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A aposta bilionária que pode definir o futuro da Saks

Publicado 08/01/2026 • 19:14 | Atualizado há 18 horas

KEY POINTS

  • A Saks Global enfrenta dificuldade para levantar até US$ 1 bilhão em financiamento emergencial para manter suas operações enquanto avalia entrar com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos
  • Investidores demonstram ceticismo sobre a capacidade de reestruturação da companhia, dona de marcas icônicas do varejo de luxo como Neiman Marcus e Bergdorf Goodman, o que reduz o apetite por novos aportes
  • Sem acesso a esse financiamento, o grupo corre risco maior de liquidação, cenário que pode impactar diretamente um dos maiores impérios do varejo de luxo americano

Reprodução / Tripadvisor

Loja da Saks em São Fransisco

A rede de varejo de luxo Saks Global enfrenta dificuldades para conseguir até US$ 1 bilhão em financiamento. O valor permitiria manter as operações durante um eventual pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, segundo apurou a CNBC com fontes próximas às negociações.

A companhia busca um empréstimo conhecido como debtor-in-possession (DIP), modalidade que permite à empresa continuar operando enquanto passa por um processo de reorganização. No entanto, investidores têm demonstrado pouco interesse em participar da operação, diante de dúvidas sobre a capacidade da Saks de se reestruturar e honrar os pagamentos.

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Mesmo com prioridade de recebimento em processos de falência, financiadores DIP nem sempre recuperam integralmente o capital investido. Esse risco tem afastado potenciais credores, especialmente após a varejista ter deixado de pagar uma parcela de juros de seus títulos no fim de dezembro.

Fundada há 159 anos, a Saks Global controla hoje marcas tradicionais do varejo de luxo, como Neiman Marcus e Bergdorf Goodman, além de operar mais de 70 lojas de linha completa e cerca de 100 unidades de desconto. A empresa reúne grifes como Chanel e Dior, além de marcas emergentes.

Segundo fontes, apenas um número limitado de investidores demonstrou interesse no financiamento, enquanto diversos potenciais credores optaram por não avançar nas negociações. A empresa não comentou oficialmente as tratativas.

Sem acesso ao financiamento, a Saks pode ficar impedida de ingressar com um processo de reorganização judicial, o que aumentaria a probabilidade de uma liquidação de ativos, modalidade conhecida nos EUA como Chapter 7. O empréstimo DIP seria utilizado para cobrir despesas essenciais, como salários, aluguel e reposição de estoques.

Atualmente, a empresa também negocia com liquidantes o fechamento de parte de suas lojas, embora ainda não haja decisão de encerrar toda a operação.

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A situação financeira da Saks piorou após a aquisição da rival Neiman Marcus em 2024, em um negócio de US$ 2,7 bilhões financiado majoritariamente com dívida. A fusão tinha como objetivo criar uma potência no varejo de luxo, com maior eficiência operacional e poder de negociação com fornecedores, mas o cenário macroeconômico e o alto endividamento aumentaram os desafios da companhia.

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