DECISÃO 2026: Votos de Garotinho, anulados sub judice, podem decidir se Rio de Janeiro terá 2º turno entre Ruas e Paes; TSE ainda não tem data para definir
Publicado
04/10/2026 • 21:46
| Atualizado há 57 minutos
Os 273 mil votos de Garotinho (Republicanos) estão computados como anulados sub judice, após o TRE-RJ rejeitar a candidatura
Douglas Ruas (PL) tem 49,3% dos votos válidos e Eduardo Paes (PSD), 42,73%, com segundo turno previsto por ora no Rio
Se o TSE anular em definitivo os votos de Garotinho, os percentuais serão refeitos e Ruas pode superar 50% dos votos válidos
A disputa pelo governo do Rio de Janeiro ficou nas mãos da Justiça Eleitoral. Os 273 mil votos dados a Garotinho (Republicanos), que teve a candidatura rejeitada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), estão computados como anulados sub judice, e o destino deles pode definir se haverá segundo turno entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD).
Por ora, sem decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nenhum candidato pode ser apontado como vencedor, e a previsão é de nova votação.
A validação ou a anulação definitiva desses votos depende da análise de um recurso apresentado por Garotinho no TSE. Ainda não há data para o julgamento.
Se a Corte rejeitar o recurso e derrubar a candidatura, os votos serão anulados. Já se aceitar, eles serão validados e passarão a integrar em definitivo o cálculo dos percentuais de todos os candidatos.
Ruas tem 49,3% e Paes, 42,73%
Neste domingo (4), Ruas terminou na primeira colocação, com 49,3% dos votos válidos, e Paes aparece com 42,73%. A diferença entre os dois é de 6,57 pontos percentuais.
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Contudo, a conta pode mudar. Sem os votos de Garotinho, o Datafolha projetou que Ruas seria eleito no primeiro turno, mas a retotalização precisa ser feita pelo TSE caso o tribunal anule a votação do ex-governador.
Cálculo exclui brancos e nulos da base
Para chegar aos percentuais, a Justiça Eleitoral soma os votos dos eleitores que compareceram às urnas e retira os brancos e os nulos. O que sobra são os votos válidos, que formam a base dos 100%.
Hoje, os votos de Garotinho não são nulos nem válidos, mas entram nessa conta. Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa de mais da metade dos votos válidos. Segundo a campanha de Paes, a retirada desses votos exigiria um novo cálculo.
Campanha teve Paes na frente e Ruas em ascensão
Desde agosto, Paes liderava as pesquisas da Quaest e do Datafolha, com 35% a 40% das intenções de voto. Ruas começou entre 15% e 20% e quase dobrou o desempenho ao longo da campanha, ao associar a imagem à de Flávio Bolsonaro (PL).
Presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Ruas tentou assumir o governo de forma interina após a renúncia de Cláudio Castro (PL), em março, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) travou a linha sucessória. Por ora, o desembargador Ricardo Couto é o governador em exercício.
Por sua vez, Paes, ex-prefeito do Rio por quatro mandatos, disputa pela terceira vez o Palácio Guanabara. Na campanha, ele buscou associar Ruas à gestão de Castro, enquanto o candidato do PL fez a associação inversa.
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