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Cerebras cai 20% na semana e ações atingem mínima desde IPO

Publicado 02/10/2026 • 20:43 | Atualizado há 53 minutos

KEY POINTS

  • Ações da Cerebras acumulam queda de cerca de 50% em relação ao preço de abertura registrado após a estreia na Nasdaq, em maio.
  • Empresa perdeu para a Nvidia uma importante carga de inferência do modo “Ultrafast” do GPT-6.1 Sol, da OpenAI.
  • Fim das restrições pós-IPO libera ações de executivos e outros acionistas para venda e amplia a pressão sobre os papéis.

As ações da Cerebras despencaram quase 20% na semana e atingiram o menor nível desde o IPO da companhia, realizado em maio, depois de uma informação de que a Nvidia ficará responsável por uma parte crucial do modelo mais recente da OpenAI.

A empresa de pesquisa SemiAnalysis publicou na quarta-feira (30), no X, que a OpenAI usará unidades de processamento gráfico (GPUs) da Nvidia, em vez do hardware da Cerebras, para alimentar o modo “Ultrafast” do GPT-6.1 Sol.

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Desde a forte valorização registrada após a estreia na Nasdaq, os papéis da Cerebras já perderam mais da metade do valor. A ação encerrou a sexta-feira (2) cotada a US$ 166,43 (R$ 870,43).

Fim de restrições aumenta pressão sobre ações

Além da notícia envolvendo a Nvidia, os papéis foram pressionados nesta semana pelo fim das restrições impostas à venda de parte das ações detidas por insiders após o IPO.

No after-market de sexta-feira, porém, as ações avançaram quase 3% depois que o CEO da OpenAI, Sam Altman, comentou as “especulações sobre nossa parceria com a Cerebras”. “A Cerebras é uma parceira próxima, e temos um envolvimento profundo para avançar nas fronteiras da velocidade”, escreveu Altman em publicação no X.

Ainda assim, a Cerebras atravessa uma forte correção desde a abertura de capital. No primeiro dia de negociação, a companhia encerrou o pregão avaliada em US$ 95 bilhões (R$ 496,85 bilhões), ficando pouco abaixo do grupo formado por Meta, Alibaba e, mais recentemente, SpaceX, que terminaram suas respectivas estreias com avaliações superiores a US$ 100 bilhões (R$ 523 bilhões).

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Atualmente, o valor de mercado da Cerebras está pouco acima de US$ 39 bilhões (R$ 203,97 bilhões).

Disputa com Nvidia pelo mercado de IA

O entusiasmo inicial dos investidores estava ligado à possibilidade de a Cerebras se consolidar como uma alternativa à Nvidia na infraestrutura necessária para inteligência artificial.

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A Cerebras produz ASICs do tamanho de um prato – microchips personalizados desenvolvidos para cargas de trabalho de inferência – e os disponibiliza a clientes a partir de seus próprios data centers, por meio de um serviço de nuvem.

Em janeiro, a companhia fechou um acordo superior a US$ 10 bilhões (R$ 52,3 bilhões) com a OpenAI, pelo qual fornecerá 750 megawatts de capacidade computacional até 2028.

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A perda da carga de inferência da OpenAI para a Nvidia, no entanto, reduziu parte do entusiasmo em torno da empresa. Segundo a McKinsey, a inferência deve superar o treinamento como principal carga de trabalho dos data centers de IA até o fim da década.

Executivos vendem ações após IPO

A pressão sobre os papéis também pode aumentar à medida que novas ações ficam disponíveis para negociação com o passar do tempo desde o IPO.

Segundo o prospecto da Cerebras, até 19,4 milhões de ações pertencentes a diretores, executivos, funcionários não executivos e outros acionistas foram liberadas das restrições na quarta-feira. O volume corresponde a 8% do total de ações em circulação.

Antes disso, até 14,6 milhões de ações vinham sendo liberadas para venda a cada duas semanas desde 19 de agosto.

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O CEO Andrew Feldman e o diretor de tecnologia Sean Lie, que se tornaram bilionários com o processo de abertura de capital, venderam mais de US$ 240 milhões (R$ 1,26 bilhão) em ações Classe A entre 20 de agosto e 25 de setembro, por meio de planos de negociação adotados pouco depois do IPO. Outros executivos também venderam participações avaliadas em milhões de dólares.

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