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Ações da Intel disparam 16% após balanço superar expectativas e indicar retomada

Publicado 23/04/2026 • 18:12 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Segmento de data centers liderou crescimento, com alta de 22%, refletindo avanço da demanda por chips voltados à inteligência artificial.
  • Receita cresceu mais de 7% no ano, sinalizando possível retomada após sequência recente de quedas.
  • Ações saltaram 16% no pós-mercado e acumulam alta superior a 80% no ano, impulsionadas por investimentos e apoio do governo dos EUA.

Foto: Intel Corporation.

A Intel surpreendeu o mercado ao divulgar resultados do primeiro trimestre de 2026 acima das estimativas de Wall Street, reforçando sinais de recuperação após um período de baixo desempenho. As ações da companhia saltaram 16% no pós-mercado desta quinta-feira, 23.

A fabricante de chips registrou lucro ajustado de 29 centavos por ação, muito acima da projeção de 1 centavo. A receita somou US$ 13,58 bilhões, também superando as expectativas, que apontavam para US$ 12,42 bilhões.

O avanço marca uma possível inflexão na trajetória da empresa. A receita cresceu 7,2% na comparação anual, após quedas em cinco dos últimos sete trimestres.

O desempenho positivo também se reflete nas ações, que acumulam alta superior a 80% no ano. A empresa tem sido impulsionada por aportes relevantes, incluindo investimentos do governo dos Estados Unidos, além de recursos de gigantes como Nvidia e SoftBank.

Mesmo assim, a Intel ainda enfrenta desafios. A companhia segue no prejuízo, com perda líquida de US$ 4,28 bilhões no trimestre, acima do resultado negativo de um ano antes.

O principal vetor de crescimento veio do segmento de data centers, cuja receita avançou 22%, para US$ 5,1 bilhões. A alta reflete a crescente demanda por processadores em aplicações de inteligência artificial, ampliando o espaço das CPUs em um mercado até então dominado por GPUs.

A empresa projeta receita entre US$ 13,8 bilhões e US$ 14,8 bilhões no segundo trimestre, com lucro por ação de 20 centavos — números acima das expectativas do mercado.

A estratégia da Intel inclui fortalecer sua atuação como fabricante integrada, produzindo tanto seus próprios chips quanto componentes para terceiros, em um modelo diferente de concorrentes que dependem de empresas como a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company.

Nesse contexto, a companhia tem investido em novas tecnologias de produção, como o processo 18A, e já mira a próxima geração, 14A, prevista para o fim da década. Um possível cliente âncora seria Elon Musk, com aplicações envolvendo empresas como Tesla e projetos de data centers e exploração espacial.

Apesar dos avanços, a empresa ainda busca recuperar competitividade frente a rivais como Advanced Micro Devices, após ter ficado para trás no início da corrida por inteligência artificial.

Nos últimos meses, a Intel também promoveu cortes de custos, incluindo a redução de 15% da força de trabalho e o adiamento de projetos industriais, em um movimento para ajustar investimentos à demanda e sustentar a retomada de longo prazo.

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