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DECISÃO 2026: Lula mira 30 milhões de abstenções e promete nova reforma do Judiciário
Publicado 05/10/2026 • 21:02 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 05/10/2026 • 21:02 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: reprodução / YouTube
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocou os cerca de 30 milhões de brasileiros que não votaram no primeiro turno entre os principais alvos de sua campanha para a etapa decisiva da eleição presidencial. Em reunião nesta segunda-feira (5) com a coordenação da campanha, Lula afirmou que será necessário entender os motivos da abstenção e convencer esses eleitores a participar do segundo turno.
Ao traçar a estratégia para os próximos 20 dias, o presidente argumentou que o número de eleitores ainda disponíveis para serem conquistados é menor em uma disputa polarizada, mas apontou as abstenções como um contingente capaz de ser mobilizado.
“O que nós temos é que tentar convencer: por que 30 milhões de seres humanos não foram votar?”, questionou Lula.
Na avaliação do presidente, uma das possíveis explicações é o desinteresse pelo processo eleitoral, e cabe às campanhas tentar recuperar a participação dessas pessoas.
“Possivelmente tem uma causa: desinteresse. E a responsabilidade é nossa, é devolver o interesse para ele de participar do processo eleitoral. É simples assim”, declarou.
Lula também afastou a interpretação de que a ausência nas urnas necessariamente represente uma rejeição às candidaturas disponíveis. Segundo ele, a polarização permanece como característica da disputa, sem que tenha surgido uma terceira via capaz de romper esse cenário.
O presidente reconheceu ter ficado decepcionado por não vencer no primeiro turno, mas recorreu à própria trajetória eleitoral para defender que há espaço para crescimento entre uma votação e outra.
“Toda eleição eu fico decepcionado, porque eu quero ganhar no primeiro turno”, disse. Lula afirmou estar convencido de que pode vencer a disputa e cobrou mais intensidade da campanha nas três semanas restantes.
Outro tema que Lula afirmou que pretende levar para a campanha do segundo turno é uma nova reforma do Poder Judiciário. O presidente lembrou a reforma realizada durante seu primeiro governo e avaliou que as mudanças promovidas naquela ocasião não produziram todos os resultados esperados.
“A primeira reforma do Poder Judiciário desse país foi feita por mim, pelo Márcio Thomaz Bastos e pelo ministro Jobim, quando era presidente da Suprema Corte. E não deu o resultado que a gente queria”, declarou.
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Siga o Times | CNBCSegundo Lula, o corporativismo nos conselhos limitou os efeitos daquela reforma. Diante disso, ele afirmou que pretende retomar a discussão e incluir a sociedade no debate sobre as mudanças.
“Nós vamos fazer outra reforma. E é preciso definir qual é o papel da sociedade nessa reforma”, afirmou.
Entre os pontos que Lula colocou em discussão está o modelo de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, os integrantes da Corte são indicados pelo presidente da República e precisam ser aprovados pelo Senado.
Para Lula, é necessário discutir quais critérios devem orientar essas indicações e impedir que interesses individuais, políticos ou econômicos determinem a escolha.
“Nós precisamos definir concretamente como é que a gente vai escolher e indicar a Suprema Corte. É de interesse pessoal do presidente da República? É de pressão do Congresso Nacional? É de interesse do poder econômico? Não”, disse.
O presidente também colocou em debate a possibilidade de estabelecer mandato para ministros do STF, que atualmente permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória.
“Nós vamos ter que discutir com a sociedade qual é o critério que a gente vai escolher para indicar um candidato a ministro da Suprema Corte que o presidente da República manda para o Senado. E se ele vai ter mandato ou não? Acho que está na hora da sociedade discutir isso”, afirmou.
Lula classificou a reforma como um assunto difícil, mas necessário, e disse que a discussão ganha importância quando a confiança da população nas instituições é colocada em questão.
“Ninguém está acima da lei e nem os ministros da Suprema Corte estão acima da lei. É um tema difícil, mas necessário”, declarou.
Lula indicou que pretende incorporar o assunto à campanha nas próximas três semanas e pediu maior mobilização de seus aliados. “Esse é o tema que nós vamos ter que encarar nessa campanha. São 20 dias, mas é melhor. Vamos dormir menos, vamos trabalhar mais”, concluiu.
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