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Inteligência artificial deve guiar a evolução das ciências até 2040
Publicado 03/03/2026 • 23:08 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 03/03/2026 • 23:08 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A inteligência artificial (IA) consolidou-se como o motor de uma transformação estrutural no setor de Life Sciences, que engloba as indústrias farmacêutica e de dispositivos médicos.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o sócio-líder de Health Sciences e Wellness da EY Brasil, Leandro Berbert, afirmou que a tecnologia já faz parte da estratégia de 99% dos CEOs do segmento, sendo aplicada desde a descoberta de novas moléculas até a personalização da assistência ao paciente.
O especialista projeta que os investimentos globais em IA no setor devem saltar de US$ 1,9 bilhão (cerca de R$ 10 bilhões, na cotação atual) em 2023 para cerca de US$ 14,2 bilhões (R$ 74,7 bilhões) em 2034.
“As principais tendências para 2040 indicam que as companhias atuarão de forma mais orientada a resultados do que apenas a produtos, focando diretamente no benefício entregue ao paciente na ponta”, afirma Leandro Berbert.
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Um dos pilares dessa mudança é a transição das fabricantes de medicamentos para o modelo de empresas de dados. A dependência de informações precisas abrange todo o ciclo de vida de um fármaco, incluindo o monitoramento de resultados pós-aplicação e a busca por novos usos para drogas já existentes.
Além disso, o cenário geopolítico do setor deve sofrer uma alteração de relevância, com o centro de gravidade da produção e inovação expandindo-se para além do eixo Europa-Estados Unidos, ganhando força em países como China, Índia e Brasil.
“A indústria farmacêutica depende fundamentalmente de dados, desde o desenvolvimento inicial de novas moléculas até o acompanhamento rigoroso da aplicação desses medicamentos na sociedade”, explica o executivo.
No campo regulatório, agências como a Anvisa e o FDA já utilizam ferramentas analíticas para conferir agilidade aos processos de aprovação de novos tratamentos. Contudo, o especialista ressalta que a celeridade tecnológica impõe pressões sobre as estruturas corporativas tradicionais.
O grande desafio para as lideranças atuais reside na capacidade de reorganizar modelos operacionais e organogramas para acompanhar a potência da IA, garantindo que a eficiência de processos internos, como áreas comerciais e de back-office, acompanhe a inovação científica.
“Atualmente, o principal desafio é adaptar a velocidade da inteligência artificial aos modelos operacionais padrões, exigindo que as empresas se reorganizem para valorizar e se alavancar sobre essa nova realidade”, conclui Berbert.
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