Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Agibank tem consignado bloqueado pelo INSS; entenda o motivo
Publicado 05/12/2025 • 05:30 | Atualizado há 2 meses
Publicado 05/12/2025 • 05:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Na última terça-feira (2), o Governo Federal informou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu o recebimento de novos registros de crédito consignado do Agibank por tempo indeterminado.
De acordo com a publicação, a decisão foi tomada após uma auditoria da Controladoria Geral da União (CGU). Nela, a investigação detectou que o banco possui uma série de irregularidades e condutas prejudiciais para beneficiários do INSS.
Nesse sentido, foram constatados diversos contratos autorizados sem o consentimento explícito dos clientes. A título de exemplo, o CGU descobriu: contratos firmados com pessoas que já faleceram, refinanciamento não solicitado e refinanciamento com juros abaixo do teto do mercado.
Leia mais: INSS suspende Banco Agibank como pagador da folha de benefícios por irregularidades
Segundo a apuração, 1.192 contratos de empréstimos consignados foram assinados após a data de óbito dos beneficiários, entre 2023 e 2025. Dentro disso, 163 foram firmados após o INSS encerrar o pagamento do benefício.
Além disso, em Fortaleza (CE), houve um caso de refinanciamento (de dívidas) não solicitado e não autorizado, firmado no dia 7 de novembro deste ano.
Leia mais: PF e CGU deflagram nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS
Na ocasião, a auditoria detectou sete contratos. Destes, pelo menos três são inexistentes no sistema do INSS e com a inclusão de R$ 17.073,94 reais ao saldo remanescente. Ainda nestes contratos, foi registrado um troco de R$ 17.135,18 – mas o valor nunca foi pago ao beneficiário.
Ademais, a auditoria descobriu mais de 30 mil contratos irregulares. De acordo com a investigação, 5.222 acordos estavam com taxas de juros abaixo de 0,4%, enquanto outros estavam com taxas inferiores a 1%. Neste caso, o problema se deve pelo desrespeito ao teto de 1,85% de taxa de juros.
Em nota, é explicado que quando isso acontece, pode indicar que o valor foi registrado abaixo do ideal para evitar alertar relacionados a outros processos administrativos.
Consequentemente, o caso foi repassado para a Polícia Federal e para a Corregedoria do INSS. Sendo assim, o Agibank está impedido de registrar consignados novos até que o CGU apure todo o processo administrativo da fintech.
Em nota enviada ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o Agibank diz que tomou conhecimento da suspensão anunciada pelo INSS sem ter sido previamente comunicado ou mesmo com a oportunidade de apresentar defesa e esclarecimentos.
A instituição reafirma que todos os contratos seguem protocolos rigorosos de segurança, como biometria facial, validação documental e cruzamento de dados em bases oficiais.
O banco diz ainda que desconhece contratações irregulares, mas reforça que em caso de constatação das suas ocorrências, serão adotadas providências para saneamento dos tramites internos, “além de absorver integralmente o seu impacto, sem qualquer ônus para clientes ou para o INSS, com ressarcimento integral dos valores envolvidos”
O Agibank destaca que já solicitou acesso aos autos ao INSS, a fim de que possa realizar uma análise detalhada dos apontamentos apresentados pela autarquia e pela CGU.
A companhia finaliza a nota com a informação de que todas as demais operações e atendimento seguem funcionando normalmente, incluindo pagamento de benefícios e outros serviços.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Ações da Stellantis caem 43% enquanto fabricante da Jeep completa cinco anos e executa reestruturação
2
Trading controlada por grupo russo “some do mapa” e demite 344 no Brasil
3
Growth anuncia Diego Freitas como CEO após saída dos fundadores Fernando e Eduardo Dasi
4
Quem é a família Santo Domingo, bilionária que quer comprar o Santos FC
5
Falta de mecânicos vira trunfo estratégico do Brasil na aviação global