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Roche mira R$ 1,7 bi no Brasil em 2026 com expansão no SUS e no mercado de diabetes
Publicado 11/03/2026 • 07:56 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 11/03/2026 • 07:56 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Divulgação Roche.
A farmacêutica suíça Roche projeta obter receitas de R$ 1,7 bilhão no Brasil em 2026, o que, se confirmado, representará um crescimento de 13% sobre os R$ 1,5 bilhão registrados no ano anterior.
A meta, segundo o diretor-presidente da empresa no país, Carlos Martins, está ancorada em três frentes: laboratórios privados, programas do governo federal e o mercado varejista de monitoramento de diabetes. Martins passou as projeções à Coluna do Broadcast, do Grupo Estado.
A maior fatia do negócio segue nos laboratórios privados, segmento que responde por cerca de 50% do faturamento da divisão brasileira. Um dos contratos que sustenta essa projeção é a modernização da Dasa, que vai substituir aproximadamente 400 equipamentos em 18 núcleos técnico-operacionais.
No ano passado, a Roche já havia executado projeto semelhante para o Grupo Sabin, que investiu R$ 90 milhões na criação do NTO 4.0 em Brasília.
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O segundo vetor de expansão está nos programas do Ministério da Saúde. A empresa quer atuar como fornecedora de tecnologia e infraestrutura de diagnóstico molecular para o Sistema Único de Saúde, com participação em iniciativas de rastreamento de HPV, HIV, doenças respiratórias e tuberculose.
Martins explica que esses programas combinam alto volume de testes, financiamento público e demanda por infraestrutura laboratorial de maior complexidade. Por isso, o segmento já representa 30% do faturamento da companhia no país e é o que mais deve crescer até 2027.
“Queremos viabilizar tecnologias que hoje só existem no privado, queremos também levar para o público”, afirmou o executivo.
Alguns desses programas já estão em execução. O de diagnóstico de tuberculose ainda é visto pela empresa como uma oportunidade futura.
O varejo responde por 20% do faturamento da Roche no Brasil, e o foco desse segmento está no monitoramento de diabetes. No final de 2025, a empresa passou a comercializar tiras para medição de glicose utilizadas em testes capilares tradicionais, marcando sua entrada direta nos canais de farmácia e outros pontos de varejo.
O próximo passo é ampliar a oferta com sensores de glicose de uso contínuo, dispositivos aplicados no braço que permitem acompanhar os níveis de glicose ao longo do dia. Segundo a empresa, esses sensores incorporam funções digitais e recursos de inteligência artificial para melhorar o acompanhamento do paciente.
O produto ainda está em estágio inicial de comercialização no país, mas a expectativa é de expansão relevante do segmento nos próximos anos.
A Roche também anunciou três nomeações em sua equipe executiva no Brasil para reforçar as áreas de acesso ao mercado, saúde suplementar, onco-hematologia e hemofilia.
Homero Filho assumiu, desde de 9 de fevereiro, a liderança de Integração de Ecossistema de Saúde Suplementar e Contas. Formado em Farmácia, com mestrado em Avaliação de Tecnologias em Saúde, ele tem quase 20 anos de experiência no setor, com passagens pela indústria farmacêutica e pelo segmento governamental. Na Roche, ficará responsável por definir diretrizes de acesso e operação no mercado privado, com foco em fortalecer a relação entre pagadores e prestadores de saúde.
Rafael Seara assumiu a liderança de Integração de Ecossistemas de Onco-Hematologia a partir de 1º de março de 2026. Com oito anos de empresa, ele construiu trajetória nas áreas de acesso e modelos inovadores de pagamento, tendo atuado na expansão dos mecanismos de compartilhamento de risco no Brasil para terapias de alto valor.
Marcos Souza está na liderança da área de Hemofilia. O executivo acumula experiência no segmento após passagens por Baxter, Baxalta, Shire/Takeda e Bayer, onde atuou como líder de pessoas e de produtos. Na Roche, ficará responsável por reduzir barreiras de acesso ao diagnóstico e ao tratamento para pacientes com hemofilia.
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