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Corrida da robótica: como o avanço da China ameaça a ambição trilionária de Elon Musk
Publicado 13/11/2025 • 17:03 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/11/2025 • 17:03 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto por KEVIN DIETSCH / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Elon Musk, CEO da Tesla
A ambição de Elon Musk de transformar a Tesla em um império de robótica — e, assim, sustentar sua possível ascensão ao posto de primeiro trilionário do mundo — enfrenta um obstáculo crescente: a China. É o que defende o analista de políticas públicas Dewardric McNeal, em artigo publicado no site da CNBC.
Ele afirma que o sucesso do robô humanoide Optimus depende diretamente do ecossistema industrial chinês.
Musk repete que o futuro da Tesla está mais na automação total e em “um exército” de robôs humanoides do que nos veículos elétricos. Mas, segundo McNeal, essa visão só será viável se a China permitir.
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O país emerge como líder global em robótica: em 2023, instalou mais de 290 mil robôs industriais, superando o resto do mundo somado e atingindo densidade recorde de 470 robôs para cada 10 mil trabalhadores.
Essa expansão não é apenas resultado de mercado. Ela reflete forte intervenção estatal. Subsídios maciços, crédito barato e diretrizes para que governos regionais integrem automação a seus planos industriais aceleram a adoção de robôs em fábricas, centros de distribuição, hospitais e construção civil.
Para McNeal, esse movimento coloca Musk diante de uma barreira estrutural. Mesmo que a Tesla decida fabricar o Optimus fora da China, seguirá dependente dos componentes fabricados no país: servomotores, redutores harmônicos, sensores, módulos de visão computacional, baterias LFP e ligas metálicas. Nessas áreas, os chineses dominam custos, escala e maturidade tecnológica.
Além disso, somente a China reúne o ambiente necessário para treinar robôs humanoides em larga escala: fábricas extensas, alta automação, ecossistemas industriais integrados e ausência de sindicatos contrários à substituição de mão de obra por máquinas.
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Pequim também se move para definir os padrões globais do setor. O país já prepara normas nacionais para regular movimentos, conexões, troca de dados e interação entre robôs e humanos. Sistemas como o Optimus terão de se adequar se quiserem operar no mercado chinês, sob rígidas leis de segurança e governança de dados.
Diante disso, McNeal afirma que a trajetória chinesa não se alinha perfeitamente ao projeto de Musk de criar uma frota global de robôs humanoides. A Tesla poderá ter de escolher entre adaptar o Optimus às exigências chinesas ou desenvolver o produto longe do maior e mais avançado ecossistema robótico do mundo. As duas alternativas têm impacto sobre a avaliação trilionária que Musk almeja.
“A escala que justificaria avaliações trilionárias não depende apenas de tecnologia, mas de geopolítica. E, por enquanto, a resposta está em Pequim”, conclui McNeal.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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