casa. Deixa eu ver o tamanho do buraco em que Lula nos enfiou”, disse, em referência ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Flávio também sinalizou interesse em aproveitar iniciativas desenvolvidas pelos governos estaduais. Uma das propostas mencionadas foi a criação do SmartBrasil, inspirada no SmartSampa, projeto adotado pela administração paulista.

Política externa e escolha para o Itamaraty

Na mesma reunião, Flávio voltou a defender o pragmatismo nas relações internacionais e criticou a condução da política externa pelo governo Lula.

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“Olha o isolamento do Brasil perante o mundo. Brasil se aproximou do que há de pior no mundo, virou costas para grandes democracias desenvolvidas”, disse o candidato, antes de defender uma atuação diplomática orientada pelos interesses nacionais.

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“Não vou escolher lado. Meu lado será do Brasil”, declarou, ao mencionar diferentes países e regiões com os quais pretende manter relações, entre eles China, Israel, Argentina, Índia e Oriente Médio.

As declarações ocorreram em meio às especulações sobre quem assumiria o Ministério das Relações Exteriores em um eventual governo Flávio Bolsonaro. O candidato tem procurado afastar a possibilidade de indicar o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), para comandar o Itamaraty.

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Entre os nomes considerados está a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Outra possibilidade discutida é a escolha de uma pessoa indicada pela parlamentar.

Correção a Tarcísio gera brincadeira

Outro momento do encontro envolveu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ao pedir que os aliados mantivessem a mobilização eleitoral, Tarcísio utilizou a palavra “acampamentos” para se referir aos grupos de apoiadores.

Flávio interrompeu o governador em tom de brincadeira e procurou evitar uma associação com os acampamentos organizados por apoiadores de Jair Bolsonaro após a derrota presidencial de 2022.

“Qualquer palavra que falamos aqui que fuja um pouco do contexto, já distorcem. Tarcísio, não são os acampamentos para a gente não desmobilizar, são nossos comitês eleitorais”, declarou.

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A observação ocorreu em meio aos esforços para manter a militância mobilizada durante o segundo turno, etapa em que Flávio busca ampliar o apoio de governadores, conquistar eleitores que não votaram na primeira etapa e consolidar alianças para um eventual governo.

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