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Café: safras de Brasil e Vietnã aliviam oferta, mas não devem derrubar preços
Publicado 03/01/2026 • 09:48 | Atualizado há 2 dias
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KEY POINTS
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A expectativa por uma safra maior de café no Brasil em 2026 e pela recuperação produtiva do Vietnã traz alívio ao aperto na oferta global, mas não deve provocar uma queda acentuada nos preços internacionais. Analistas avaliam que estoques reduzidos, consumo consistente e riscos climáticos continuam limitando um recuo mais forte das cotações do café.
Nos últimos três anos, a produção brasileira ficou abaixo do potencial por causa de geadas e estiagem. Em 2025 e 2026, o cenário climático mostra sinais mais favoráveis, ainda que a incerteza siga elevada.
Segundo pesquisadores do Cepea, da Esalq/USP, as chuvas recentes nas regiões produtoras trouxeram maior otimismo aos cafeicultores. Até janeiro, a regularidade das precipitações será decisiva para o pegamento e o desenvolvimento dos chumbinhos do café.
Entre fevereiro e abril, período que antecede a colheita, a continuidade das chuvas será essencial para o enchimento dos grãos. Analistas do BTG Pactual alertam que o ciclo ainda envolve riscos climáticos relevantes, o que mantém a volatilidade nos preços do café.
As dificuldades climáticas não atingiram apenas o Brasil. Ásia, África e América Central enfrentam problemas produtivos. No Vietnã, segundo maior produtor mundial de café, tufões e tempestades recentes ainda ameaçam a colheita.
Apesar disso, a estimativa atual aponta produção próxima de 30 milhões de sacas de 60 kg, dentro do potencial do país. Brasil e Vietnã respondem juntos por pouco mais da metade da produção global de café, o que reforça o peso dessas duas safras na formação dos preços.
A Conab deve divulgar no fim de janeiro a primeira estimativa oficial da safra brasileira de café de 2026. Para 2025, a produção está projetada em 56,5 milhões de sacas, alta de 4,3% em relação a 2024.
Mesmo sendo um ano de bienalidade negativa, o volume representa o terceiro maior da série histórica da Conab, atrás apenas de 2018 e 2020.
Apesar do aumento esperado da oferta, os estoques globais de café seguem em níveis historicamente baixos. Na ICE Futures US, os estoques certificados caíram de cerca de 1,5 milhão de sacas há quatro anos para aproximadamente 400 mil sacas atualmente.
Esse quadro limita uma queda mais intensa das cotações, mesmo com a expectativa de maior produção.
Especialistas observam que o consumo de café pode ter recuado marginalmente em função dos preços elevados, que atingiram recordes em 2025. Ainda assim, a bebida é considerada de difícil substituição.
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Além disso, há crescimento do consumo em novos mercados, especialmente na Ásia. A China ganhou relevância recente e passou do grupo dos 20 principais destinos do café brasileiro em 2022 para posições entre o top 10 e o top 8 em 2025.
Na Bolsa de Nova York, os contratos futuros de arábica iniciaram forte alta há cerca de três anos, impulsionados pela frustração de safra no Brasil. Em abril de 2025, a cotação chegou a 410 centavos de dólar por libra-peso, frente a 227,5 centavos um ano antes. Atualmente, o café é negociado em torno de 350 centavos.
Para o analista Marcelo Moreira, o cenário aponta para estabilidade ou queda limitada no curto prazo. Segundo ele, uma nova disparada acima de 400 centavos dependeria de um choque climático relevante, enquanto consumidores tendem a comprar com cautela até a entrada da próxima safra brasileira de café.
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