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Braskem prepara nova proposta a credores após impasse em reestruturação financeira

Publicado 17/10/2026 • 19:57 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Proposta apresentada no início de outubro previa aumento de capital de US$ 1,2 bilhão, mas foi considerada insuficiente pelos credores.
  • Detentores de títulos da dívida chegaram a defender aporte de US$ 3,5 bilhões pelos principais acionistas da companhia, valor que não foi aceito.
  • Braskem está em recuperação extrajudicial desde agosto e informou que as negociações continuam em andamento.
Braskem

A Braskem e seus acionistas trabalham na preparação de uma nova proposta aos credores em meio ao impasse nas negociações para a reestruturação de cerca de US$ 11 bilhões em dívidas da petroquímica.

As posições entre as partes ainda estão distantes, e a tentativa agora é avançar antes dos próximos prazos do processo. A nova rodada ocorre após os detentores de títulos da companhia rejeitarem uma proposta apresentada no início de outubro.

Representantes da Braskem e de seus credores se reuniram na semana passada em Nova York. Uma nova reunião estava prevista para esta semana no Rio de Janeiro, mas não ocorreu.

Proposta anterior previa US$ 1,2 bilhão

A proposta apresentada anteriormente previa um aumento de capital de US$ 1,2 bilhão, com desconto de 20% em relação ao valor de mercado das ações da Braskem.

O desenho também previa a participação dos controladores caso determinadas metas financeiras não fossem alcançadas.

Os credores, no entanto, consideraram a oferta insuficiente. Entre os pontos ainda sem entendimento está a exigência de uma garantia expressa de participação da Petrobras em uma eventual capitalização da companhia.

Também não houve acordo sobre outros termos da reestruturação.

Leia também: Braskem: credores pressionam companhia por reestruturação no México e estimam impacto de US$ 800 milhões

Credores chegaram a defender aporte de US$ 3,5 bilhões

Antes da proposta de US$ 1,2 bilhão, os detentores dos títulos haviam defendido, em setembro, um compromisso de aproximadamente US$ 3,5 bilhões em capital novo por parte dos principais acionistas da Braskem, entre eles Petrobras e IG4. O valor foi rejeitado pelos acionistas.

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Em outra etapa das negociações, os credores também chegaram a propor um modelo no qual eles próprios forneceriam aproximadamente US$ 2 bilhões em novos recursos.

Parte desse dinheiro seria destinada à recompra de dívida com desconto, enquanto o restante reforçaria o caixa da petroquímica. A alternativa também não avançou.

Eleição adiciona incerteza às negociações

A eleição presidencial também passou a integrar o ambiente de incerteza em torno das negociações.

A Petrobras é estatal e um eventual desfecho eleitoral com mudança no comando do governo pode ter reflexos sobre sua administração.

Nesse cenário, a estatal não estaria em posição de assumir novos compromissos neste momento, embora tenha sinalizado que poderia acompanhar outros investidores em um eventual aumento de capital da Braskem no futuro.

Leia também: Braskem: Shine passa a deter 34,33% do capital total após leilão de OPA

Processo tem prazo até novembro

A Braskem entrou com pedido de recuperação extrajudicial em 24 de agosto, com adesão inicial de credores que representavam 39,6% dos créditos abrangidos.
O prazo de 90 dias previsto no processo termina em 22 de novembro.

Nas negociações, porém, o dia 8 de novembro vem sendo tratado como uma data desejável para que os principais termos estejam acertados.
A pressão para que as partes encontrem uma solução aumentou nas últimas semanas, após sucessivas prorrogações de prazos intermediários diante da dificuldade de chegar a um consenso.

Em nota enviada ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a Braskem informou que os termos da negociação continuam em discussão entre as partes. A companhia afirmou ainda que segue empenhada em buscar uma solução consensual e ordenada para sua reestruturação financeira e que manterá o mercado informado sobre os próximos passos no momento adequado.

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