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Embraer compra 51% de empresa indiana, subsidiária do Grupo Mahindra, visando expandir produção de cargueiro militar na região

Publicado 14/10/2026 • 07:48 | Atualizado há 17 minutos

KEY POINTS

  • Embraer compra 51% da Novavayu, empresa da Mahindra criada em 29 de julho e sem receita até agora
  • Mahindra recebe cerca de 510 mil rupias pela venda, e conclusão do negócio está prevista para até 1º de dezembro
  • Documentos oficiais não ligam a Novavayu à futura fábrica do C-390 em Nagpur, condicionada à escolha pela Força Aérea Indiana
C-390 - INDIAN AIR FORCE LIVERY.jpg

Divulgação Embraer

Embraer assina acordo para comprar 51% da Novavayu, da Mahindra, criada em julho e sem receita, com conclusão até 1º de dezembro.

A fabricante brasileira de aeronaves Embraer anunciou a aquisição de 51% da Novavayu Aerospace Limited, empresa do Grupo Mahindra criada em 29 de julho de 2026 e que ainda não gerou receita.

A Mahindra & Mahindra comunicou o negócio às bolsas National Stock Exchange of India e BSE em documento do mesmo dia. A conclusão da operação está prevista para até 1º de dezembro de 2026.

Pelo acordo, anunciado dia 9 de outubro, a Mahindra Defence Systems Limited (MDSL), que detém a Novavayu, vende 51% da empresa à Embraer S.A. e recebe cerca de 510 mil rupias (R$ 26 mil).

Segundo especialistas, o valor do negócio está no “smart money” da Embraer, não no valor desembolsado, de fato, pela brasileira.

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Com a venda, a Novavayu deixa de ser subsidiária integral e passa a coligada da MDSL.

Além disso, a Mahindra informou que a Embraer não tem relação com o grupo controlador e que a operação não se enquadra como transação entre partes relacionadas.

Novavayu foi criada em julho e não tem receita

Por sua vez, a Novavayu nasceu como subsidiária integral da MDSL, que pertence à Mahindra Advanced Technologies Limited, controlada integralmente pela Mahindra & Mahindra.

Como não existia no ano fiscal encerrado em 31 de março de 2026, a empresa não contribuiu com receita, lucro ou patrimônio líquido para as demonstrações consolidadas do grupo. Até a data do comunicado, também não havia gerado receita nem renda.

Parceria entre Embraer e Mahindra começou em 2024

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Antes do acordo sobre a Novavayu, as duas companhias já atuavam juntas em torno do C-390 Millennium, aeronave militar de transporte da Embraer. A cooperação começou com um memorando de entendimentos assinado em fevereiro de 2024.

Em outubro de 2025, as empresas firmaram um acordo de cooperação para promover a candidatura do C-390 ao programa de Aeronaves de Transporte Médio (MTA) da Força Aérea Indiana. O texto prevê atuação conjunta em industrialização, fabricação local, montagem, cadeia de suprimentos e manutenção, reparo e revisão (MRO).

Já em fevereiro de 2026, as companhias anunciaram planos de criar uma capacidade local de MRO para o C-390, também condicionada à escolha da aeronave no programa.

Nagpur é cotada para linha de montagem de C-390

Oito dias antes do acordo sobre a Novavayu, em 1º de outubro, a Embraer e a Mahindra informaram que, em conjunto com o governo do estado de Maharashtra, identificaram a cidade de Nagpur como possível sede de uma linha de montagem final do C-390 na Índia.

A unidade só sairia do papel se o governo indiano selecionar o C-390 e formalizar contrato no âmbito do programa MTA. A aeronave tem capacidade de carga útil de até 26 toneladas e foi projetada para operar em pistas temporárias ou não pavimentadas.

Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, disse que a definição de Nagpur “representa um passo importante” nos preparativos, sempre condicionados à seleção do C-390. Vinod Sahay, membro do Conselho Executivo do Grupo Mahindra, afirmou que os preparativos dependem da escolha da aeronave pelo governo e da contratação pela Força Aérea Indiana.

Documentos não ligam Novavayu a fábrica de C-390 em Nagpur

Contudo, nem o comunicado da Mahindra às bolsas nem o anúncio da Embraer e da Mahindra sobre Nagpur afirmam que a Novavayu será responsável pela fábrica do C-390.

As duas movimentações ocorrem com oito dias de intervalo e fazem parte da relação entre as empresas. A ligação operacional entre elas, no entanto, não foi detalhada publicamente, e o comunicado da Mahindra não informa a finalidade da Novavayu.

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