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EXCLUSIVO CNBC: Cerebras supera plano do IPO apesar de ruído sobre margens, diz CEO
Publicado 24/06/2026 • 22:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 24/06/2026 • 22:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A Cerebras está superando as metas apresentadas no IPO, apesar da reação negativa do mercado ao último balanço. É o que afirmou Andrew Feldman, CEO da companhia, em entrevista exclusiva à CNBC.
Segundo Feldman, investidores interpretaram de forma equivocada a sinalização sobre margens. Ele disse que a empresa registrou receita recorde de US$ 191 milhões no trimestre, desempenho acima do esperado nas margens brutas e elevou a projeção anual tanto para receita quanto para margem.
“Nós traçamos um plano no início de 2026. Compartilhamos esse plano quando abrimos o capital, há alguns meses, e estamos superando as metas desse plano”, afirmou.
O executivo disse que a evolução dos resultados não será linear. Segundo ele, a demanda por computação de inteligência artificial está tão forte que a Cerebras decidiu alugar de volta alguns equipamentos de um de seus maiores clientes para atender outras empresas.
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A medida pode reduzir margens nos próximos trimestres, mas, segundo Feldman, faz parte de uma estratégia para manter clientes atendidos em meio à alta demanda por capacidade de processamento.
“Há tanta demanda que nós alugaríamos de volta alguns equipamentos de um dos nossos maiores clientes, pois queríamos manter nossos clientes satisfeitos e entregar computação”, disse.
Feldman afirmou que a companhia aumentou a margem bruta do negócio principal em 10 pontos. Para ele, a pressão temporária em margens não muda o quadro geral da empresa.
“Todo mundo quer mais tokens”, afirmou. “Nós tivemos uma escolha: negar a demanda ou manter clientes felizes com nosso desempenho, aceitando uma margem um pouco menor nos próximos trimestres.”
O CEO disse que a Cerebras atende dezenas de clientes com demanda elevada por computação de IA. A OpenAI, segundo ele, é a maior cliente da companhia.
Além disso, Feldman afirmou que a empresa assinou contrato com a AWS e deve começar a entregar computação para a companhia. Ele também citou negócios com o Departamento de Energia dos Estados Unidos, G42, Sigma e AlphaSense.
“Temos dezenas de clientes que estão exigindo quantidades enormes de computação. A OpenAI é, obviamente, a maior de todas”, disse.
Sobre a parceria com a AWS, Feldman afirmou que os acordos definitivos foram concluídos e que as empresas vão construir uma solução combinando hardware das duas companhias.
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Siga o Times | CNBCSegundo ele, o objetivo é entregar não apenas velocidade, mas também maior rendimento possível de tokens.
“Assinamos um grande contrato com a AWS e estamos muito orgulhosos do nosso trabalho com eles”, afirmou.
O executivo disse que os efeitos da parceria com a AWS devem aparecer nos números do próximo ano e que ainda não estão incorporados nas previsões do mercado.
“Não está na previsão de ninguém, pois acontece agora”, afirmou.
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Feldman afirmou que contratos como os firmados com G42 e OpenAI são raros, mesmo no setor de inteligência artificial.
Segundo ele, a Cerebras tem um contrato de US$ 1 bilhão com a G42 e um acordo acima de US$ 20 bilhões com a OpenAI.
“Esses não são eventos do dia a dia. Eles são raros, mesmo em nossa indústria”, disse.
Para o CEO, a parceria com a AWS pode ampliar o alcance da Cerebras entre empresas no mundo todo, já que a nuvem da Amazon é usada por grande parte do mercado corporativo.
“Essa é uma forma tremenda de levar nossa inferência extremamente rápida para empresas de todo o mundo”, afirmou.
Feldman também comentou a estrutura de lock-up das ações após o IPO. Segundo ele, a Cerebras optou por liberar os papéis em etapas, em vez de concentrar todo o desbloqueio no primeiro dia.
O objetivo, afirmou, foi tentar suavizar o processo para o mercado.
“Escolhemos distribuir nosso lock-up com partes no primeiro dia, partes após a primeira chamada de resultados e partes após a segunda chamada de resultados”, disse. “Se será um sucesso, teremos que ver.”
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