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Antes do apagão em SP, Enel já havia deixado outro estado após crise no serviço; veja qual
Publicado 17/12/2025 • 10:12 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/12/2025 • 10:12 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Desde a semana passada, a Enel virou alvo de críticas, vindas tanto da população de São Paulo quanto do governo do estado e da prefeitura da capital.
A insatisfação crescente com a distribuidora elétrica pode render mais uma perda de concessão para a multinacional italiana.
Em 2022, a Enel vendeu toda sua participação na CELG Distribuição S.A., responsável pela distribuição de energia elétrica no estado de Goiás. Mesmo assim, a insatisfação popular falou mais alto e o contrato de concessão foi interrompido.
Naquela época, a Enel de Goiás prestava serviços para 3,3 milhões de clientes em 237 municípios, em uma área de 337 mil km². A interrupção aconteceu seis anos após sua entrada no estado, deixando de operar totalmente em 2023.
Leia mais: Com 30 mil imóveis sem energia, Enel soma R$ 77,7 milhões em multas do Procon-SP
A Enel assumiu a distribuição elétrica de Goiás em 2017, ao adquirir a CELG-D em um leilão por R$ 2,1 bilhões, em 2016. No entanto, assim como em São Paulo, a empresa acumulou reclamações e denúncias por falhas no serviço prestado, até que chegou a um ponto de inflexão e precisou ter o contrato suspenso.
Assim, o processo de caducidade da concessão começou em 2022. No período, a solução foi vender a operação para a Equatorial, que assumiu em 2023.
De acordo com o comunicado oficial da Enel, a empresa foi vendida por cerca de R$ 8,5 bilhões. Além disso, a Equatorial assumiu as dívidas da Enel e pagou cerca de R$ 1,5 bilhão pelas ações da empresa.
Leia mais: Tarcísio, Nunes e Silveira vão acionar agência contra Enel; entenda
De acordo com a apuração do FecomercioSP, as falhas da Enel em São Paulo já custaram R$ 2,1 bilhões em faturamento para comércios e serviços da cidade. Nesse cálculo, considera-se apenas as datas de quarta-feira (10) a domingo (14).
Dentro disso, o setor de serviços foi o mais afetado, acumulando cerca de R$ 1,4 bilhão em prejuízos. Por outro lado, o comércio deixou de faturar, no mínimo, R$ 696 milhões entre as datas. Confira a tabela completa:
| Dia | Imóveis afetados | Comércio | Serviços | Total |
| Quarta-feira | 2,2 milhões | R$ 267.884.323 | R$ 541.349.569 | R$ 809.233.891 |
| Quinta-feira | 1 milhão | R$ 243.531.202 | R$ 492.135.972 | R$ 735.667.174 |
| Sexta-feira | 600 mil | R$ 146.118.721 | R$ 295.281.583 | R$ 441.400.304 |
| Sábado | 90 mil | R$ 21.917.808 | R$ 44.292.237 | R$ 66.210.046 |
| Domingo | 70 mil | R$ 17.047.184 | R$ 34.449.518 | R$ 51.496.702 |
| R$ 696.499.239 | R$ 1.407.508.879 | R$ 2.104.008.118 |
Ainda segundo o FecomercioSP, o prejuízo já é maior do que detectado em outubro de 2024, última vez que a cidade esteve em uma crise elétrica. Na época, os cinco dias sem luz levaram a perda de R$ 2 bilhões nos dois setores.
Na prática, os valores reais dos prejuízos – causados pela dificuldade da Enel em reestabelecer o fornecimento de luz – tendem a ser maiores. Isso porque ainda hoje (17), 46 mil imóveis estão sem energia elétrica. Além disso, a federação não incluiu perdas de estoque e demais custos fixos no cálculo.
Além disso, a empresa, também acumula diversas multas com o Procon-SP. Após a passagem de ciclones extratropicais, que deixaram milhares de imóveis sem luz na capital e na região metropolitana, São Paulo voltou a enfrentar problemas no fornecimento de energia.
Seis dias após o apagão, cerca de 30 mil residências ainda estavam sem energia, com maior impacto em São Paulo, Cotia, Osasco e Embu das Artes.
Diante das falhas, o Procon-SP aplicou uma multa de R$ 14,2 milhões à Enel por problemas considerados graves e estruturais no serviço, ocorridos entre 8 e 10 de dezembro. Desde 2019, a concessionária já soma R$ 77,7 milhões em multas do órgão, a maioria ainda em disputa judicial, com apenas uma sanção inscrita na dívida ativa.
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