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Citi mantém recomendação de compra para Latam e reduz preço-alvo a US$ 65 com combustível mais caro e apetite por crescimento

Publicado 13/10/2026 • 10:00 | Atualizado há 57 minutos

KEY POINTS

  • Citi mantém compra para Latam e corta preço-alvo de US$ 69 para US$ 65 com combustível mais caro por mais tempo
  • Demanda não acompanha o crescimento de capacidade da Latam em todos os mercados, e margens do segundo semestre devem sofrer
  • Latam negocia a 7,1 vezes o lucro de 2027 e se posiciona para o verão sul-americano com risco de competição maior

Foto: Divulgação

O Citi manteve a recomendação de compra para as ações da Latam Airlines (LTM), mas reduziu o preço-alvo de US$ 69 para US$ 65, em relatório divulgado aos clientes. O banco incorporou às estimativas o tráfego do terceiro trimestre e o efeito de um combustível mais caro por mais tempo.

Segundo o banco, a companhia segue disciplinada na oferta de assentos e busca preços maiores para compensar o combustível. Por outro lado, a programação de voos indica que a Latam mantém o apetite por crescer, e a demanda não parece acompanhar a expansão em todos os mercados.

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Os cortes programados para o quarto trimestre devem levar o crescimento de 2026 à parte baixa da faixa projetada pela empresa para o ano.

Além disso, o Citi lembra que a Latam retomou o crescimento com rapidez no início do ano, depois da queda do combustível que durou até junho. A empresa também monta uma programação mais forte para o primeiro trimestre de 2027, na direção oposta à do combustível.

Disciplina de capacidade convive com apetite por crescimento

O Citi avalia que a concorrência segue racional desde o início do ano. Com isso, as aéreas conseguiram repassar o combustível aos preços e reduziram a capacidade em todo o setor.

Por outro lado, os dados de programação mostram que a Latam recompôs a capacidade logo depois dos cortes, em resposta à queda do combustível. O banco considera provável que a retomada tenha vindo com preços menores para estimular a demanda.

Por isso, o Citi vê risco de que as curvas de reservas compensem apenas em parte a alta do combustível ao longo do terceiro trimestre. A companhia voltou a cortar capacidade recentemente, mas o desempenho fraco da taxa de ocupação, que mede a parcela de assentos vendidos, indica que a demanda não acompanha os preços atuais.

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Margens do segundo semestre devem sofrer

Mercados internacionais e a exposição a passageiros premium costumam sustentar o aumento da receita por assento-quilômetro, o RASK, com tarifas médias maiores e taxas de ocupação menores. O Citi concorda com essa dinâmica.

Ainda assim, o banco espera impacto nas margens do segundo semestre, porque as curvas de reservas dificilmente compensarão o combustível por inteiro. Para o Citi, a empresa pode estar mais inclinada a retomar o potencial de crescimento, o que tende a gerar taxas de ocupação menores ou aumentos de preço que cobrem só parte do combustível.

O banco calcula que a Latam seja negociada a 7,1 vezes o lucro projetado para 2027.

Latam se posiciona para o verão de 2027

As curvas de reservas para o primeiro trimestre de 2027 estão em estágio inicial. Mesmo assim, a programação sugere que a Latam, e provavelmente outras aéreas, se preparam para uma temporada forte de verão na América do Sul.

O crescimento adicional visto na programação vai na direção oposta à do combustível elevado, provavelmente por causa de entregas previstas para os próximos meses.

Já a demanda internacional segue favorecida por moedas locais mais fortes e pode absorver uma oferta maior. O Citi vê risco, porém, de que a expansão mais forte nos mercados domésticos se converta em competição mais agressiva e piore a rentabilidade.

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