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Eleições 2026

DECISÃO 2026: Garotinho acusa avanço do crime no Rio após TSE anular votos e favorecer Ruas

Publicado 08/10/2026 • 15:48 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Ex-governador Anthony Garotinho afirmou que o crime organizado e a corrupção venceram após a Justiça Eleitoral invalidar seus votos.
  • Decisão do TSE retira 274.411 votos da contagem e eleva a participação de Douglas Ruas para cerca de 50,9% dos votos válidos.
  • Tribunal rejeitou a desistência do recurso apresentado por Garotinho e manteve o indeferimento de sua candidatura ao governo fluminense.

Foto: Senado Federal

O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) reagiu à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou seus 274.411 votos na eleição para o governo do Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira (8), ele declarou que “o crime e a corrupção venceram” e acusou instituições estaduais de estarem comprometidas com interesses criminosos.

A manifestação ocorreu após o tribunal manter o indeferimento de sua candidatura, alterando o resultado da disputa estadual. Com a exclusão dos votos de Garotinho, Douglas Ruas (PL) ultrapassa a marca de 50% dos votos válidos, percentual necessário para vencer a eleição no primeiro turno.

Leia também: DECISÃO 2026: TSE forma maioria para cassar candidatura de Garotinho; Douglas Ruas é eleito governador do RJ no 1º turno

Em sua declaração, o ex-governador fez críticas à estrutura de poder no Rio de Janeiro. “As instituições estaduais estão apodrecidas”, disse, ao mencionar setores dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de órgãos de controle, polícias, prefeituras e câmaras municipais.

Garotinho diz que tentou enfrentar o crime organizado

Na manifestação, Garotinho afirmou que o crime organizado e a corrupção passaram a controlar áreas estratégicas do estado. Segundo ele, sua candidatura representava uma tentativa de enfrentar essa situação.

“O crime organizado e a corrupção tomaram o controle das áreas estratégicas do Estado. Somente alguém com conhecimento desse quadro e coragem para mudá-lo pode evitar o agravamento dessa situação vergonhosa”, declarou.

O ex-governador também defendeu sua trajetória política e afirmou ter assumido riscos ao denunciar o que considera ser a influência de organizações criminosas sobre o poder público.

“Eu me preparei para ser essa pessoa. Tive a coragem de denunciar tudo e mostrar para a população o caminho a seguir. Eu tentei. Mas o crime e a corrupção venceram”, disse.

Leia também: DECISÃO 2026: Paes recorre ao TSE para impedir que desistência de Garotinho altere resultado da eleição no Rio

Garotinho acrescentou que continua pagando um preço por suas escolhas e declarou que não cedeu às pressões do que chamou de “poder paralelo”. “Sei dos riscos que corri e ainda corro. Mas nunca me chamarão de covarde”, concluiu.

Anulação dos votos muda resultado da eleição

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Antes da decisão do TSE, Douglas Ruas liderava a disputa com 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos válidos. Eduardo Paes (PSD) aparecia em segundo lugar, com 3.706.984 votos, ou 42,76%.

Os 274.411 votos recebidos por Garotinho, correspondentes a 3,17% do total válido considerado anteriormente, mantinham a previsão de um segundo turno entre Ruas e Paes.

Leia também: DECISÃO 2026: Paes anuncia recurso ao STF para garantir 2º turno no Rio após decisão do TSE

Com a anulação definitiva desses votos, eles deixam de integrar a base de cálculo. Ruas passa a concentrar aproximadamente 50,9% dos votos válidos, resultado suficiente para garantir a vitória no primeiro turno.

Entenda a disputa judicial

A controvérsia começou em 11 de setembro, quando o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) negou o registro da candidatura de Garotinho. A Corte considerou que o ex-governador ainda estava com os direitos políticos suspensos em razão de uma condenação por improbidade administrativa.

O processo envolve a contagem do prazo de oito anos de inelegibilidade previsto na Lei da Ficha Limpa. A condenação está relacionada ao período em que Rosinha Matheus, mulher de Garotinho, governava o Rio de Janeiro e ele ocupava a Secretaria de Governo.

Na reta final da campanha, o caso passou por decisões diferentes. Em 2 de outubro, o ministro Floriano de Azevedo Marques revogou uma liminar favorável ao ex-governador, mantendo seus votos na condição de anulados sub judice.

No dia da eleição, 4 de outubro, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou que os votos continuassem sendo contabilizados até uma decisão definitiva do plenário.

Um dia depois, Garotinho apresentou um pedido de desistência do recurso, classificando sua decisão como “livre, expressa, consciente e irretratável”. O Ministério Público Eleitoral se manifestou favoravelmente à desistência e, caso ela não fosse aceita, recomendou a rejeição do recurso.

Nesta quinta-feira, o TSE não acolheu a desistência, mas manteve o indeferimento da candidatura e anulou os votos recebidos pelo ex-governador. A decisão modificou a distribuição dos votos válidos e abriu caminho para a definição da eleição fluminense ainda no primeiro turno.

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